terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Estou de volta!...



Dia invernoso, muito frio, com as pessoas a correr bem aconchegadas nos seus casacos... não é difícil advinhar a névoa que sai das suas bocas, nem que seja pelo ar lívido das suas caras e o esfregar das mãos uma contra a outra. É quase inverno, mas o frio veio com vontade de fazer mossa!

E cá estou eu de novo, sentado diante do teclado, pronto a recomeçar esta actividade, que interrompi há já algum tempo, para ajudar a Sónia a construir o seu emprego (e chamam a isto um país de oportunidades! Não é que o mestre socas prometeu milhares de empregos em 4 anos... onde, onde, onde estão eles?!!!).

Estou sentado ao balcão da Loja que ajudamos a construir. Os clientes não abundam, mas os que têm aparecido trazem outros e isso é mesmo bom. Bom porque ajudam a acreditar na aposta que foi feita, ajuda a Sónia a encontrar outra maneira de estar na Vida, a sentir-se útil e a dar aquilo que ela sabe fazer (e fá-lo bem, a acreditar na crítica). É trabalhoso, mas a Vida constroi-se de trabalho, de aventura e de acreditar naquilo que se faz.

Parabéns Sónia pela Loja, pelo trabalho que tens desenvolvido nestas duas semanas desta nova vida e, claro, acreditámos que vais conseguir atingir os teus objectivos.


Isto é que vai uma crise!... até nem os cãezinhos escapam!...


“(…)

Com o dinheiro com que se salvaram os bancos nos EUA e na Europa se poderia acabar com a fome e a miséria no mundo. Portanto, o mundo pode ser regido por outras leis que não o preço para os alimentos e os lucros sobre a miséria. Uma nova economia é possível, assim como foi possível se unir mesmo muitos países e indústrias em defesa do nosso planeta. Um outro mundo é possível, sem bestas, sem deuses, mas com solidariedade...

Quem sabe 2009, depois do entêrro da Besta do Neoliberalismo, vai sentir surgir a centelha de novas ideologias que, dentro de dois, três ou quatro milênios verão o nosso planeta sem famintos, sem miseráveis, sem agiotas, sem exploradores, sem gananciosos do lucro, numa outra fórmula de convívio econômico social, justa e solidária.

É tempo de Natal, de uma crença nascida na pobreza de uma manjedoura e tendo como atores um casal pobre e uma criança sem teto. A crença se deturpou e deu origem à riqueza e potência política, porém a idéia de um mundo mais justo nascido da pobreza perdura no inconsciente da humanidade. Porém é preciso não se adiar esse sonho para depois da morte ou num céu abstrato e tentar construí-lo aqui. Mesmo que sejam necessárias mais de mil gerações e que outras bestas surjam pelo caminho, tenho certeza de que os humanos sem ídolos, sem ícones, sem deuses e sem muletas construirão esse mundo.

Ver :
DE JESUS A MARX, NA MORTE DA BESTA”,
in MOMENTOS & DOCUMENTOS
http://momentosydocumentos.wordpress.com/

Realmente, a que ponto chegamos… nem os cães escapam à crise!!!

Um abraço a todos vós.

José Gomes