domingo, 25 de outubro de 2015

Música e Poesia em Gueifães - 23 Outubro 2015


Foi uma sexta feira diferente, com uma boa casa e uma plateia muito participante.
Ivo Machado que nos encantou com a sua voz e a sua música, apesar de estar muito doente, quis estar presente nesta Noite em Gueifães. A cumplicidade que se instalou entre a plateia e os intérpretes cedo fez esquecer as dores que o Ivo sentia e o dia da operação à coluna que se aproxima a passos largos. Sentiu-se bem dentro deste ambiente que os contagiou e nos contagiou.
Obrigado Ivo Machado e que a operação corra bem e que possamos muito em breve (conforme o pedido da Dra. Olga Freire, presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia) ter a vossa presença no Salão Nobre desta Freguesia, em Vermoim.
Queremos agradecer ao poeta e declamador António Sousa pela sua participação e colaboração nesta Noite em grande que tivemos na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães.

Ivo Machado - vídeo 1 


Ivo Machado - vídeo 2


António Sousa - vídeo 3


António Sousa - vídeo 4


Ivo Machado - vídeo 5


Obrigado a todos.
Um abraço,
José Gomes



segunda-feira, 12 de outubro de 2015

MUSICA E POESIA EM GUEIFÃES

Sexta feira, dia 23 de Outubro, pelas 21,30 horas, na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães, Cidade da Maia.

Uma iniciativa da Junta de Freguesia da Cidade da Maia e do Movimentum - Arte e Cultura.

Apareçam e divulguem mais esta nossa iniciativa.

Deixo-vos com este vídeo (são só 2,20 minutos), uma espécie de aperitivo do que será esta "Noite de Poesia e Música em Gueifães":

Então, até ao dia 23 de Outubro de 2015.

Um abraço,
José Gomes


domingo, 4 de outubro de 2015

António Gomes Leal - NPVermoim - 3 Outubro 2015

António Gomes Leal - Poeta


António Duarte Gomes Leal (6 Junho 1848 / 29 Janeiro 1921) foi um poeta, jornalista e crítico literário português.


Nasceu em Lisboa, filho natural de João António Gomes Leal, funcionário da Alfândega, e de Henriqueta Alves Cabral Leal.

Frequentou o Curso Superior de Letras, mas não o concluiu, empregando-se como escrevente de um notário de Lisboa. Durante a sua juventude assumiu-se como poeta boémio e janota, mas com a morte da sua mãe, em 1910, caiu na pobreza. Vivia da caridade alheia, chegando a passar fome e a dormir ao relento, em bancos de jardim, tendo uma vez sido brutalmente agredido. No final da vida, Teixeira de Pascoaes e outros escritores lançaram um apelo público para que o Estado lhe atribuísse uma pensão, o que foi conseguido, apesar de diminuta.

Foi um dos fundadores dos jornais "O Espectro de Juvenal" (1872) e “ O Século” (1881), tendo colaborado também em vários outros jornais e revistas da época. 

A sua obra insere-se nas correntes ultra romântica, parnasiana, simbolista e decadentista.


Carta ao Mar

Deixa escrever-te, verde mar antigo,
Largo Oceano, velho deus limoso,
Coração sempre lyrico, choroso,
E terno visionario, meu amigo!

Das bandas do poente lamentoso
Quando o vermelho sol vae ter comtigo,
- Nada é mais grande, nobre e doloroso,
Do que tu, - vasto e humido jazigo!

Nada é mais triste, tragico e profundo!
Ninguem te vence ou te venceu no mundo!...
Mas tambem, quem te poude consollar?!

Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia!
E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia;
A Musica é mais triste inda que o Mar!

António Gomes Leal, in 'Claridades do Sul' 




Pesquisa: José Gomes