sábado, 21 de abril de 2018

25 Abril 1974 - 44 anos depois

25 de Abril 1974
(44 anos depois...)

O dia 25 de Abril de 1974 marcou o nascer de uma nova Nação. 

Vou recordar — embora superficialmente — aqueles anos antes desta data histórica, servindo-me como guia o poeta Ary dos Santos:

Era uma vez um país
Onde entre o mar e a guerra
Vivia o mais infeliz
Dos povos à beira-terra.


Portugal viveu durante 48 anos debaixo de uma ditadura feroz imposta pelo regime que o governava. Os donos e os senhores deste País foram o grande capital e os grandes latifundiários, que oprimiram e exploraram o povo, na sua maioria inculto e a quem foram incutidos sentimentos de subserviência, medo e fatalismo.

Onde entre vinhas sobrados
Vales socalcos searas
Serras atalhos veredas
Lezírias e praias claras
Um povo se debruçava
Como um vime de tristeza
Sobre um rio onde mirava
A sua própria pobreza.

Os trabalhadores foram sempre as grandes vítimas da ganância destes senhores e o objecto das perseguições policiais que investiam sobre pessoas indefesas que apenas lutavam pelos seus direitos e pela dignidade de um País amordaçado.

Era uma vez um País
Onde o pão era contado
Onde quem tinha a raiz
Tinha o fruto arrecadado
Onde quem tinha o dinheiro
Tinha o operário algemado
Onde suava o ceifeiro
Que dormia com o gado
Onde tossia o mineiro
Em Aljustrel ajustado
Onde morria primeiro
Quem nascia desgraçado.

Foram estes senhores que durante 48 anos oprimiram e mataram (ou mandaram matar…) Catarina Eufémia, Humberto Delgado, Dias Coelho, entre muitos outros, só por terem sonhado com um País mais justo, mais solidário, sem exploradores nem explorados e onde houvesse pão, paz, saúde, habitação e educação para todos.

Era uma vez um País
De tal maneira explorado
Pelos consórcios fabris
Pelo mando acumulado
Pelas ideias nazis
Pelo dinheiro estragado
Pelo dobrar da cerviz
Pelo trabalho amarrado
Que até hoje já se diz
Que nos tempos do passado
Se chamava esse País
Portugal suicidado.

Foram estes mesmos senhores que durante 13 longos anos mantiveram uma guerra colonial que ceifou e estropiou milhares e milhares de jovens, a flor de uma geração.

Ora passou-se porém
Que dentro de um povo escravo
Alguém que lhe queria bem
Um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
Feita de força e vontade
Era ainda uma criança
Mas já era a liberdade.

Faz agora 44 anos. Era a tarde de 23 de Abril de 1974... Álvaro Guerra, jornalista do Jornal República, recebia em mão, num alfarrabista de Lisboa, uma folha de papel amarelo que iria mudar o rumo da história de Portugal. Nele estava escrita a senha que ouvidos atentos de homens já cansados de uma guerra sem sentido e duma nação sem esperança, esperavam ouvir nos quartéis para então saírem para a rua, rumo à construção do País Novo.


Quem o fez era soldado
Homem novo capitão
Mas também tinha a seu lado
Muitos homens na prisão.

João Paulo Diniz, produtor e locutor do programa “Alfabeta”, às 23,55 horas “enganou-se” nas horas – esse “engano” era parte integrante da primeira senha –“Faltam cinco minutos para as 23 horas”, seguindo-se a canção de Paulo de Carvalho “E Depois do Adeus”, vencedora do Festival da canção de 1974.


Dizia soldado amigo
Meu camarada e irmão
Este povo está contigo
Nascemos do mesmo chão
Trazemos a mesma chama
Temos a mesma ração
Dormimos na mesma cama
Comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
Soldadinho ou capitão
Este povo está contigo
A malta dá-te razão.

Foi a Rádio Renascença, no programa “Limite”, que às 00,20 H, lançou para o ar a estrofe de “Grândola Vila Morena”: Grândola Vila Morena / Terra da fraternidade / O povo é quem mais ordena / Dentro de ti, ó cidadeseguida desta canção na voz de Zeca Afonso.


Foi então que Abril abriu
As portas da claridade
E a nossa gente invadiu
A sua própria cidade.
  
Disse a primeira palavra
Na madrugada serena
Um poeta que cantava
O povo é quem mais ordena.

Estava dado o sinal que tudo estava a correr como previsto. A partir desta altura começava a nascer um novo País...


De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!


E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!



[i]José Gomes
21 Abril 2018




[i]Excertos do poema “As Portas Que Abril Abriu”, de José Carlos Ary dos Santos.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Parabéns, Noites de Poesia em Vermoim!
(A reportagem que não saiu na altura…)

Um encontro com a poesia, numa noite de Primavera


Foi este o programa distribuído na sexta-feira, 9 de Abril de 1999. Com ele nós demos início à primeira Noite de Poesia em Vermoim.

Nesse dia, pelas 21,30 horas, na Residência Paroquial de Vermoim, perante uma assistência de 77 pessoas e depois das palavras de apresentação do Sr. Padre Zé, Pároco de Vermoim, do Sr. António Augusto, vereador da Junta de Freguesia de Vermoim de então e da Sr.ª D. Maria Mamede, do Movimentum – Arte e Cultura, 13 poetas disseram poemas sobre a “Primavera” (foi este o Tema desta 1ª Noite de Poesia de Vermoim) e, mais tarde, no tema livre, voltaram a declamar.

Infelizmente, desta primeira sessão, apenas foram recebidos os poemas de Adérito Morais “Natal”, “O Palhaço” e “Fraternidade” e da jovem Silvina Monteiro “Ser Adolescente”.

Intervieram os poetas Silvina Monteiro, Maria Jerónima, José Gomes, Manuel Gregório, Conceição Baptista, Maria Mamede, Maria Sofia Pinto, Maria da Luz Mouta, Sílvia Gomes, Susana Afonso, Maria de Fátima Leitão, Adérito Morais e Arnaldo Silva.

Foi neste primeiro dia que a Ivone Delgado e o Bruno Pedro nos maravilharam com as suas vozes e as suas interpretações de músicas dos Madredeus e Zeca Afonso, entre outras.
Nesta mesma sessão Susana Afonso (em flauta), Pedro Gomes (clarinete), Leandro Soares, Luís Costa e Luís Pato interpretaram trechos de música clássica.

Durante estes anos as Noites de Poesia de Vermoim foram ganhando o seu lugar de direito, em prol da cultura em Vermoim, movimentando centenas de pessoas nas suas mais variadas actividades, nomeadamente nas Noites de Poesia no Salão Nobre da Junta de Freguesia, na Residência Paroquial ou na Ex-Pamaial e mais recentemente no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, dando voz aos poetas de Vermoim (e de outros pontos do país), aos jovens cantores e músicos, nomeadamente Rerum Novarum, Orfeão Harmonia, Sol na Eira, Grupo de Janeiras de Vermoim, Musiquatro - Quarteto de Clarinetes, José Silva, entre tantos outros, e às vozes encantadoras da Ivone e do Bruno.

Durante estes anos salientamos, entre outros, o tema dedicado aos nossos poetas consagrados e que foi prontamente aceite. A acção pedagógica que se desenvolveu no trabalho de pesquisa efetuado pelos poetas (e por nós próprios!) foi gratificante, pois contribuiu para um melhor conhecimento dos grandes vultos da nossa literatura.

O espírito de tertúlia, prontamente estabelecido, a amizade que nos irmanou, os poemas que foram dedicados aos poetas temáticos, a declamação de poemas, a presença nas nossas sessões de jovens e menos jovens, o encanto da música e das vozes que a interpretaram, enriqueceram as Noites de Poesia da Freguesia de Vermoim e as pessoas que a elas assistiram.

Trazer para a luz do dia a obra e factos curiosos da vida e da personalidade de poetas como Florbela Espanca, Pedro Homem de Mello, Augusto Gil, António Nobre, António Gedeão, Sophia de Mello Breyner, Mário Sá Carneiro, entre tantos outros, veio enriquecer e interessar cada vez mais o público que mensalmente acompanhou (e acompanha) as nossas Noites de Poesia de Vermoim.

Só por isto valeu a pena coordenarmos estas Noites!

Esperamos continuar a desempenhar o nosso trabalho enquanto a Junta de Freguesia apostar nestas manifestações culturais, enquanto os poetas e o público em geral aparecerem nos primeiros sábados de cada mês, no Salão Nobre desta Junta de Freguesia.

Parabéns às Noites de Poesia em Vermoim pela passagem do seu 19º aniversário.

Um abraço a todos vós.
José Gomes



domingo, 8 de abril de 2018

N.P.Vermoim - 7 Abril 2018 - a reportagem


Mais uma Noite de Poesia e Música no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia.
Foi uma festa das palavras e música para os ouvidos "tecladas" pelos jovens participantes Ana Raquel, Francisco Campos, Nicole Soares e Zara Soares. Uma Noite que tivemos direito a sala cheia!

José Gomes abriu com o texto de homenagem às 19 "primaveras" das Noites de Poesia em Vermoim e que transcrevemos em seguida:

"Foi em 9 de Abril de 1999, que demos início às “Noites de Poesia de Vermoim”. Nessa altura não houve convites… apenas o empenho das gentes de Vermoim, do Padre Zé e do Executivo da Junta de Freguesia de Vermoim de então que queriam uma noite diferente.
Fizeram um desafio ao Movimentum, Arte e Cultura… e nós aceitámo-lo!

Há 19 anos que nos encontrámos sempre no primeiro Sábado de cada mês… há 19 anos que se criaram raízes e amizades… há 19 anos que dezenas e dezenas de Amantes da Poesia e Poetas têm estado presentes, primeiro na Cave da Residência Paroquial de Vermoim, depois no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim e, mais recentemente, no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia.

Nesta Tertúlia nasceram cantores e músicos que nos deleitaram, poetas que nos deram o seu talento e a sua inspiração... Alguns já partiram mas estão guardados nos nossos corações.

Agradecemos a vossa presença, o vosso apoio, o vosso carinho e vossa amizade… e por cá vamos continuando esta aventura, enquanto as nossas forças e o vosso entusiasmo deixar.

Um abraço,
José Gomes, Maria Mamede, Maria Lourdes Gomes, Sónia Coelho Gomes

9 Abril 2018"

Ana Raquel abriu a Noite de Poesia interpretando "The Keeper's Tale" (John Maul) e "Tom Waits" (António Pinho Vargas).

Declamaram poesia os poetas Pedro Cabral, Manuel Mota Soares, Domingos Sousa, Guilherme Garrincha, Manuela Miguéns, Pedro Costa, Marília Teixeira, Silvino Figueiredo, Teresa Gonçalves, Jaime Gonçalves, Vítor Carvalhais, José Gomes, Manuela Carneiro, Miguel Leitão e Angelino Santos Silva.

Intercalando os poetas tivemos a interpretação dos seguintes jovens músicos:

Francisco Campos - Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu);
Nicole Soares - Estudo nº 1 - Opus 821 (C. Czerny) e Prelúdio em dó menor (S. Bach);
Zara Soares - Estudo nº 1 - Opus 821 (C. Czerny) e Prelúdio em dó maior (S. Bach);
Ana Raquel - Up Where We Belong (Jack Nitzsche).

Na "Poesia na Net" foram ditos poemas enviados por José Ribeiro, José Carlos Moutinho e Fernanda Maia.

Agradecemos ao Prof. Pedro, da Filarmonia de Vermoim, a participação dos seus alunos nesta "Noite de Poesia em Vermoim".

ANÚNCIOS:

  • 13 de Abril - 21,30 horas - Exposição na Escola Príncipe da Feira (Gueifães) com o tema CIDADE DA MAIA D' OUTROS TEMPOS.
  • 21 Abril - 16 horas - Encontros Poéticos - "Do canto à declamação" - Auditório da Junta de Freguesia de Campanhã.


A próxima "Noites de Poesia em Vermoim" será em 5 de Maio 2018, no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia e o tema sugerido é UNIVERSO.

Então, até lá.
Boa semana e um bom mês de Abril.


Amanhã fazemos 19 anos de existência - não se esqueçam de consultar o blogue : http://chuviscos.blogspot.pt/

Um abraço,
José Gomes

terça-feira, 3 de abril de 2018

"Noites de Poesia em Vermoim" - é já sábado...

Uma nova maneira de vos lembrar que sábado, 7 de Abril 2018" teremos mais uma Noite de Poesia, E todos vós estão convidados a aparecerem pelo Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia.
Ora apreciem...

Então, até sábado.
Um abraço,
José Gomes

domingo, 4 de março de 2018

Noites Poesia em Vermoim - 3 Março 2018 (a reportagem)



Foi mais uma noite de inverno, fria e chuvosa mas, mesmo assim, tivemos uma sala bem composta.
A mesa foi constituída por José Gomes, Mário Jorge e Palmira Costa.
A Noite começou com "momentos musicais" a cargo de Domingos Sousa (que nos deu, pela primeira vez, o prazer da sua companhia) cantando a "Pedra Filosofal". Maia tarde, em outros momentos musicais, cantou "Trovas ao vento que passa" e "Canta, Amigo Canta".
Nos momentos de Poesia tivemos interpretações dos poetas:
Guilherme Garrincha, José Oliveira Ribeiro, Leonel Olhero, Alda Lima, Domingos Sousa, Manuel Bastos, José da Rosa, Manuela Miguéns, José Gomes, Jaime Gonçalves, Pedro Costa, Marília Teixeira, Angelino Santos Silva e António Azevedo.
Na "Poesia na Net" tivemos poemas enviados por Fernanda Maia e Maria Mamede.
A pedido e porque a impressão do poema ÁRVORES da Maria Mamede não ficou legível, deixo-vos com o seu original:

Lançamento Da Antologia Poesia Portuguesa Grupo Asas De Poesia

  • Sábado, 24 de Março às 15:00 horas.
    Auditório Venepor - ( Antigo Cinema Venepor)
    Rua Simão Bolivar, 123 -MAIA

A Noite de Poesia terminou com mais um "momento musical" desta vez a cargo do Manuel Bastos.

Agradecemos a todos os presentes em mais um momento poético e musical, especialmente à actuação de Domingos Sousa e Manuel Bastos.

Mário Jorge fez uma singela homenagem à Mulheres, nossas companheiras do dia a dia, cujo dia será celebrado no próximo 8 de Março.

Vemo-nos no próximo 7 de ABRIL, pelas 21,30 horas, no local do costume. O tema sugerido é VENTOS.

Então, até lá.
Um abraço,
José Gomes.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

"Noites de Poesia em Vermoim" - a reportagem

Mais uma Noite de Poesia em Vermoim com uma sala cheia de calor humano... e de amantes da Poesia!


A mesa foi constituída por José Gomes, Mário Jorge, Marta Peneda (vereadora da Câmara Municipal da Maia) e Palmira Moura.
A vereadora Marta Peneda abriu esta Noite de Poesia com uma saudação em seu nome e no da Câmara da Maia.

















A surpresa da Noite foi a actuação do Grupo FILARKANTU (constituído por Prof. Zita, Susana, Liliana e Marta e pelo grupo de guitarras do Prof. Paulo, Mariana, António e Anita) que nos encantou com três momentos musicais.

Seguiu-se a "Noite de Poesia" com interpretações dos poetas Guilherme Garrincha, Leonel Olhero, Marta Penada, Pedro Miguel (que nos visitou pela primeira vez), José Oliveira Ribeiro, Manuela Carneiro, José Gomes, Manuela Miguéns, Dulce Morais, Filipe Coelho e Jaime Gonçalves.

Na rubrica "Poesia na Net" recebemos poemas dos poetas José Carlos Moutinho e Fernanda Maia.
Maria Mamede, ausente destes Serões de Poesia devido a doença mandou-nos, com um abraço, este poema:

Os Momentos Musicais estiveram a cargo da FilarKantu que interpretou 3 momentos que electrizaram este Salão Nobre. Ouvimos e cantamos com eles "Menina estás à janela"; "Fragile"; "A queda do Império"; "Livin 'o a prayer"; "Trevo" e "Uma casa portuguesa".

Estes Momentos Musicais são mesmo para serem repetidos e muito em breve. Muito obrigado pela vossa participação.

No dia 9 de Fevereiro de 2018 (no próximo sábado) o poeta Pedro Miguel vai lançar, às 21,30 horas, o livro " Poesia como desabafo"  no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia. Contamos com a vossa presença.

  • A próxima Noite de Poesia em Vermoim está marcada para o dia 3 de Março de 2018 e o tema é ÁRVORES.







Um abraço,
José Gomes

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Noites Poesia em Vermoim - 6 Jan 2018 - A reportagem

























Esta foi a primeira Noite de Poesia deste Novo Ano. Mário Jorge abriu a Sessão com os melhores desejos de um Ano Novo cheio de sucessos e muito feliz.
Fez uma alocução à partida da poetisa Alice Queiroz que nos deixou neste início de ano, saudando desta for ma a poetisa das flores, a poetisa dos afectos.

Jaime Gonçalves fez uma homenagem à poetisa e maestrina Irene Lamolinairie, declamando um seu poema  "Todos os Outonos". Os nossos desejos de melhoras e pensamentos positivos para a Irene.

Esta Tertúlia foi animada com as intervenções sempre agradáveis do músico e poeta Manuel Bastos.

Participaram na Noite de Poesia:

  • Fernando Santos; Guilherme Garrincha; José Oliveira Ribeiro; Manuel Bastos; Dulce Morais; Jaime Gonçalves; Teresa Gonçalves; Silvino Figueiredo; Manuela Miguéns; José Gomes; Manuela Carneiro; Angelino Santos Silva e Ferreira da Costa.
Na rubrica "Poesia na Net" tivemos poemas enviados por:
  • Vítor Melroeiro; Libânia Madureira e Fernanda Maia.
A próxima Noite de Poesia foi marcada para o dia  3 de Fevereiro de 2018, no local e à hora do costume, sendo o tema:
                    FANTASIA

Então, até Fevereiro.
Um abraço,
José Gomes

Deixo-vos com alguma fotos desta Sessão de Poesia: