quarta-feira, 20 de novembro de 2013

No Horizonte da Utopia
Fantocheiro – Grupo de Teatro

Esta sexta-feira, 22 de novembro, às 21h30 horas
no Auditório do G. D. M. Flor de Infesta


(…) Portanto, a melhor maneira que encontramos de homenagear Cunhal foi construir um espetáculo em que dizemos! Mas também dançamos!
E cantamos! Ao vivo, em cena, sem artifícios nem rede, de encontro à essência do teatro! Nele, poesia e música entrelaçam-se e interpelam-se,
num namoro que tem tanto de encantatório como de emancipação. Este é um espetáculo multidisciplinar que homenageia, também, a palavra
(falada e cantada) e que recorre à expressão corporal, ao movimento dramático, ao canto, fotografia e cinema de animação. Escolhemos palavras
para dizer, que são ditas de forma apelativa e determinam a cadência coreográfica das propostas musicais. As notas musicais, que também são
palavras, respiram uma atmosfera utópica, por isso mesmo necessária e exigente.

Estamos na cidade da utopia, na cidade sem muros nem ameias onde se ouve, ao longe, cantores que denunciam a corja, recusam os vampiros,
relembram os que lutaram e os que tombaram pela liberdade e anunciam rumores de um coro em primavera. Sim, estamos em Abril. Nesta cidade
cabem todos os que vierem por bem, porque ela foi desenhada pelo poeta, o obreiro ou, se quiserem, o operário da palavra. Esse ser que é maior do
que os homens, guardador de sentimentos e criador de emoções. Esse fingidor que é, afinal, o verso do seu próprio poema.

É por aqui que vamos, sabendo que no horizonte, a utopia não é um lugar, mas uma direção. Não é um destino, mas um sentido que dá existência à vida!
O mesmo sentido que Cunhal tanto perseguiu para este povo! (…)

(in Programa a ser distribuído à entrada deste espectáculo).


APAREÇAM!  Ajudem a divulgar este evento.

Um abraço,

José Gomes


Sem comentários:

Enviar um comentário