terça-feira, 13 de abril de 2010

25 de Abril - Ontem, hoje e amanhã

QUEM A TEM...

Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Jorge de Sena, Poesia II

2 comentários:

  1. Alentejo

    É trova triste, é saudade.
    É mágoa e ferida.
    Alentejo é chão áspero e fértil,
    rasgado e suado!
    Alentejo é alma.
    A nossa alma, perdida no povo que canta,
    que caia as casas, que enrola a mortalha
    à sombra do chaparro.
    Mas Alentejo é povo e liberdade
    naquela mulher chamada Catarina.
    Agora Alentejo é aldeia da Luz,
    perdida nas águas daquela barragem
    que vai tornar mais fértil aquele torrão
    aquele pedacinho de imensa, mas imensa planície
    com montes e vales a perder de vista.
    Mas o Alentejo nunca mais, mas nunca mais
    volta a ser o mesmo!
    Palmira Marques

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