segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Revolução em cada um de nós!


"Por isso a revolução terá de começar em cada um de nós de forma interna e inequívoca."...


Foi esta frase, neste artigo escrito pela Ana Camarra, que me levou a pedir para o inserir na íntegra neste blog. E é esta análise simples e muito profunda que quero compartilhar com os meus amigos, os meus habituais leitores e com aqueles que me visitam esporadicamente.

Este artigo está em "CHEIRA-ME A REVOLUÇÃO" e desde já convido a uma visita mais cuidada.




Ninguém é sozinho!

Ninguém nasce tão pouco sozinho, se durante 9 meses, mais ou menos dependemos na íntegra de outra pessoa, depois a coisa não é muito diferente.

Mais, cada um de nós é uma espécie de multidão, um aglomerado de células, os traços fisionómicos ancestrais misturados de uma forma ímpar, alguns defeitos também, muitas capacidades.

Depois, muito depois aparentemente autónomos, também não o somos, não só porque não vivemos em ilhas à mercê dos elementos e da nossa vontade, do nosso espírito empreendedor, mas vivemos em grupo, alcateias, bandos, cardumes e enxames.

O ser humano será um pouco como a grande barreira de corais da Austrália, o que se supunha que fosse um conjunto de organismos é apenas um único que e estende por 345,4 mil km2, e é só um, pode sobreviver a uma pequena amputação, a algumas tempestades, à morte de algumas das suas partes, mas é ainda só um.

A espécie humana será assim também, precisamos sempre de alguém, precisamos fisicamente de outros, mesmo que saiba fabricar o meu pão, irei precisar de quem fabrique a farinha, plante o cereal…

Como tal nesta necessidade de outros, na necessidade de sermos amados, de diversas formas como filhos, como companheiros, como pais e como amigos.

Por vezes afirmamos essas necessidades de uma forma básica, animal, tentar subjugar, tentar aniquilar, neutralizar, de todas as formas.

No fundo os nossos desejos pessoais serão sempre os mesmos, ser felizes, ter abrigo, se possível com conforto, ter alimento, ser amados e amar, caso tenhamos filhos que eles sejam felizes.

Simples!

Por isso a revolução terá de começar em cada um de nós de forma interna e inequívoca.

Fazendo parte deste organismo gigantesco da humanidade, teremos de saber que cada vitória ou realização pessoal, não poderá nunca ser conquistada em cima da derrota de outro ser como nós, que não poderemos apreciar na totalidade o nosso abrigo e conforto, quando for só e exclusivamente nosso sabendo que parte do mesmo grupo que nós não o tem de todo, o nosso pão, o nosso espaço…

Teremos assim que, mantendo as características que tornam cada um de nós único, esforçarmo-nos para que cada um de nós seja igual.

Todos os dias, em todas as coisas!




#Ana Camarra

6 comentários:

  1. A Revolução está em nós e na Unidade...
    Abraço

    ResponderEliminar
  2. José Gomes

    Ao ser avisada por Ludo Rex da tua intenção resta-me vir aqui agradecer a honra de achares um escrito meu digno de ser pendurado no teu blogue.
    Obrigado

    ResponderEliminar
  3. Querido José, maravilhoso texto... Parabéns á Ana Camarra, por o escrever e a ti que o partilhas-te!
    Beijinhos de carinho,
    Fernandinha

    ResponderEliminar
  4. Sem dúvida!!! Concordo. Excelentes estas reflexões da Ana. Beijos.

    ResponderEliminar
  5. Concordo com a ideia, mas a minha caminhada pelo mundo cada vez mais me demonstra que nós, que expressamos ideias identicas, ou iguais, somos ilhas de utopia na vida actual.

    ResponderEliminar
  6. Concordo com a ideia. Mas, depois da minha caminhada por este mundo, cada vez mais acho que pensamentos e reflexões iguais, ou identicas às escritas pela Ana, sómente são compreendidas e interirizadas pelas ilhas de utopia que nós, poetas, escritores e idealistas, somos.

    Beijo Zé

    Helena Guimarães

    ResponderEliminar