
Trigésimo Aniversário da independência de Timor Leste
Timor-leste viveu sob o regime colonial português desde 1514 até 1974.
Como consequência da Revolução do 25 de Abril de 1974, do fim das guerras pela autodeterminação dos países africanos sob domínio português e das negociações que daí advieram, um vento de liberdade começou a soprar em todos os territórios que fizeram parte do Império Colonial Português.
A partir de Abril 74 formaram-se os primeiros partidos políticos timorenses:
UDT – União Democrática Timorense – que defendia, primeiro, “uma autonomia progressiva sob a bandeira das quinas” e, mais tarde, aceitou a ideia da independência a curto prazo;
ASDT – Associação Social Democrática Timorense que veio dar origem à FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor Leste Independente) formada por jovens que estudaram em Portugal e integrava as camadas jovens da população urbana, de formação mais laica e menos tradicional mas que, tal como a UDT, aceitava a ideia de independência;
AITI – Associação para a Integração de Timor na Indonésia – mais tarde APODETI, que apontava a integração de Timor na Indonésia.
A instabilidade revolucionária que se veio a desenvolver em Portugal reflectiu-se em Timor, agudizando as rivalidades entre os diferentes partidos recém criados e a luta pelo poder.
Almeida Santos, no regresso de uma visita que fizera a Timor, afirmou que a UDT era o “partido esmagador da maioria” e “que a maioria dos timorenses pretendia manter a ligação a Portugal”.
A UDT e a FRETILIN fizeram um pacto contra o que consideravam ser o maior perigo: a anexação de Timor pela Indonésia.
Rapidamente esta frágil coligação desfez-se e a luta pelo poder acentuou-se.
Em 11 de Agosto de 1975 a UDT dá um golpe de estado e exigiu ao governador (formado por um alto comissário nomeado pelo governo da república cujo mandado terminaria em Outubro de 1978, após a eleição de uma Assembleia que definiria o estatuto do território) a expulsão dos elementos da FRETILIM.
Deu-se, então, início à guerra civil.
O governo da república e o seu estado-maior fogem para a ilha de Ataúro.
As forças da FRETILIN obrigam as forças da UDT a recuarem até à fronteira que só poderam atravessar depois de se terem comprometido a aceitar a anexação de Timor pela indonésia. Desarmadas, foram substituídas por soldados indonésios que retomaram a luta contra a FRETILIN.
Os dirigentes da UDT, APODETI, KOTA e do PARTIDO TRABALHISTA foram forçados por Jacarta a formarem o MAC – Movimento Anti Comunista e a lutar pela integração de Timor Leste na Indonésia. (Outubro de 1975).
A FRETILIN instala-se em Díli e forma um governo paralelo ao do governador português.
Em 28 de Novembro de 1975, Xavier do Amaral, o primeiro presidente da República de Timor – Leste, lê a Declaração Unilateral de Independência.
Esta declaração unilateral foi reconhecida por alguns países, entre os quais Moçambique, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.
Alegando a existência de uma ameaça comunista, o ditador indonésio Suharto decide invadir Timor-Leste e transformá-lo na sua 27ª província.
A 7 de Dezembro de 1975 (nove dias depois da proclamação da independência), com o beneplácito da administração norte-americana de Gerald Ford e do seu secretário de estado Kissinger, a Indonésia invadiu o território de Timor Leste e impôs uma brutal e sangrenta ocupação que vigorou até 1999.
(...)
Voltaremos aqui a 7 de Dezembro...
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Escolhi, do CD “20 Years of Resistence to Genocide in East Timor” a faixa 19, “Em Português vos Amamos”.
Cantam:
Bonga – Angola
Costa Neto – Moçambique
Estevão Jipson – Guiné Bissau
Anabela – Portugal
Tima Zonga – Brasil
Znaid Chantre – Cabo Verde
Gilberto Gil, Umbelina, Kalu (S. Tomé e Príncipe)
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Desta forma saúdo e recordo a proclamação da Independência de Timor, há 30 anos atrás.
Viva Timor-Leste!
Viva Timor Lorosa’e!
27 Nov. 05