terça-feira, 18 de março de 2008

IRAQUE - 5 Anos de Vergonha!


5 Anos de Vergonha!

Há cinco anos que, numa tarde de Março de 2003, os olhos do Mundo estiveram centrados na Base das Lajes, Açores, onde o presidente norte-americano e os então primeiros-ministros britânico, espanhol e português protagonizaram a “Cimeira da Guerra” no Iraque. George Bush, Tony Blair e José Maria Aznar, recebidos pelo primeiro-ministro português de então, Durão Barroso, reuniram-se, na tarde de 16 de Março de 2003, naquela que também ficou conhecida como a Cimeira das Lajes, que culminou, 4 dias depois, na madrugada de 20 do Março, com o início da intervenção militar no Iraque.

Desencadeada por uma coligação militar internacional, liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, e apoiada por Portugal e Espanha, entre outros países, a operação conduziu à ocupação militar do Iraque, que ainda hoje se mantém, e ao derrube do regime do ditador Saddam Hussein, que viria a ser capturado e morto, por enforcamento, depois de julgado e condenado à pena capital por um tribunal iraquiano. Milhares e milhares de vidas se perderam, entre cidadãos iraquianos e forças da coligação.

Cinco anos se passaram e não se vê ainda um fim para este crime continuado. Dedicada a Blair, Aznar, Bush e Durão Barroso, aqui fica a letra de uma canção do Grupo Outubro, que embora feita há mais de vinte anos, lhes assenta como uma luva:


Os senhores da guerra
(Letra e música: Pedro Osório)


Os senhores da guerra
São os reis da competência
Matam dez mil homens
Sem problemas de consciência


Se não fosse a economia
De mercado concorrente
Decerto os senhores da guerra
Não matavam tanta gente


A guerra é um bom negócio
Que não se pode perder
As armas só dão lucro
Se houver a quem as vender
E todos nós tarde ou cedo
Temos de morrer


Os senhores da guerra
Fazem contas cuidadosas
Deixam dois por cento
Para obras caridosas


Calcula-se o rendimento
Em função do investido
O lucro é de 3000 dólares
Por cada corpo abatido


Biafra ou Palestina
Bangla Desh ou Polinésia
O Chile ou a Argentina
A Coreia ou a Indonésia
Fornecem carne p'ra canhão
Em primeira mão


Os senhores da guerra
São pessoas respeitáveis
Vão passar as férias
Em montanhas saudáveis


Mergulham as carnes tenras
Em piscinas de água quente
Enquanto os seus mercenários
Matam muita muita gente


E cada nova guerra
Que conseguem fabricar
Será mais um mercado
P'ra morrer e p'ra pagar


Até que o dia chegará
Em que a bomba rebentará
Nas suas mãos
E a guerra terminará.




4.ª Feira

- 19 de Março -

a partir das 17:30,

na Praça da Batalha – PORTO

MOVIMENTO PELA PAZ

Participa!





6 comentários:

  1. Como a letra desta canção se adapta tão bem a todos os tempos! Os senhores do jogo continuam a dispor das vidas alheias como peças. Um dia, se a justiça dos homens, ou da força divina permitir, padecerão um fim triste, sentido na pele um pouquinho da dor que infligiram aos outros. Ou então, partirão impunes deste mundo (é o mais certo) pávidos e serenos, confortáveis e sem inquietação.
    È triste e duro de aceitar, mas enquanto houver bem e mal neste mundo, é assim que vai ser. Compensa-nos apenas, o BEM de alguns e a nossa boa fé.
    Força amigo que és dos bons!! Se participares no movimento de hoje, caminha um passinho por mim, contra os MAUS!! PELA PAZ!!
    Bji

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  2. Mas eles sabiam que as armas químicas não existiam... O que lhes interessava era o petróleo para uns e o "tacho" para outro... E assim depois deste conluio se destruiu um país milenar, se chacinou um povo.
    Os senhores da guerra já estão pensando noutros horizontes...

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  3. Guerra Não...Paz Sim!
    Senhores da Gurra, hipócritas, demagogos, desesperados, incapazes, incompetentes.
    Cambada de aldrabões mentirosos, irresponsáveis sedentos de poder…

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  4. Paz,Sempre! Guerra, Nunca!

    A hipocrisia saiu à rua!

    Beijinhossss

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  5. A operação mais obviamente abjecta, à revelia da ONU, da invasão de um país em nome do capitalismo selvagem. As empresas petrolíferas sugam alegremente o petróleo do país devastado, as empresas de armamento sugam o contribuinte norte-americano para destruir o povo iraquiano, as empresas de contrução americanas cobram milhões para construir o que as suas congéneres destruiram.

    Lucros e lucros da ordem dos muitos zeros que se acumulam graças à actividade destes arautos da democracia, assim denominados pelos media globais, e que culminam no sofrimento milhões de seres humanos.

    Vou estar lá. É preciso sair à rua!

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