domingo, 13 de dezembro de 2015

Música e Poesia em Gueifães - 12 Dezembro 2015


As fotos deste evento podem ser vistas no Facebook em https://www.facebook.com/zeca.maneca.7;

Os vídeos poderão ser vistos aqui:

Ferreira da Costa
Tuna do ICM
José Silva
Tuna do ICM
José Silva

Um abraço,
José Gomes

domingo, 6 de dezembro de 2015

"Noites de Poesia em Vermoim" - 5 Dezembro 2015


Foi a nossa última "Noite de Poesia em Vermoim" deste ano. Parece que o tema foi apelativo pois este amplo salão encheu-se com muita gente interessados, entre participantes e público em geral, apesar das várias iniciativas que estavam a ser desenvolvidas nos vários focos desta autarquia.


A mesa foi composta por José Gomes, Mário Jorge e Manuel Tavares. A Sessão começou pelos agradecimentos pela presença de todos e a alegria por vermos no meio de nós muita juventude e crianças à espera de interpretar um poema ou um trecho de música tocada ou em violino ou em órgão.

Mário Jorge "inaugurou" oficialmente a instalação sonora que, a partir de agora, é uma inovação a utilizar nos vários eventos nesta casa.

Colaboraram com a leitura dos seus trabalhos os poetas:
Verónica Rodrigues, Manuel Bastos, Margarida Rodrigues (uma pequenita poeta de 4 anos que "enfrentou" pela primeira vez neste Salão o público presente, declamando um poema), Silvino Figueiredo, José Oliveira Ribeiro, Maria Rosa Oliveira, Manuel Soares, Manuela Miguéns, Assunção Marques Silva (que declamou pela primeira vez neste Salão a sua poesia - espero que tenha gostado e apareça mais vezes que nós gostamos da participação), Jaime Gonçalves, Irene Lamolinairie, José Gomes, Nelson Ferraz, Angelino Santos Silva e Joaquim Matos Pinheiro.

A Participação Musical esteve a cargo de Alunos e Professores (Ana Tedim e Pedro Brito) da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim:
Afonso Ribeiro, 7 anos, interpretou "Ice Dancers" e "Full Moon";
Leonor Colaço, 9 anos, interpretou "Apple Tree" e " "Cowboys and Indians";
Zahara, 8 anos, interpretou "Frazen", "Nocturno op 9, nº 2", de Chopin e "Bourrée" de Handel;
- Nicole, 8 anos, interpretou "Para Elisa", "Valsa" de Brahms e "Prelúdio em Dó Maior" de Bach;
Lara Ribeiro, 9 anos, interpretou "Nighttingale" e "Windscreen Wipers";
Verónica Rodrigues, interpretou "Outono Poetenho" de Piazzolla;
José Luís Costa, interpretou "Noite Feliz" de Joseph Mohr.

Colaboraram na rubrica "Poesia na Net" os poetas:
Fernando Neto, Leonel Olhero, João Diogo e Fernanda Maia.

12 Dezembro 2015 - 21,30 horas - Escola Príncipe da Beira:
"Música e Poesia em Gueifães" com a  Tuna do ICM, as baladas na voz de José Silva e as declamações na voz de Ferreira da Costa.

18 Dezembro 2015 - 21,30 horas - Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia:
Lançamento do livro de Joaquim Matos Pinheiro "Depois de eu morrer todos os dias são meus".

2 de Janeiro 2016 - "Noites de Poesia em Vermoim", no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Maia:
"Novo Ano...novos Sonhos".

A presidente da Junta de Freguesia da Cidade da maia, Drª. Olga Freire, em nosso nome e de todo o Executivo desejou um Bom Natal e Um Novo Ano muito Feliz.
Um abraço,
José Gomes

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Programa do dia 5 de Dezembro 2015 - Movimentum

Este é o programa a distribuir amanhã na nossa tertúlia mensal "Noites de Poesia em Vermoim" no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia. Com esta divulgação quero associar-me ao 22º aniversário do Movimentum - Arte e Cultura, desejando as maiores felicidades a esta associação. PARABÉNS, MOVIMENTUM!

























Um abraço,
José Gomes

domingo, 8 de novembro de 2015

Noites de Poesia em Vermoim - A reportagem de 7 de Novembro 2015


Foi uma Noite onde a música e a poesia estiveram lado a lado. Casa cheia e um serão muito bem passado. José Gomes, por parte do Movimentum e Mário Jorge por parte da Junta de Freguesia agradeceram a participação da USRM - Universidade Sénior Rotary de Matosinhos.

Participaram nesta Noite de Poesia os poetas:
José Ribeiro, Guilherme Garrincha, Fernanda Maia, Leonel Olhero, Pedro Cabral, Teresa Vaz, Joaquim Matos Pinheiro (pela primeira vez nestas "Noites de Poesia"), Manuela Miguens, Manuel Bastos, Ilídio Cruz,  José Carlos Moutinho, Jaime Gonçalves, Inocêncio Vidal (poema dito por Jaime Gonçalves), Angelino Santos Silva, Marília Teixeira, José Gomes e Maria Mamede.
Na rubrica "Poesia na Net" foram lidos os poemas enviados por Helena Guimarães e João Diogo.

José Gomes recordou a partida da Drª. Maria da Luz Mouta:


"A família das Noites de Poesia em Vermoim ficou mais reduzida. Em Outubro passado partiu a Drª. Maria da Luz Mouta, uma poetisa que nos acompanhou desde os primeiros dias das nossas Noites de Poesia, ainda na Junta antiga de Vermoim. Só deixou de as frequentar quando a doença a obrigou a ficar na cama, sem poder sair à rua.
Em sua memória vou ler "Janeiras", um conjunto de quadras que dedicou aos habituais frequentadores das nossas tertúlia e que as declamou em Janeiro de 2000.


Nota:
Os nomes próprios constantes destas quadras são de poetas que nos acompanharam e alguns ainda nos acompanham desde o início das "Noites de Poesia em Vermoim".

Janeiras

 Aqui estou à vossa porta
Disposta pra os Reis cantar
Se os senhores me dão licença
Vou agora começar.

Quem diremos nós que viva,
Na pedra da residência?
Viva o Sr. Padre Silva,
Viva sua Reverência.

Quem diremos nós que viva,
No sopro da fresca brisa?
Viva Maria Mamede,
Uma grande poetisa.

Quem diremos nós que viva,
Numa pétala de rosa?
O amigo José Gomes
Que é poeta até em prosa.

Também viva pra quem viva,
No meio deste Serão:
Viva Adérito Morais
E a sua inspiração.

Ao Sr. Manuel Gregório
Queremos muito saudar:
Poeta da velha guarda,
Tem grandeza o seu cantar.

Viva agora pra quem viva,
Em Terras do Lidador,
O Senhor Manuel Gens,
Que é poeta e historiador.

À Drª. Conceição
Um viva com amizade:
Poeta no "feminino",
Defensora da Verdade.

Para a amiga D. Teresa,
Um viva com emoção:
Todas as suas poesias
Lhe saem do coração.

Vivam todos os poetas,
Que passaram por aqui.
Viva a mais jovem de todas
A nossa amiga Sissi.

Viva agora pra que viva,
Com dinamismo e talento,
Movimentum - Arte e Cultura
Que nos pôs em movimento!

Vamos dar um grande viva
A quantos aqui cantaram;
A quantos para nós leram,
A quantos pra nós tocaram.

Vamos também dar um viva
À carinhosa assistência,
Que aqui nos vem aplaudir
Com amor e paciência.

Ao Sr. Inocêncio Vidal
Quero também dar um viva.
É um talento escondido
Nesta assistência passiva.

Viva agora pra que viva,
Quem nos vem maravilhar
O Bruno, que nos encanta,
Quando canta ou vai tocar.

Com muita gratidão nossa,
Nós vamos saudar, por fim,
Ivone, menina e moça,
Rouxinol de Vermoim!

(Janeiro 2000 - Maria Luz Mouta)"



A segunda parte desta Noite de poesia foi preenchida pela Orquestra de Violas e Cavaquinhos da USRM - Universidade Sénior Rotary de Matosinhos.
Um grande abraço e um muito obrigado pela vossa participação e a animação que nos transmitiram.








A próxima Noite de Poesia em Vermoim será no dia 5 de Dezembro de 2015 e o tema proposto é "Era uma vez um menino...".

Um abraço e até lá!
José Gomes

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Adriano Correia de Oliveira - Nossa homenagem



Rebuscando no nosso "Baú das Memórias" fui descobrir esta homenagem a Adriano Correia de Oliveira que foi feita pela Sónia Gomes (minha filha) em 2007.
Ideia, pesquisa, locução e montagem de Sónia Gomes, com o pseudónimo ZIA.
Ouçam com o som bem alto. 

Um abraço,
José Gomes



domingo, 25 de outubro de 2015

Música e Poesia em Gueifães - 23 Outubro 2015


Foi uma sexta feira diferente, com uma boa casa e uma plateia muito participante.
Ivo Machado que nos encantou com a sua voz e a sua música, apesar de estar muito doente, quis estar presente nesta Noite em Gueifães. A cumplicidade que se instalou entre a plateia e os intérpretes cedo fez esquecer as dores que o Ivo sentia e o dia da operação à coluna que se aproxima a passos largos. Sentiu-se bem dentro deste ambiente que os contagiou e nos contagiou.
Obrigado Ivo Machado e que a operação corra bem e que possamos muito em breve (conforme o pedido da Dra. Olga Freire, presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia) ter a vossa presença no Salão Nobre desta Freguesia, em Vermoim.
Queremos agradecer ao poeta e declamador António Sousa pela sua participação e colaboração nesta Noite em grande que tivemos na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães.

Ivo Machado - vídeo 1 


Ivo Machado - vídeo 2


António Sousa - vídeo 3


António Sousa - vídeo 4


Ivo Machado - vídeo 5


Obrigado a todos.
Um abraço,
José Gomes



segunda-feira, 12 de outubro de 2015

MUSICA E POESIA EM GUEIFÃES

Sexta feira, dia 23 de Outubro, pelas 21,30 horas, na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães, Cidade da Maia.

Uma iniciativa da Junta de Freguesia da Cidade da Maia e do Movimentum - Arte e Cultura.

Apareçam e divulguem mais esta nossa iniciativa.

Deixo-vos com este vídeo (são só 2,20 minutos), uma espécie de aperitivo do que será esta "Noite de Poesia e Música em Gueifães":

Então, até ao dia 23 de Outubro de 2015.

Um abraço,
José Gomes


domingo, 4 de outubro de 2015

António Gomes Leal - NPVermoim - 3 Outubro 2015

António Gomes Leal - Poeta


António Duarte Gomes Leal (6 Junho 1848 / 29 Janeiro 1921) foi um poeta, jornalista e crítico literário português.


Nasceu em Lisboa, filho natural de João António Gomes Leal, funcionário da Alfândega, e de Henriqueta Alves Cabral Leal.

Frequentou o Curso Superior de Letras, mas não o concluiu, empregando-se como escrevente de um notário de Lisboa. Durante a sua juventude assumiu-se como poeta boémio e janota, mas com a morte da sua mãe, em 1910, caiu na pobreza. Vivia da caridade alheia, chegando a passar fome e a dormir ao relento, em bancos de jardim, tendo uma vez sido brutalmente agredido. No final da vida, Teixeira de Pascoaes e outros escritores lançaram um apelo público para que o Estado lhe atribuísse uma pensão, o que foi conseguido, apesar de diminuta.

Foi um dos fundadores dos jornais "O Espectro de Juvenal" (1872) e “ O Século” (1881), tendo colaborado também em vários outros jornais e revistas da época. 

A sua obra insere-se nas correntes ultra romântica, parnasiana, simbolista e decadentista.


Carta ao Mar

Deixa escrever-te, verde mar antigo,
Largo Oceano, velho deus limoso,
Coração sempre lyrico, choroso,
E terno visionario, meu amigo!

Das bandas do poente lamentoso
Quando o vermelho sol vae ter comtigo,
- Nada é mais grande, nobre e doloroso,
Do que tu, - vasto e humido jazigo!

Nada é mais triste, tragico e profundo!
Ninguem te vence ou te venceu no mundo!...
Mas tambem, quem te poude consollar?!

Tu és Força, Arte, Amor, por excellencia!
E, comtudo, ouve-o aqui, em confidencia;
A Musica é mais triste inda que o Mar!

António Gomes Leal, in 'Claridades do Sul' 




Pesquisa: José Gomes

terça-feira, 4 de agosto de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Feira do Livro 15 - Gueifães, cidade da Maia


"Paella" cozinhada por Válter Azevedo Cruz, cozinheiro profissional, no lançamento do seu livro "Diário de Cozinha", em 23 de Julho 2015, na Escola Príncipe da Beira.


Um abraço,
José Gomes


terça-feira, 21 de julho de 2015

Apollo 11 - A chegada do Homem à Lua






Em 16 de julho de 1969, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins saíram da Terra a bordo da nave Apollo 11 rumo a um dos feitos mais importantes do Homem: descer, caminhar e deixar instrumentos científicos na Lua.

Apollo 11 Esquema da nave:
SM - Módulo de Serviço; CM - Módulo de Comando “Columbia”; LM - Módulo Lunar “Eagle”

 Como comandante da Apolo 11, Neil Armstrong pilotou o módulo lunar (LM) com Buzz Aldrin, enquanto Michael Collins permaneceu no Módulo de Comando (CM) em órbita lunar.

Buzz Aldrin dentro do Módulo Lunar (LM) “Eagle”









Em 20 de Julho de 1969 o astronauta americano Neil Armstrong, de 38 anos, entrou para a história como o primeiro homem a pisar solo Lunar.

Apollo 11 - Aldrin a descer a rampa do Módulo Lunar, prestes a pisar a Lua
Apollo 11 - Uma das marcas deixadas no solo lunar pelas botas de Aldrin em 20 Julho 1969



Apollo 11 - Neil Armstrong na Lua, junto ao Módulo Lunar

Durante duas horas e meia, os dois recolheram amostras do solo lunar, fizeram experiências e tiraram fotografias.

Apollo 11 - Aldrin, a fazer continência à bandeira dos USA, recentemente colocada na Lua

O mundo inteiro permaneceu em alerta naquele dia. Nada menos que 850 jornalistas de 55 países registaram o acontecimento. Estima-se que cerca de 1,2 bilhão de pessoas testemunharam, via satélite, a alunagem, considerada impossível tempos atrás.

Muitos ainda hoje duvidam que tal facto tenha acontecido, mesmo depois de mais algumas missões tripuladas que se seguiram.

Apollo 11 - Aldrin em pleno solo lunar, posa para toda a Humanidade

 "Este é um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade
("That's one small step for man, one giant leap for mankind"), 

Frase dita pelo astronauta Neil Armstrong e ouvida no mundo inteiro.


Pesquisa nos meus arquivos.

Fotografias:

José Gomes

domingo, 19 de julho de 2015

Feira do Livro 2015 - Gueifães




De 23 de Julho a 2 de Agosto de 2015 estará patente na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães, Maia, a FEIRA DO LIVRO de GUEIFÃES - 2015, com o patrocínio e organização da Seda Publicações, Edium Editores e Versbrava Editora, em colaboração com a Junta de Freguesia da Cidade da Maia.

Estarão presentes...:
Valter Cruz Azevedo, Joaquim Murale, Regina Correia, Ricardo Pereira Cruz, Ricardo Braga, Zulmira Baleiro, Luís Quintino, Maria Helena Sacadura Simões, Alice Caetano, Ana Homem Albergaria, André Lamas Leite, António Pina Silva, Vasco Manuel Teixeira, Lourdes Barbosa, Maria Pessoa Gonçalves, Alice Queirós, António Silva Melo, Aida Araújo Duarte, José Carlos Moutinho, Jorge Braga, Luís Patrão, Miguel Araújo, "Só Vozes", Ulisses Tirano, Luís Bernardo Ferreira, Miro Teixeira e Pe. Mário Oliveira.

Contamos com a vossa presença e o vosso apoio na divulgação deste evento.

Um abraço,
José Gomes


quarta-feira, 8 de julho de 2015

O Nascimento de um Panda e o "Por do Sol" em Angeiras

De volta às minhas recordações, deixo-vos com este vídeo que fiz há 8 anos e que neste momento está com 3.588 visualizações. 
A qualidade das imagens não é grande coisa, mas é o que sabia fazer nessa altura. Mas o tema e a música ajudaram muito.




E já agora apreciem o "Pôr do Sol" na Praia de Angeiras, um vídeo que fiz há 7 anos, na altura em que me estava a iniciar na "feitura" de vídeos. A qualidade está mesmo muito fraca o que vale, realmente, é o fundo musical. Deve ser por isso que nesta altura vá em 16.961 visualizações.





Apreciem e digam coisas.
Um abraço.

José Gomes

domingo, 5 de julho de 2015

A reportagem da "Noites de Poesia em Vermoim" - 4 Julho 2015



Foi uma noite quente a lembrar que já estamos no verão e que já anda no ar aquele cheirinho a férias...

Talvez por isso, talvez pelas festas que nesta altura "marcam" a Maia, muito pouca gente marcou presença nesta última tertúlia de poesia. Alguém disse, com tristeza, que "está muito pouca gente" e logo outros responderam que "não podemos ir buscar as pessoas a suas casas, mas os que estão presentes são mesmos aqueles que fazem a diferença".

A mesa foi constituída por José Gomes, Mário Jorge e Palmira Costa. José Gomes justificou a ausência de alguns poetas:
Verónica Rodrigues, a nossa jovem poeta que nos vem acompanhando ao longo destes últimos meses, que devido a ter partido um pé, não pode estar presente;
Maria Mamede, devido a um agravamento do seu estado de saúde, não pode estar presente;
Irene Lamolinairie, em actividade da Feira do Livro da Maia, não pode estar presente.
Estes poetas enviaram um grande abraço para todos os presentes e desejaram a todos uma óptimas férias.

Mário Jorge apresentou as próximas actividades a desenvolver nos próximos dias:

  • II Feira do Livro da Editora Versbrava, a realizar na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães - 20 de Julho a 8 de Agosto 
    (Exposição dos livros desta Editora, Música,  Poesia e muitas outras actividades)
  • II Feira de Artesanato dos Maninhos - 25 Julho 2015

Atempadamente daremos mais pormenores sobre estes eventos.

O "Momento Musical" foi enchido pela Raquel Duarte Gomes, de 9 anos, que tocou em trompete (é mesmo preciso ter-se  pulmões!) a peça "Branle de Champagne" de Claude Gervaise.

Colaboraram nesta "Noite de Poesia em Vermoim" os poetas:

José Oliveira Ribeiro; Silvino Figueiredo; Manuel Bastos; José Carlos Moutinho; José Gomes.

Foram lidos na rubrica "Poesia na Net" os poemas enviados por:

Fernanda Maia;  João Diogo.

Voltaremos agora só em  em 5 de SETEMBRO, desta vez na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães.

Tema proposto-------- Prenúncios de Outono.


Então, boas férias.
Até Setembro,

José Gomes

terça-feira, 23 de junho de 2015

Na passada sexta feira (19 de Junho de 2015) fui à habitual Noite de Poesia do Flor de Infesta. De tarde, a Irene, responsável por este Sarau, pediu-me um trabalho sobre Virgínia Moura, uma vez que nesta noite seria inaugurada, no Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, uma Exposição Evocativa Do Centenário do Nascimento de Virgínia Moura.

Foi este o trabalho que preparei para essa noite:



                              VIRGÍNIA MOURA – 1915-1998

Virgínia Moura nasceu em 19 de Julho de 1915 na freguesia de S. Martinho do Conde, em Guimarães.
Com 15 anos de idade participou numa greve estudantil, na Póvoa de Varzim, em protesto contra o assassinato, pela polícia, de um jovem estudante.

Três anos depois deste episódio ligou-se ao Partido Comunista Português, ao integrar o Socorro Vermelho (uma organização de apoio aos presos políticos portugueses e espanhóis). Foi aqui que conheceu o seu companheiro António Lobão Vital, estudante de Arquitetura, com quem viveu durante 42 anos.

Virgínia Moura foi uma das primeiras mulheres a tirar o curso de Engenharia Civil (1943-1948) em Portugal e a segunda licenciada pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Foi-lhe negado o acesso à Função Pública, pois as autoridades de então não lhe perdoaram o facto de ela ser uma reconhecida activista antifascista.

Tirou o curso de Matemáticas na Faculdade de Coimbra e de Letras na Faculdade de Letras do Porto.
Na cidade do Porto, durante os anos 40 e 50, desenvolveu grande atividade cultural. Sob o pseudónimo de Maria Selma colaborou em diversas publicações periódicas, promoveu a Revista Sol Nascente e organizou conferências que contaram com a participação de intelectuais como Teixeira de Pascoaes, Maria Lamas e Maria Isabel Aboim Inglês.

Participou intensa, firme e corajosamente em actividades políticas contra o regime fascista. Destacou-se, em 1949, com a sua participação e empenhamento no comício de apoio à candidatura de Norton de Matos à presidência da República. Neste mesmo ano foi julgada por "traição à Pátria" e em 1951, por ter assinado uma declaração que exigia a Salazar negociações com o governo indiano relativamente a Goa, Damão e Diu.

Esteve ligada à candidatura de Humberto Delgado, às movimentações populares estudantis de 1962 e aos congressos da oposição democrática de Aveiro (1969 e 1973). Foi presa dezasseis vezes pela PIDE (a primeira das quais em 1949), nove vezes foi processada, três vezes condenada e foi várias vezes agredida pela polícia em actos públicos.
Integrou o Movimento da Unidade Antifascista, o Movimento da Unidade Democrática Juvenil, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e o Movimento Nacional Democrático.

Depois o 25 de Abril de 1974 manteve a sua atividade política como militante do PCP e continuou a luta em defesa e consolidação do regime democrático.

Com o 25 de Abril veio o reconhecimento público da sua ação cívica. Foi agraciada com a Ordem da Liberdade e com a Medalha de Honra da Câmara Municipal do Porto e do Movimento Democrático de Mulheres.

Em 1998, com 82 anos de idade, visitou Cuba.

A 19 de Abril de 1998 faleceu no Porto. Ao funeral da “Passionária Portuguesa”, como era conhecida na Oposição, comparecerem milhares de pessoas, entre as quais o então Secretário-geral do Partido Comunista Português, Carlos Carvalhas, e o dirigente da Intervenção Democrática, Raul de Castro, seu amigo de longa data, que usaram da palavra para lhe prestar uma última homenagem.

Esta é a minha homenagem, recordando Virgínia de Moura, como Mulher e grande Lutadora, neste ano em que se celebra o 100º aniversário do seu nascimento.

José Gomes
Flor de Infesta – 19 de Junho de 2015-06-22
(Consulta do livro “Virgínia Moura, mulher de Abril – Álbum de Memórias” – Edições Avante).

Na passagem do 100º aniversário do nascimento de Virgínia de Moura está a decorrer, no Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, em S. Mamede de Infesta (de 19 de Junho a 4 de Julho 2015), uma exposição evocativa do centenário de Virgínia de Moura.



sexta-feira, 12 de junho de 2015

8 Dezembro de 1969 - Rumo a Alicante - Espanha

É o que dá mexer no baú das recordações... descobri estas fotos, já muito degradadas (tentei fazer o melhor que sei para as recuperar com o PhotoShop), fotos estas que marcaram a minha primeira saída debaixo das saias dos meus pais!

Aceitei a boleia do meu colega Bazan que ia visitar uma tia que tinha em Alicante. Foram umas férias que marcaram e mudaram (de que maneira!) a minha vida.

Fiz em Alicante grandes, mas mesmo grandes amigos. Voltei várias vezes a esta bonita e acolhedora cidade, primeiro sozinho, mais tarde com a Milú e depois com a Milú e a Sónia. E todos nós gostámos desta terra, destas gentes, deste clima e das grandes amizades que por lá fizemos.

Mas comecemos pelo princípio:

Saímos do Porto rumo a Seia, onde ficamos, a convite do nosso colega Abrantes, na casa dos Pais deste.






 No dia seguinte fomos ver a neve na serra (e logo eu que nunca tinha visto neve na minha vida!!!) e visitar a barragem da Lagoa Comprida.


Foi giro! Caminhar com muito cuidado pois, além do frio, parecia que estava a fazer patinagem artística na neve.


Depois foi experimentar o chão fofinho e branco, tentar subir a este poste - o que faz a maluquice!!! - para ver se conseguia ter um maior ângulo de visão.

Depois foi a brincadeira com a neve. Atirar mãos cheias de neve uns aos outros, as quedas e as risadas...


Depois de muitas quedas e do frio que começávamos a sentir, fomos pé ante pé até terreno firme... pelo que me lembro, tivemos que ter muito cuidado e apoiar-mo-nos uns aos outros. Mas sempre que um caía era cá um ataque de riso!


Não me lembro de ter estado a nevar enquanto fazíamos aquelas diabruras na neve. Mas quando chegamos ao carro (nada adaptado para estas condições climatéricas) e porque já era hora de regressarmos a Seia onde nos esperava um lauto almoço, reparamos que este plissava na estrada... e lá fomos pé-ante-pé (ou melhor, roda-ante-roda) até ao nosso destino.


Um limpa.neves apareceu por acaso... e foi só aproveitar a boleia!

E a caminho da casa dos pais do Abrantes fomos aproveitando e apreciando as belezas cheias de neve à nossa volta.

Mais tarde (penso que no dia seguinte, não me recordo bem...) lá posemos as rodinhas a caminho rumo a Alicante.



Em Madrid esticámos as pernas e fomos ver coisas engraçadas. Lembro-me que foi no centro de Madrid (na Estação Atocha) fomos visitar uma exposição da NASA... o curioso, como não sabíamos onde estava a referida Exposição, metemo-nos num táxi... andamos, andamos, andamos até que chegamos ao nosso destino. E regalamos os nossos olhos! Ao sair, não sei porquê, olhei em frente e reconheci que estava ali o lugar onde tinjamos entrado no táxi... bastava só atravessar a rua!!!...


Fiquei admirado com os arranha céus, o trânsito, a correria das pessoas. Foi aqui, penso que no Corte Inglês, que tive o "baptismo" das escadas rolantes... e que figura triste fiz para "saltar" para o primeiro degrau...

Aproveitamos e demos um salto ao Vale dos Caídos.

Ficamos a dormir em Aranjuez e visitamos esta cidade cheia de história. Pena é não encontrar as fotos que devo ter feito nesta cidade.

Passamos por Ocaña e outras cidades que gostei, lembro-me do civismo dos condutores, das buzinadelas de cumprimento que serviam para quebrar a monotonia de quilómetros sem qualquer curva.
E lá chegámos a Alicante.
A tia do Raul vivia no centro da cidade. Uma casa típica, numa avenida muito movimentada. Foi uma senhora muito simpática a quem caí no "goto" e nos tornamos como família. Mas como não tinha espaço para dormir em casa dela fui apresentado a uma amiga, que estava lá em casa e que se prontificou a "tomar conta de mim". Morava a menos de 10 minutos da tia do Raul.

Fui apresentado aos pais da Paquita (assim se chamava essa amiga da tia do Raul) e, talvez pelo meu acanhamento e pelo meu ar assustado em ter "caído" no seio de uma família onde só se falava espanhol e eu tinha HORROR a pronunciar qualquer palavra (?!!!), também "caí" nas boas graças dos pais da Paquita. Foram estes que me "obrigaram" a dar os primeiros passos rumo à minha emancipação... e foi assim que nos tornamos AMIGOS, mas amigos do peito. Uma amizade que se foi cimentando e aumentando ao longo dos anos...

Vou contar um facto que está a cair nas brumas do tempo.

Na primeira sexta feira que jantámos em casa da Maria Luiza (tia do Raul) soubemos que no dia seguinte esta teria de ir a um casamento de uma pessoa da família em Múrcia. O Raul prontificou-se em levar a tia e nós ficaríamos por Múrcia e quando terminasse o casamento regressaríamos todos a Alicante.

De manhã lá estávamos a porta da casa da Maria Luiza e esta apareceu toda aperaltada. Nós, Raul e eu, sem falarmos um com o outro, estávamos de calças de ganga e camisas à pescador (aquelas camisas de flanela tão em moda nos finais dos anos 60). Maria Luiza, cheia de frio (?!!! Para nós estava um tempo "bestial", nem frio nem quente, uma temperatura mesmo agradável!!!), ainda levava um casaco de peles...


Deixámos a Maria Luiza à entrada da Catedral de Múrcia. Fomos apresentados ao pessoal que esperava a chegada dos noivos que nos receberam como uns ETs, não só pelo tipo de carro (Fiat 600) que o Raul "ousou" fazer a travessia da Península Ibérica, do Atlântico ao Mediterrâneo.

Eu é que já não estava a gostar da brincadeira. A minha cara fica mais vermelha que um pimento sempre que alguém falava comigo ou me "media" da ponta dos cabelos até à sola dos sapatos.

Foi então que chegou o noivo e os convidados: de farda de gala (penso que da marinha). Foi logo ter com a Maria Luiza (que era também o foco das atenções) e não sei bem porquê lá estávamos no meio dos convidados, entre fardas e smokings, vestidos compridos e sei lá que mais. Só me lembro que tudo à minha volta andava à roda...

Fomos apresentados à noiva... que nos agarrou pelo braço e nos obrigou a entrar na Catedral. Não sei qual era o foco da atenção dos convidados, se a noiva ou aqueles dois exemplares exóticos, com ares de extraterrestres, com roupa de verão num Dezembro que eles diziam que estava muito frio!

A partir daqui o meu edifício de conforto ruiu! Tudo aconteceu em catadupa: finda a cerimónia na Catedral fomos almoçar ao Clube de Caça de Múrcia. Se até aí tínhamos sido o ponto alvo de todas as atenções, a partir daqui fomos o centro de todas as atenções... especialmente femininas!

Eu estava habituado a beber água... agora imaginem a mistura que me obrigaram a fazer! E, depois disto, um pesado véu caiu em cima de mim.

Só me lembro, no dia seguinte (ou dois dias depois!!!), estava cheio de dores de cabeça, a boca a saber a papel de música e a Maria Luiza muito zangada (nunca cheguei a saber se falava a sério, pois se nós cruzávamos os nossos olhares, ela desfazia-se a rir!). O que me valeu foi a Paquita que era enfermeira e conhecia uma série de chás que até davam vida a um morto.

Depois foi conhecer Alicante acompanhados pela Paquita, pela Maria Luiza e por alguns amigos que entretanto fizéramos. Conhecemos e torná-mo-nos fãs da Esplanada, passear pela marginal, beber umas "cuba livre", petiscar uns camarões que eram vendidos em canudos de papel, visitar o Castelo de Santa Bárbara...


E visitamos alguns pontos interessantes:














Foi assim que conheci Alicante pela primeira vez. E lá fiz amigos que perduraram durante muito tempo. Voltei a Alicante vários anos... sozinho e mais tarde com a Milú, depois com a Milú e a Sónia.

Todos nós gostámos desta terra, das suas gentes, do seu carinho, das suas praias... e fizemos bons amigos. E a AMIZADE ficou para sempre!

José Gomes