domingo, 14 de dezembro de 2014

FIBROMIALGIA - o testemunho da Sónia

Olá meus amigos

Esta é a reportagem que a Sónia deu à SIC na passada quinta feira e que foi transmitida ontem, dia 13 de Dezembro. Acho que se falou o necessário, expôs-se bem a doença e espero que a partir de agora a Direção-Geral de Saúde lembre aos médicos as Circulares Normativas nº 09/DGCG e 45/DGCG.





Desejo sinceramente que em breve comecem a surgir as melhoras e a ajuda que a Sónia tanto merece e precisa.



A reportagem:


Um abraço,

José Gomes

domingo, 7 de dezembro de 2014

A reportagem da "Noites de Poesia em Vermoim" - 6 de Dezembro 2014

Devido a problemas que estamos a ter com o Blogue Movimentum, a partir de hoje e até a situação estar resolvida, todos os assuntos do Blogue Movimentum serão tratados neste Blogue, ou seja, no CHUVISCOS.
As nossas desculpas.

Nesta noite gelada, a lembrar o inverno que se avizinha, os nossos habituais poetas e amigos da Poesia não quiseram de deixar de estar presentes, nesta noite em que festejamos os 21 anos do Movimentum - Arte e Cultura.

Tivemos direito a poemas de parabéns que muito nos sensibilizou e até os nossos jovens músicos resolveram fazer-nos uma surpresa e a Ana Isabel e o Francisco Ferreira dedicaram-nos os "Parabéns a Você" tocados em violino. Até o Mário Jorge, em nome da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, ofereceu ao Movimentum, nas pessoas de Maria Mamede e José Gomes, o livro "Testamentum de Sunilanes 1014 - 2014" . A todos vós e especialmente aos jovens Ana e Pedro, o nosso muito obrigado.

José Gomes, no início da Sessão, lembrou estes amigos que já partiram e que fizeram parte desta grande família da Poesia, para quem pediu um minuto de silêncio, seguido de uma salva de palmas: Vítor Correia, Bernardino Encarnção, Alice Barreto, Laura Justino, João Homet, Manuel Machado (Pantanero), Castro Reis, Rui Covas, Manuel Gens, Adérito Morais e Dionísio Leitão (Ognid).

Colaboraram nesta Noite de Poesia Maria Mamede, José Gomes, Fernanda Maia, Pedro Cabral, Teresa Vaz, José Ribeiro, Verónica Rodrigues, Manuel Bastos, Manuela Carneiro, Manuel Braga, Manuela Miguéns, Fernando Zagalo, Teresa Gonçalves, Silvino Figueiredo e Miguel Leitão.

José Carlos Moutinho, ausente em Lisboa, mandou-nos o seu poema "Parabéns" e os seus votos de uma excelente tertúlia.

Pela primeira vez, ao longo destes anos, João Diogo, o nosso habitual colaborador da rubrica "Poesia na Net", não nos enviou o seu poema... cheguei a pensar que ele e a esposa nos iriam fazer uma surpresa e aparecer no Salão Nobre. 
Espero notícias do João Diogo.

A parte musical esteve a cargo dos jovens:
  • Ana Isabel Ferreira, 10 anos, que interpretou em violino o 1º andamento do Concerto em sol maior de Vivaldi.
  • António Francisco Ferreira, 13 anos, que tocou em violino Cantabile de Paganini.
E os dois tocaram em violino, dedicado ao Movimentum, Parabéns a Você. Muito obrigado, Ana e António.

A jeito de encerramento Mário Jorge lembrou as atividades da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, nomeadamente no Polo de Vermoim (Exposição de Pintura) e no Polo de Gueifães, na Escola Príncipe da Beira, a Venda de Natal e terminou recordando que o Zoo da Maia já está de novo em atividade e que os ANIMAIS esperam e desejam a vossa visita.

Em nosso nome e no nome da Junta de Freguesia da Cidade da Maia desejamos a todos os Poetas e Amigos um Bom Natal e um Ano Novo com tudo de bom.

Até para o ano. Tema------ Re-início--------  3 de Janeiro 2015


Um abraço,
José Gomes

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Programa das "Noites de Poesia em Vermoim" - 6 Dezembro 2014

Em virtude de estar a ter problemas com o meu servidor kiquezas, o blogue Movimentum não está a funcionar como deveria.
Com as minhas desculpas, aqui vos deixo o Programa a ser distribuído no próximo sábado, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim.
Um abraço,
José Gomes





quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Chuviscos...: Não sei como nem porquê, mais uma vez o meu co...

Chuviscos...: Não sei como nem porquê, mais uma vez o meu computador pifou...: Não sei como nem porquê, mais uma vez o meu computador foi atacado sem dó nem piedade (e o mais estranho é que estas coisas só acontecem quando mais preciso dele...




Não sei como nem porquê, mais uma vez o meu computador foi atacado sem dó nem piedade (e o mais estranho é que estas coisas só acontecem quando mais preciso dele!). Eis-me a "trabalhar" num portátil jurássico e que já lhe tinham dado o atestado de óbito e quando íamos a fazer-lhe o "enterro" ressuscitou!!! É mesmo coisas de computador!!!
Não tenho hipótese de usar o email (Outlook) pois está a dar-me o erro 0x80042108 e não sei como o corrigir. Era só o que me faltava!!!

Ajudem-nos a divulgar a próxima "Noites de Poesia em Vermoim".

Quem tiver uma ideia como resolver este problema, agradeço que me digam.



Um abraço,
José Gomes

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"Che" Guevara - 47 anos do seu assassinato



Guerrilheiro Heróico
Nome completo: Ernesto Guevara de la Serna
Nascimento: 14 de junho de 1928, em Rosário, Província de Santa Fé, Argentina
Morte: 9 de Outubro de 1967 (aos 39 anos). Assassinado em La Higuera, Bolívia
Ocupação: Médico, Fotógrafo, Guerrilheiro, Político, Jornalista, Escritor

Ernesto Guevara, mais conhecido como "Che" Guevara , foi um dos ideólogos e um dos comandantes que lideraram a Revolução Cubana (1953 - 1959).
Participou desde então, até 1965, na reorganização do Estado cubano, desempenhando aqui vários altos cargos, nomeadamente na área económica e na área diplomática, encarregado de várias missões internacionais.
Convencido que era necessário estender a luta armada revolucionária para a libertação dos Povos Oprimidos, Che abandonou Cuba e todos os seus cargos políticos para impulsionar a instalação de grupos guerrilheiros em vários países do chamado Terceiro Mundo. 
Em 9 de Outubro de 1967 foi capturado e assassinado sumariamente pelo exército boliviano, em colaboração com a CIA.
Em sua homenagem deixo-vos com este vídeo: 

Hasta siempre, comandante Che Guevara.



domingo, 5 de outubro de 2014

NOITES DE POESIA EM VERMOIM - a reportagem





Coube a Mário Jorge abrir esta Noite de Poesia em Vermoim. e começou por saudar o dia de hoje, 4 de Outubro, DIA DO ANIMAL, apresentando a tigre fêmea Asha, nascida no Zoo da Maia e que acaba de fazer 2 anos. E que foi a atracção dos visitantes nesta tarde de Outono...



O tema desta Noite de Poesia foi OUTONO / SAUDADE, devidamente tratado pelos poetas presentes e por aqueles que mandaram os seus poemas pela rubrica "Poesia na Net".

Infelizmente, por motivos imprevistos, os alunos da Escola de Música de Vermoim não puderam estar presentes.

Foi referida as ausências dos poetas Irene Lamolinairie e José Oliveira Ribeiro e o casal Cesário e Lourdes Costa que, por motivos pessoais, não puderam fazer-nos companhia nesta Noite.

A Dr.ª Olga Freire, presidente desta Autarquia, também não pode estar presente, por deveres autárquicos.


Estiveram presentes os seguintes poetas que nos declamaram os seus poemas:

Armindo Fernandes Cardoso, Maria Rosa Oliveira, José Carlos Moutinho, Verónica Rodrigues, Fernando Neto, Maria José Santos Leite, Manuel Francisco Braga, Maria Antónia Ribeiro, Helena Guimarães, Silvino Figueiredo, Maria Mamede, José Gomes, Manuela Miguens, Miguel Leitão, Manuela Carneiro e Nelson Ferraz.

Na rubrica "Poesia na Net" foram declamados os poemas enviados pelos poetas Daniel Cristal, José Oliveira Ribeiro e João Diogo.

Foram, também, anunciados os seguintes eventos:


18 de Outubro - 16 h
Lusofonia – O desafio mais aliciante do Século XXI
Palestra pelo Prof. António Bondoso 
Escola Príncipe da Beira - Gueifães - Cidade da Maia


31 de Outubro - 21,30 h 
O QUADRO DO TEU SORRISO
Poemário em livro de Daniel Cristal 
Casa Barbot - Vila Nova de Gaia

A próxima NOITE DE POESIA DE VERMOIM vai ser no dia 1 de Novembro de 2014 e tem como tema CASTANHAS E VINHO NOVO.

Então, até lá!

Um abraço,
José Gomes

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Noites de Poesia em Vermoim

Sábado, 4 de Outubro 2014, pelas 21,30 horas, teremos a nossa habitual Noite de Poesia na Junta de Freguesia da Cidade da Maia.
Contámos com a vossa presença e com a vossa colaboração na divulgação deste evento.
Então, até sábado!



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

11 de setembro de 1973 - Golpe militar no Chile - 41 anos depois

Salvador Allende

Em 11 de Setembro de 1973, as forças armadas chilenas, comandadas pelo general Augusto Pinochet e com o apoio e financiamento dos Estados Unidos e da CIA, bem como de organizações terroristas chilenas, como a “Patria y Libertad”, derrubaram o governo de Unidade Popular de Salvador Allende, democraticamente eleito 3 anos antes.

No dia 10 de Setembro de 1973, a esquadra chilena zarpou, como estava previsto, para participar nos UNITAS, um tradicional exercício naval entre as marinhas dos Estados Unidos e as marinhas latino-americanas.
A armada chilena regressou ao Chile na manhã de 11 de Setembro e tomou rapidamente a cidade de assalto, enquanto os navios de guerra dos Estados Unidos ficaram de prevenção no limite das águas territoriais chilenas.
Se tivesse havido resistência armada ao golpe de estado, o plano previa que os “marines” invadissem o Chile, a pretexto de "preservar a vida de cidadãos norte-americanos".
Um avião WB-575 - um centro de telecomunicações - da força área norte-americana, pilotado por militares norte-americanos, sobrevou o Chile. Simultaneamente 33 caças e aviões de observação da força aérea norte-americana aterraram na base aérea de Mendonza, na fronteira da Argentina com o Chile.

Estas são as minhas últimas palavras…

"Certamente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes.

As minhas palavras não têm amargura, mas sim, decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu o seu juramento (…)

Colocado num transe histórico, pagarei com a minha vida a lealdade do povo. E digo-lhes que tenham a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares de chilenos, não poderá ser ceifada em definitivo.

Eles têm a força, poderão subjugar-nos. Porém, os processos sociais não se detêm nem com crimes nem com a força. A história é nossa e é feita pelo povo.

Trabalhadores da minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram num homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou a sua palavra no respeito à Constituição e à Lei, e assim o fez.

Neste momento definitivo, o último em que posso dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reacção criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem a sua tradição, que lhes fora ensinada pelo general Schneider e reafirmada pelo comandante Araya, vítima do mesmo sector social que hoje estará à espera, com mão alheia, de reconquistar o poder para continuar a defender as suas mordomias e os seus privilégios.

Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher modesta da nossa terra, à camponesa que acreditou em nós, à mãe que soube da nossa preocupação pelas crianças. Dirijo-me aos profissionais patriotas que continuaram a trabalhar contra o levantamento popular estimulado pelas associações de profissionais, associações classicistas que também defenderam as vantagens de uma sociedade capitalista.

Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e doaram a sua alegria e o seu espírito de luta. Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, pois no nosso País o fascismo já esteve presente várias vezes: nos atentados terroristas, explodindo pontes, cortando linhas ferroviárias, destruindo oleodutos e gasodutos, perante o silêncio daqueles que tinham a obrigação de tomar providências.

Eles estavam comprometidos. A história irá julgá-los

Certamente, a Rádio Magallanes será calada e o metal tranquilo de minha voz já não chegará até vocês. Mas isso não é importante. Vocês continuarão a ouvi-la. Ela estará sempre junto de vós. Pelo menos a minha lembrança será a de um homem digno que foi leal com a Pátria.

O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não pode deixar-se arrasar nem se deixar balear, mas tampouco pode humilhar-se.

Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e no seu destino. Outros homens hão-de superar este momento cinza e amargo em que a tradição pretende impor-se. Prossigam vocês, sabendo que, bem antes que o previsto, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile! Viva o Povo! Viva os Trabalhadores!

Estas são as minhas últimas palavras e tenho a certeza que o meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a deslealdade, a covardia e a traição."

Últimas palavras de Salvador Allende, em Santiago do Chile, na manhã do dia 11 de Setembro de 1973. Pouco minutos passavam das 9 horas...

Cercados no palácio presidencial e bombardeados pela Força Aérea, Salvador Allende e alguns colaboradores leais resistiram de armas na mão. Foram todos mortos em circunstâncias até hoje desconhecidas.

O exército chileno - liderado por Augusto Pinochet - não teve qualquer humanidade com os militantes do Partido da Unidade Popular. A repressão militar foi vingativa e intolerante.

Pinochet instaurou uma ditadura que durou 17 anos em que foram brutalmente assassinadas 3.197 pessoas (este número inclui 49 crianças de 2 a 16 anos e 126 mulheres, algumas delas grávidas) e mais de 100 mil presas e torturadas.
Pinochet morreu em Dezembro de 2006 sem nunca ter sido julgado pelos seus crimes.


O ONZE DE SETEMBRO QUE OS MEIOS DE INFORMAÇÃO SOCIAL NÃO QUEREM LEMBRAR:

Nem de propósito, acabei de ver há pouco as campanhas grotescas e publicitárias do 11 de Setembro nos Estados Unidos e falei com a família como era possível que não se falasse no 11 de Setembro no Chile. Apesar de todo o respeito pelas vítimas civis nos E.U.A., o Chile não as teve só naquele fatídico dia, continuou a tê-las durante todos aqueles longos anos da ditadura, desaparecimentos, mortes, torturas, etc. Como é possível que este mundo seja tão hipócrita e que a Imprensa tenha perdido a função de informar? Como é possível que se pactue durante horas e em todos os noticiários com uma pseuda homenagem às vítimas, que não é senão um aproveitamento das vítimas? E se querem realmente fazer uma homenagem a todas as vítimas da injustiça humana, então no mínimo deveriam noticiar em igualdade de circunstâncias os dois acontecimentos.
(…)
É uma data que trago para sempre no coração, por Allende, por Neruda, por todos os outros...
Bem hajas por a lembrar.
Beijinhos.


Homenagem ao Povo do Chile

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.

(...)

José Carlos Ary dos Santos



José Gomes

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Noites de Poesia em Vermoim - REGRESSAR

Sábado, dia 6 de Setembro de 2014, as Noites de Poesia em Vermoim chegam de férias... contamos com o apoio e a presença de todos os poetas e amigos da Poesia.
Então, até sábado,

Um abraço,
José Gomes



























terça-feira, 12 de agosto de 2014

I Feira do Livro 1974 em Gueifães

Na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães, decorreu, de 2 a 9 de Agosto, a "I Feira do Livro 2014".
Celebrando o 10 anos de actividade editorial, o editor Jorge Castelo Branco teve exposto obras das chancelas "Seda Publicações", "Versbrava Editora" e "Edium Editores". Durante estes dias estiveram presentes na Feira do Livro alguns autores que apresentaram as suas obras: Padre Mário de Oliveira, Alice Ruivo, Manuel Xarepe, José Manuel Simões, Fernando Campos de Castro, Francis Raposo Ferreira e Joaquim Murale.
Estiveram presentes o livreiro Rui Vaz Pinto (Unicepe) que nos falou da sua experiência e da vida da Unicepe e Maria Amélia Canossa (de todos conhecida, particularmente pelos Portistas, como cantora do Hino e da Marcha do Futebol Clube do Porto) que nos deu a conhecer facetas muito interessantes da sua vida e da sua projecção no mundo artístico português e os seus êxitos musicais portugueses tanto no País como no estrangeiro.

As apresentações foram coordenadas por Jorge Castelo Branco e Ana Homem de Albergaria.

As fotografias e alguns vídeos deste evento podem ser encontrados no Facebook (em Zéca Maneca).

Mais uma vez a Junta de Freguesia da Cidade da Maia está de parabéns pelo sua parceria neste evento e pelo apoio à Cultura em Geral.

Deixo-vos com estes momentos especiais, uma viagem pelas obras do dramaturgo Joaquim Murale, com a declamação de poesia por Ana Albergaria, Ana Albergaria e Amigas e a actuação de Joaquim Lopes e José Maria Carneiro (Póvoa de Varzim):

Ana Albergaria e Amigas interpretam Joaquim Murale

Ana Albergaria declama um poema de Joaquim Murale

Teatralização de uma peça de Joaquim Murale - parte 1
Joaquim Lopes

Teatralização de uma peça de Joaquim Murale - parte 2
José Maria Carneiro


Um abraço,
José Gomes

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Hiroshima - 6 de Agosto de 1945

6 de Agosto de 1945
8 horas e 15 minutos
Esta nuvem em forma de cogumelo, foi a marca deixada pela bomba atómica que 
explodiu a 500 m de altitude, no centro de Hiroshima, no Japão, a 6 de Agosto de 1945. 
Atingiu 18 km de altura, causando o extermínio de milhares de japoneses.


  Rosa de Hiroshima - Vinicius de Moraes

José Gomes

domingo, 3 de agosto de 2014

Feira do Livro em Gueifães

A SEDA PUBLICAÇÕES, VESBRAVA EDITORA, EDIUM EDITORES, em colaboração com a Junta da Freguesia da Cidade da Maia organizaram a 1ª FEIRA DO LIVRO desta editora na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães.


Foi uma tarde e uma noite muito agradável, com um salão bastante composto, em que foi homenageado o editor Jorge Castelo Branco pelos seus 10 anos de atividade.

A presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, Dra. Olga Freire abriu, esta 1ª Feira do Livro em Gueifães, dando as boas vindas aos presentes e felicitando o editor Jorge Castelo Branco pelos seus 10 anos de atividade ao serviço da Cultura. Mais uma vez realçou que a Junta de Freguesia continua a dedicar muito do seu tempo e os seus espaços à Cultura.

Ana Homem de Albergaria entrevistou Jorge Castelo Branco nesta sua aventura de 10 anos de atividade editorial.

Ana Albergaria mostra o "Alentejo Crucificado" que foi oferecido pelos amigos alentejanos presentes e que amanhã, domingo, falarão das suas obras mais recentes (entre elas "Alentejo Crucificado" de Manuel Xarepe)





Este primeiro dia da Feira do Livro terminou com a apresentação do novo livro do Padre Mário de Oliveira, um livro diferente daqueles a que nos habituou e a que deu o nome de "O meu livro de quadras e outros cantos-poema". Jorge Castelo Branco entrevistou Padre Mário de Oliveira, tendo como pontos fundamentais o Homem, a sua Vida e a sua Obra.

Padre Mário de Oliveira

Este é o PROGRAMA da semana:


Um abraço,
José Gomes

domingo, 27 de julho de 2014

TOKÉS E DEMAIS BICHARADA

Toké[1]

Nunca tive o prazer de conhecer estes simpáticos bichinhos que dão pelo nome de tokés (Toké - lagarto especial do país [deve referir-se a Timor], que dá uns sons que parecem dizer "tó ké", os quaes repete por vezes, dizendo alguns indigenas que o numero d'essas vezes indica as horas que são; o que é certo é que esse numero é muito variavel, succedendo que emquanto de uma vez repete o som por duas ou tres vezes, de outras chega a sete e mais.) - in Diccionario Tetum-Português, autor Raphael das Dores e impresso em Lisboa, na Imprensa Nacional, em 1907.

Mais recentemente, no dicionário de Luís Costa, Maio 2000, este define Toké ou Toko como “um lagarto ou sardão (Platydactilus gottutus) cuja voz emita esta palavra”.

Não satisfeito com estas explicações fui encontrar na fauna de Timor, um bichinho classificado nos Répteis com o nome simpático de «toké» e com o palavrão científico Gecko verticillatus, mas nem uma fotografia, uma gravura ou sequer uma leve descrição para matar a minha curiosidade!... não há direito!!!

Mas para confundir mais este rapaz surge, também, o «lagarto-voador», com o chavão científico Draco timorensis – a fotografia, gravura, descrição... ficaram no tinteiro!!!

E para eu ficar mais feliz e com olhos de sardão descobri esta linda citação “Newton enviou de Timor 3 remessas de Gecko verticillatus em 1896...”...

Entrei, então, em curto circuito! Por isso lancei um apelo a todos os Crocodilos Voadores[2] pedindo-lhes fotografias ou gravuras de tokés ou até de osgas ("Tarentola mauritanica", réptil da família Gekkonidae, que pode atingir 8,5 cm de comprimento. Tem a cabeça grande, bem destacada do corpo, e olhos com pupila vertical. ...)

É que estava curioso e gostaria de os conhecer!...Escolhi logo este (não me lembro quem o mandou):



Mas como é que nasceu este meu súbito interesse por Tokés, Osgas e outros bicharocos afins?

Em sequência de uma crónica feita há alguns anos fiquei a saber que existiam tokés e tokis (não encontrei qualquer referência a este último senhor bicho!!!). 

Então confrontei a Milú, os tios, a madrinha e velhos conhecidos, mas ninguém se lembrava deste último animaleco...

A Milú contou-me, então, alguns factos passados na sua meninice em Timor e que passo a transcrever. Se a minha imaginação ultrapassar a realidade, não reparem, é pura coincidência...

1º Episódio - O Pai da Milú foi expedicionário em Timor por altura da 2ª grande guerra. Lembra-se, ainda, nas suas andanças com o pai, de ver os referidos tokés nas paredes das casas e nos tetos, uma vez que os telhados naquela altura eram de palapa[3].
Lembra-se que em sua casa havia estes lagartos e até chegaram a estabelecer uma certa cumplicidade: eles (tokés) comiam os mosquitos e outros insectos; em contrapartida partilhavam a habitação e o calor humano... ahh!!! E não esqueçam! Ouvir um "tóké" cantar 7 vezes, era sinal de felicidade.
Diz a Milú que a casa onde habitavam, estilo colonial, era composta por uma varanda a toda a volta, onde normalmente os amigos conviviam e muitas vezes era a sala de jantar e de estar. O telhado era coberto de palapa e pelos tetos e paredes lá andavam os simpáticos bichinhos (tokés, claro!!!) na sua função.

Um belo dia, numa reunião de amigos lá em casa, a mãe, vestida como era hábito na época, com grandes decotes à frente e atrás, sentiu que um toké que caíra do teto e com tal pontaria que se enfiou pelas costas abaixo... Aos saltos e aos gritos, não só pelo incómodo mas também pela repugnância que lhe causava o bicho, pediu a uma amiga que o tirasse...
Pois!
Esta amiga, entrou em pânico e cheia de medo, pediu ao marido:
- "Chiquinho, Chiquinho, tira o bicho à Dona L...".

2º Episódio: Outra cena passou-se com uma tia, numa casa no interior de Timor. Esta acordou em altos berros, bem na calada da noite, ao sentir um toké que caiu do teto bem em cima da tia da Milú... Segundo reza a tradição andaram durante horas, de vassoura em punho, à procura do dito bicho... consta que não o encontraram! Pois, era lagarto e não burro...

3º Episódio: Por último, lembra-se do toké esquisito. Este resolveu, durante muito tempo, fazer a "sua casa" de verão na parte de trás do frigorífico... e ai de quem o tentasse tirar da "sua habitação"!... em vez do "toké", som natural e amigável, ouvia-se um bufar que nem um gato, sempre que se tentava desalojar este inquilino...

Depois de ter escrito este artigo tenho sido inundado por fotografias de Tokés... muito obrigado, pessoal! Não há fome que não traga  fartura.

Um abraço,
José Gomes



[1] Toké - Este espécime foi captado pela objectiva do António Coelho, em Abril 2010.

[2] Crocodilos Voadores – Grupo criado pela jornalista Rosely Forganes, cujos elementos tinham em comum Timor.

[3] Palapa – A folha da palapeira, devidamente colocada, dava não só frescura à casa como a isolava da humidade e da chuva.


terça-feira, 17 de junho de 2014

APRESENTAÇÃO DO LIVRO “QUANDO JÁ NÃO ESTIVERES…” - Maria Mamede


Durante este evento fizemos alguns vídeos:
Deixo-vos com a atuação do Fernando Ribeiro e um momento de Poesia com a Maria Mamede e a Conceição Lima.

Um abraço,
José Gomes

Poema para depois

Yolanda

Maria Mamede e Conceição Lima declamam no Flor de Infesta



domingo, 15 de junho de 2014

"QUANDO JÁ NÃO ESTIVERES…” - Maria Mamede

Maria Mamede, concentrada, nos autógrafos...
Foi neste sábado que, dia 14 de Junho de 2014, que o Flor de Infesta e a Maria Mamede receberam os amigos que vieram ao "batizado" do mais recente livro desta nossa poetisa.

Foi uma cerimónia simples, um convívio que juntou amigos e admiradores da Maria Mamede e da sua obra. Estiveram presentes na mesa Miguel Magalhães Ferreira, representando a AICEM - Associação do Idioma e Culturas em Português, José Gomes, mestre de cerimónias, Maria Mamede, autora do livro hoje a ser lançado, Prof. António Oliveira, que falou sobre a obra  e Jorge Castelo Branco, editor  dos livros da Maria Mamede e que falou sobre o percurso da obra desta poetisa.

Maria Mamede, Presidente da Assembleia Geral, deu as boas vindas, em nome do G. D. Musical Flor de Infesta, a todos os presentes, na impossibilidade de estar presente o Presidente da Direção (mesmo assim representado pelos membros dos corpos gerentes, D. Maria Antónia e Sr. Joaquim Fernandes.

José Gomes deu entrada à autora e ao seu mais recente "rebento" a que chamou "Quando já não estiveres...", concluindo com A todos quantos quiserem ler este livro de Poesia, deixem que não sejam só os vossos olhos a fazê-lo; ponham, também, nessa vossa leitura um pouquinho da vossa alma e do vosso sentir e deixem-se contagiar pela poesia e pela meiguice das suas palavras… tenho a certeza que não se irão arrepender!”.

Fernando Ribeiro e Maria Mamede
Fernando Ribeiro, um amigo de longa data, musicou e cantou "Poema Para Depois", poema de Maria Mamede.

Jorge Castelo Branco, o editor deste livro, e o Prof. António Oliveira falaram da autora, da sua obra e, especialmente deste livro, que tem a característica de ser duplo, segredo bem guardado pois só em cima do acontecimento é que fui informado... parece que sou um exemplar de indígena que, MESMO SEM QUERER, não consigo guardar segredo!!!!

Maria Mamede agradeceu com este pedaço de prosa que não resisto à tentação de o divulgar: "Dizem, nesta coisas de lançamentos e em muitas outras, que: - o que custa é o primeiro…porém, quanto a mim, qualquer um deles é o primeiro…o nervosinho na barriga, a preocupação para que tudo saia bem; qual a recepção do público ao livro; se a dedicação e empenho do Editor vai ser devidamente recompensada; se os Amigos e Amigas vão poder estar presentes, para me darem o seu abraço…enfim, um mundo de interrogações aparece no meu coração e na minha mente, mas ao mesmo tempo, à medida que os anos vão correndo, contra o fogo destas incertezas vai deslizando o suave regato duma certeza…cada vez mais, o que verdadeiramente importa é o AFECTO e esse só posso agradecer na reciprocidade.
Por isso, meus queridos Amigos e Amigas, o que fica de tudo o que se passa numa vida com a lonjura da minha, é esta enorme, esta imensa alegria de vos ter comigo, porque são meus Amigos, e porque gostam dos meus versos.
OBRIGADA de todo o coração!"

Começou, então, a parte lúdica do lançamento. O Maestro Francisco Luís Vieira, um amigo recente, trouxe-nos a sua arte e tocou várias peças em oboé, acompanhado pelo amigo Jorge Casimiro. Vão ter ocasião de apreciar o virtuosismo destes dois músicos, quando puser neste blogue os vídeos que se filmaram.

Seguiu-se a declamação da POESIA deste livro... "A Poesia é uma forma de ESTAR e SENTIR a VIDA em toda a sua acessão! A Maria Mamede é isso mesmo: estar e sentir a vida que nos rodeia. Estes amigos vão desvendar o véu de “Quando já não estiveres…” e deixar fluir aquilo que senti ao ler este livro".

Declamaram poesia:  Marília Teixeira, Maria Rosa Bastos, Irene Lamolinairie, Jorge Castelo Branco, Maria José Santos Leite, Mariana Vieira (fez, nesta noite, o seu batismo a dizer Poesia), Victor Freitas (este amigo veio diretamente de Lisboa, para estar aqui no nosso meio), Conceição Lima e a autora.

Antes de se passar aos autógrafos, Fernando Ribeiro cantou-nos mais uma canção.

As fotografias vão estar num Álbum no Facebook. É só procurar por Zeca Maneca.

Maria Mamede, na sua azáfama...


Um abraço a todos, especialmente à Maria Mamede.

José Gomes