sábado, 7 de setembro de 2013

Recordações da minha praia...

Nestes tempos em que estive sem computador (e continuo com alguns problemas!!!) dei por mim a lembrar-me dos meus tempos de menino, das praias na Foz do Douro (Praia da Luz e Gondarém) que me receberam durante os meses de Agosto e Setembro. Lembrei-me também dos banheiros Sr. Francisco (e da D- Agostinha, sua mulher) e do Sr. Joaquim, sempre pronto para a brincadeira. Veio-me à memória o nosso grupo que durante anos, no mês de Agosto e parte de Setembro, fazia questão de marcar presença: a Fátima “ruiva” e as suas irmãs, o Jaime de Lordelo e as suas irmãs, a Berta, as irmãs “Catatuas” (infelizmente apenas o apelido ficou!) a Marly, o Luís, o Rui, o Malheiro, o Henrique, o António, e muitos outros.-- E o que é que fazíamos? Embrenhávamo-nos na nossa cumplicidade e amizade, nos nossos banhos, nas nossas brincadeiras…


Foi assim que dei por mim a lembrar jogos de outros tempos como o Jogo do Prego e o do Jogo do Anel.  A memória já não é a mesma mas vou exercita-la com a ajuda de algumas imagens que encontrei na Net, e assim tentar dar novamente vida a esses jogos.


O Jogo do Prego

Este jogo era tão simples, que podia envolver vários jogadores. Constava de um prego comprido, mais ou menos com 20 cm, normalmente cada jogador tinha o seu e o local do jogo era na areia da praia seca ou molhada, conforme o acordo dos jogadores.

Estes sentavam-se na areia, em círculo e cada um, na sua vez, atirava o prego ao ar, de maneira a que este ficasse espetado na areia, na vertical.
Cada jogador tinha que fazer uma sequência de 6 lançamentos diferentes (vejam as figuras abaixo): mão aberta virada para cima, mão aberta virada para baixo, mão fechada, mão a fazer corninhos, uma meia volta para a direita, um meia volta para a esquerda (com o prego entre os dedo indicador e médio) e terminava com uma cambalhota e, pelo menos, com uma volta no ar.

O prego, depois de atirado, deveria ficar espetado na areia, de preferência na vertical. Se não ficasse espetado o jogador perdia a sua vez e começava a jogar o jogador seguinte.





Jogo do anel

Conheci e brinquei com duas versões diferentes deste jogo. Uma, a mais simples, jogada por vários jogadores dispostos em círculo e que precisavam apenas de um anel.

Escolhia-se entre os jogadores um que ficava no meio da roda com o anel escondido nas mãos. Depois ia por cada jogador que, de palmas das mãos juntas “recebia” o anel (atenção, só um dos jogadores recebia realmente o anel).

Finda a “distribuição” perguntava aos jogadores onde estava o anel. Quem adivinhasse iria para o centro do círculo e seria este a fazer a próxima distribuição. Quem apontasse um dos jogadores como tendo o anel e errasse, este seria “punido”. Esta punição era combinada no início do jogo. O visado poderia ir perguntar as horas a uma pessoa na praia, ir dar um mergulho, fazer o pino, cantar, fazer macaquices, enfim, segundo a imaginação do grupo.

(vejam imagem abaixo).




Jogo do anel (versão Praia de Gondarém)


Na praia de Gondarém joguei outra versão deste jogo. Para ele era preciso um cordel grande e um anel. O pessoal sentava-se na areia, numa roda e entre os jogadores escolhia-se um deles para ir para o meio, que era chamado “babão” ou “babona”, conforme fosse rapaz ou rapariga.

Sem que o do meio se apercebesse o anel era passado através do cordel pelos diversos jogadores enquanto se cantava a seguinte “ladainha”:

Babona (babão) que estás no meio,
ó babona (babão).
Estás feita uma toleirona (um toleirão),
ó babona. (babão)
Estás vendo o anel passar,
ó babona (babão),
sem nunca o poderes achar,
ó babona (babão).
Ele aí vai, ele aí vem,
ele por aqui passou,
passou, passou, passou...

Quando acabava a cantilena todos se calavam e quem estivesse no meio tinha de adivinhar onde estava o anel, batendo na mão em que julgava estar escondido o anel.

Se conseguisse acertar, trocava com aquele o seu lugar. Senão, continuava na mesma no meio e voltava-se a correr o anel pelos jogadores, até o do meio acertar e ser substituído por outro.

Nós, “mauzinhos” como éramos costumávamos dar “castigos” ao “babão/babona” que não tivesse acertado com o anel, normalmente teria que beijar todos os jogadores, fossem eles rapazes ou raparigas, saltar à corda, saltar ao eixo, dar um mergulho nas águas frias do mar, enfim, cumprir as multas que tínhamos estabelecido no início do jogo.


E foi assim que, durante horas, todos nós nos entretínhamos sem incomodar ninguém nas redondezas. Foram bons tempos em que todos nós, independentemente da idade, nos divertíamos em conjunto e conseguíamos fazer e manter durante muito tempo grandes amizades.

Com estes dois jogos consegui reviver outros tempos em que fui feliz, em que criei amigos que, infelizmente, com o desenrolar dos anos se foram perdendo no tempo e no espaço, ficando apenas “saudades” desses dias…


José Gomes




domingo, 1 de setembro de 2013

Convite para a Noite de Poesia em Vermoim



Meus caros amigos,

Uma avaria neste computador obrigou-me a estar sem ele durante quase 15 dias. Acabei por perder quase toda a informação e os meus contactos.

Agradeço o vosso apoio na divulgação deste convite.

Conto com a vossa presença no próximo sábado na Junta de Freguesia de Vermoim e com a vossa colaboração na divulgação deste evento.

Um abraço,

José Gomes