domingo, 8 de janeiro de 2012

A Reportagem da NPV de 7 Jan. 2012

"Enquanto há vida, nem sempre há a esperança da dança
Essa por que sonhamos ansiosos noite e dia
A dança das mãos dadas perfumadas de confiança (...)"
                                                               (Daniel Cristal)


"Enquanto há Vida..." foi o tema escolhido para esta primeira Noite de Poesia em Vermoim, neste iniciar do novo ano. Sabe sempre bem encontrar os amigos, os companheiros destas tertúlias e ouvir o que as musas inspiraram aos poetas.

José Gomes cumprimentou os presentes com os desejos de uma boa noite de poesia e de um ano há medida de todos os desejos. Maria Mamede abriu o sarau com a declamação do soneto alexandrino enviado pelo poeta Daniel Cristal, seguindo-se as declamações dos poetas Armindo Cardoso
[Eu, sei lá o que haverá...! / pois, / enquanto há vida, / pode haver ou não esperança, (...)], José Ribeiro [A vida, é feita assim / Na realidade encontrada / De pontinhos, que se geram / Tudo assim é entre nós...(...)], Leonel Olhero [Aos céus eu ergo o meu olhar em prece / E a Deus eu peço uma ajuda, sim. / E será então que Deus... sim Deus, Esse... / Ouve a minha prece do princípio ao fim? (...)], Fernando Neto [Sente o sangue fluir / E o Sol aquecer o corpo / A acalentar o espírito / Enquanto há vida (...)], Fernanda Garcias [Não se ouvem os miados do gato / nem os efes da fé: ffffff... / Ronrona pelos cantos num miado, (...)], José Gomes declamou Silvino Figueiredo [Do amor nunca poente / A vida; labareda, / Fogo por amor ateado, / Aquece quem ao amor achegado (...)], José Carlos Moutinho, [Desesperam-se as vontades, / Perdem-se as razões, / O mundo tumultua-se, / Revolta-se, intriga-se e conspira! (...)], Maria José Santos Leite, Marina Yale [Enquanto há vida... / não há morte / mas sorte, / de quem a alcança. (...)], Edite Alves, que nos cantou uma melodia recordando os nossos tempos de crianças e o aconchego que sentíamos no seio das nossas famílias, Irene Lamolinairie, Helena Guimarães [Quando tudo na vida já sossobra, / a vida que nós construímos; / Quando aquilo que pensamos / já são bizarrias de antanho, / que não têm resposta no futuro, (...)], Maria Mamede [Enquanto há vida / façamos do regato / murmurante / o mar sem fim /que ela pode ser / pra ti, pra mim / o que a gente quiser… (...)] e Angelino Santos Silva [percorro as ruas da amargura / e enquanto há vida / esqueço a fome o frio / a chuva e demais agrura (...)].


Leonel Olhero deu a conhecer os seus mais recentes livros: "Ultrages na Guerra Colonial" (prosa) e " Magnífico - sementes de mim mesmo" (poesia) e Angelino Santos Silva apresentou-nos o seu mais recente livro "O livro do desassossego posto em sossego".








Mário Jorge anunciou a peça de teatro "Romeu e Julieta" a levar à cena pelo grupo Pé no Charco, no próximos dias 14 e 15 de Janeiro, às 21,30 horas, no Fórum da Maia.










José Silva, como sempre, cantou e encantou, interpretando, entre outros, Camões, temas da nossa infância e Zeca Afonso.






Marcamos novo encontro com a poesia no próximo dia
4 de Fevereiro de 2012, com o tema 
                           GATOS.


Até lá, boa inspiração.


Um abraço,
José Gomes

2 comentários:

  1. Agradeço muito aos bons poetas José Gomes por ter anuído ao pedido da leitura da minha poesia na sessão poética de Vermoim e Maria Mamede que a disse com a sua voz melodiosa e encantadora. Não era esperado que assim não fosse tendo em conta que são aficionados desta Arte maior, dispostos sempre a dar-lhe o realce que ela merece. A todos os presentes (imprevistamente com a minha ausência) as minhas melhores saudações neste início do ano, que vai ser para cada um de nós o que estiver mais florido nos nossos corações. Obrigado a todos.

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  2. Mentre c'è vita....
    Sì,Vita,ma non sempre una speranza di danza
    perchè questa,ansiosi,sogniamo giorno e sera
    danza di mani,inclini,di fede,in abbondanza
    nella ruota di gioia al suono di un'armonia leggera.

    Speriamo per lei,lui entrambi in quest'invito
    senza speranza certa che questa sera venga
    poichè giorno si fa,presto,senza tutto il rito
    esser figlio di Dio senz'aver nessun c'accolga.

    Certo,mentre c'è vita,muoiono i più grandi
    zii e persone care,degli amici i più allegri
    muoiono le illusioni e gli animali amandi.

    Però,morte tutte le illusioni,eternamente
    cercheremo ancora altri miraggi,altri sogni,
    invocando speranza:questa danza,eternamente.
    adattamento Chiara Sinopoli

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