Quero agradecer este poema que me foi enviado pela Helena Guimarães. Li o poema à Grizza e até ela ficou assim!...
TENHO PENA DO MEU PAÍS
Fizemos uma revolução
de armas caladas
balas de cravos
e ingénuas multidões
cantando a Liberdade.
Com nossos costumes
brandos
não erguemos os
patíbulos,
não encostamos ao muro
e passamos pelas armas
quem amarrou a
sociedade
mantendo-nos submissos
dóceis, sem instrução.
Protegemos ditadores
esquecemos a servidão!
Bebemos ávidos e
ingénuos,
os vícios que nos
serviram.
Vendemos dedos e anéis
em busca da felicidade,
esquecemos a
solidariedade,
julgamos o nosso
irmão.
E como criança sem pai
elegemos como herói
o nosso Homem Maior
de cinco séculos de
História
repleta de
conquistadores
de terras gentes e
mares,
um ditador beato e
duro
avesso à civilização,
aliado dos tiranos
que queriam um mundo
novo
facínora europeu
de cujas mãos escorreu
o sangue inocente de
um povo.
País assim não se
merece!
Fizemos uma revolução
sem ódio
que o ódio não
engrandece!
Passaram trinta e sete
anos.
Medrou em nós a
serpente
que o País amordaçou.
E não cresceu de
repente!
Cresceu na alma do
povo
nas mentiras inventadas
sem que ninguém
cuidasse.
E numa noite inglória
deixamos ficar a
história
de um ódio cego a
explodir.
Reinventamos a amarra
que nos leva à
servidão.
Como o povo do deserto
Adoramos o bezerro
Barro doirado pelos
média
e nas urnas, sem razão,
matamos a revolução!
Helena Guimarães
Junho 2011
Um abraço,
José Gomes

Eu também tenho pena Zé. A Grizza tem toda a razão de estar com esses olhinhos tristes, mas como as árvores morrem de pé e ainda são muitas as de boa cepa, mantenho a esperança, uma esperança que infelizmente ainda vai ver muito sofrimento pelo caminho...mas "As portas que Abril abriu" não se hão-de fechar assim.
ResponderEliminarA tua amiga tem razão nos seus versos, temos os costumes demasiados brandos e o perdão também, deixamo-nos fácilmente comer pelos lobos...
Beijos
Grande Helena Guimamarães!!! Efectivamente é para se ter pena...Adeus revolução.Tanto se lutou
ResponderEliminarpara se chegar a isto.
A Grizza está triste por sentir o cheiro do que vem por aí...
Parabéns à Helena e para ti por publicares. Um bejinho à Grizza.
Abraço amigo, meu amigo Zé!
Teresa G.
http://coracaoentrepalavras.blogspot.com
As ideias não morrem! Paz, fraternidade, igualdade, liberdade... lá chegaremos!
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