terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Guimarães - por Armando Sousa

Quero agradecer ao Armando Sousa esta manifestação de apego à Terra-Mãe. Gostei... espero que sejam da minha opinião.


Guimarães
outra vez capital

Nove séculos; em Guimarães nasceu Portugal
Neste cantinho; meu berço; primeira capital
Primeira batalha; valentia; vitória; primeiro Rei
Ditadas as regras; aqui nasce Portugal e a lei
Guimarães faúlha que se alastrou no universo
Nos quatro cantos existe quem fala Português
Conhece a saudade; amor; a alegria e inverso
Orgulha-se de seu passado; glórias sem altivez
Tantos anos; a Cultura Portuguesa se espalha
Cavalos foram força da conquista aos mouros
No fim da terra as caravelas encheram o mar
Puro-sangue Português como bravios touros
Capital da cultura juntou; o passado e o futuro
Mão do homem afagou força fugaz do Cavalo
Sentiu o afago; se entregou à cultura num urro
Músicos do mundo juntaram-se; cultura; regalo
Imensidão de luzes; trabalho; graça e fantasia
Estais de parabéns Guimarães; Capital mundial
22/01/2012 Iniciando escrevendo esta poesia
Mereces voltar a viver a fantasia sem igual
A ilusão do cavalo e homem; trabalho magistral
Teus filhos Guimarães; no universo vibraram
Sentiram o passado; mas uma cultura sem igual
Os olhos humedeceram; outros contigo choraram

Por Armando Sousa
Toronto Ontário Canada 23/01/2012
  

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Reportagem da NPV de 7 Jan. 2012

"Enquanto há vida, nem sempre há a esperança da dança
Essa por que sonhamos ansiosos noite e dia
A dança das mãos dadas perfumadas de confiança (...)"
                                                               (Daniel Cristal)


"Enquanto há Vida..." foi o tema escolhido para esta primeira Noite de Poesia em Vermoim, neste iniciar do novo ano. Sabe sempre bem encontrar os amigos, os companheiros destas tertúlias e ouvir o que as musas inspiraram aos poetas.

José Gomes cumprimentou os presentes com os desejos de uma boa noite de poesia e de um ano há medida de todos os desejos. Maria Mamede abriu o sarau com a declamação do soneto alexandrino enviado pelo poeta Daniel Cristal, seguindo-se as declamações dos poetas Armindo Cardoso
[Eu, sei lá o que haverá...! / pois, / enquanto há vida, / pode haver ou não esperança, (...)], José Ribeiro [A vida, é feita assim / Na realidade encontrada / De pontinhos, que se geram / Tudo assim é entre nós...(...)], Leonel Olhero [Aos céus eu ergo o meu olhar em prece / E a Deus eu peço uma ajuda, sim. / E será então que Deus... sim Deus, Esse... / Ouve a minha prece do princípio ao fim? (...)], Fernando Neto [Sente o sangue fluir / E o Sol aquecer o corpo / A acalentar o espírito / Enquanto há vida (...)], Fernanda Garcias [Não se ouvem os miados do gato / nem os efes da fé: ffffff... / Ronrona pelos cantos num miado, (...)], José Gomes declamou Silvino Figueiredo [Do amor nunca poente / A vida; labareda, / Fogo por amor ateado, / Aquece quem ao amor achegado (...)], José Carlos Moutinho, [Desesperam-se as vontades, / Perdem-se as razões, / O mundo tumultua-se, / Revolta-se, intriga-se e conspira! (...)], Maria José Santos Leite, Marina Yale [Enquanto há vida... / não há morte / mas sorte, / de quem a alcança. (...)], Edite Alves, que nos cantou uma melodia recordando os nossos tempos de crianças e o aconchego que sentíamos no seio das nossas famílias, Irene Lamolinairie, Helena Guimarães [Quando tudo na vida já sossobra, / a vida que nós construímos; / Quando aquilo que pensamos / já são bizarrias de antanho, / que não têm resposta no futuro, (...)], Maria Mamede [Enquanto há vida / façamos do regato / murmurante / o mar sem fim /que ela pode ser / pra ti, pra mim / o que a gente quiser… (...)] e Angelino Santos Silva [percorro as ruas da amargura / e enquanto há vida / esqueço a fome o frio / a chuva e demais agrura (...)].


Leonel Olhero deu a conhecer os seus mais recentes livros: "Ultrages na Guerra Colonial" (prosa) e " Magnífico - sementes de mim mesmo" (poesia) e Angelino Santos Silva apresentou-nos o seu mais recente livro "O livro do desassossego posto em sossego".








Mário Jorge anunciou a peça de teatro "Romeu e Julieta" a levar à cena pelo grupo Pé no Charco, no próximos dias 14 e 15 de Janeiro, às 21,30 horas, no Fórum da Maia.










José Silva, como sempre, cantou e encantou, interpretando, entre outros, Camões, temas da nossa infância e Zeca Afonso.






Marcamos novo encontro com a poesia no próximo dia
4 de Fevereiro de 2012, com o tema 
                           GATOS.


Até lá, boa inspiração.


Um abraço,
José Gomes