Não consegui resistir ao conteúdo deste poema da Isabel Rosete. Neste tempo conturbado a Isabel conseguiu dar ao poema um espírito de Natal diferente e que nos fará pensar... e, quem sabe? Talvez ajude a sair da letargia em que estamos mergulhados.
Obrigado, Isabel, pelo poema.
Sejamos Natal
Para além de todas as demagogias,
Para além do politicamente
correcto,
Para além de todas as
hipocrisias...
Celebremos, finalmente, o
Espírito do Natal
Em todos os momentos
Desta nossa existência, tão
efémera.
Natal é Fraternidade,
Solidariedade, Paz,
Amor e Alegria na Terra
E nos Corações dos Homens;
Natal é a apologia do
autenticamente Humano,
Em toda a sua essência genuína
De Bondade e de Verdade;
Natal é o enaltecimento de um
Mundo
Onde não haja mais lugar para a
Crueldade,
Para a Violência ou para a
Agressividade;
Natal é a reunião dos Corações
sensíveis
Que lutam, desesperadamente, pela
União
Dos Povos e das Nações;
Natal é a rejeição da
Discriminação,
Dos horrores da Guerra,
Da mutilação dos Corpos e das
Almas;
Natal é a consciência da Miséria
Humana,
O compromisso da sua superação,
O enaltecimento da Justiça e da
União fraterna;
Natal é o triunfo do Bem e do
Belo,
A glória de todos os
Renascimentos,
A comemoração da Dignidade
Humana;
Natal é a benção do sempre Novo,
O louvor de todo o acto de
Criação,
De Renovação e de Regeneração.
Sejamos Natal,
Hoje, sempre,
Para sempre...
Isabel Rosete
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