segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Homenagem a Fernando Peixoto

Fernando Peixoto - 1947-2008

Neste dia que faz 3 anos que nos deixaste rumo a qualquer uma das estrelas que construíste no paraíso dos Poetas, e à semelhança de homenagem a este grande vulto das letras, do teatro e companheiro de Luta, deixo aqui o poema declamado por o teu amigo Cesário Costa, na última Noite de Poesia em Vermoim:

MARÉS
TRAGÉDIA ABSURDA
(Última Encenação de Fernando Peixoto)

1ª CENA

Um vulto!
Mar encapelado,
ondas gigantes
e a mancha negra,
emaranhada de sargaço,
estreitando-o.

2ª CENA

Farol!
Emergência.
Monte da Virgem.
«Cama 23!» - disse a mulher.

3ª CENA

Mar liso e grosso!
Não há ondulação.
Outra maré.

4ª CENA

(Dias depois)
9,10 h
03-10-2008
»O Vulto desapareceu» - informou a filha.

5ª CENA

Silêncio!
Palco escuro.
Desce o pano.

6ª CENA

Estrondosa ovação!
- De pé!
À sétima onda,
Fernando Peixoto,
na nossa lembrança,
entrará por aquela porta!

(Cesário Costa, 01-11-2008)


Este poema foi declamado por Cesário Costa no dia 1 de Outubro de 2011, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, no final da Tertúlia do mês de Outubro.


Os presentes, de pé, deram uma estrondosa salva de palmas, em homenagem a este Amigo, agora no céu dos Poetas.

Um abraço,
José Gomes


2 comentários:

  1. Saudades, sempre deste genial ser humano.

    Beijos

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  2. E há um nó que não se desata na garganta, um nó de saudade, um nó no teu lugar vazio na mesa... sobretudo, um nó no lugar que deixaste vazio na nossa vida... no entanto, sei que sempre estarás aqui, quando um poema for declamado ou um actor pisar um palco... Saudades de ti, Pai!
    Obrigado AMIGOS!

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