António Nobre
(1867 - 1900)
Matriculou-se em 1888 no curso de Direito na Universidade de Coimbra. Desistiu de Coimbra e partiu para Paris, onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas. Licenciou-se em Ciências Jurídicas. De regresso a Portugal, a tuberculose impediu-o de iniciar qualquer carreira.
Ocupou o resto dos seus dias em viagens, da Suíça à Madeira, em busca de um clima onde pudesse recuperar a sua frágil saúde.
Em vida publicou a sua obra poética mais conhecida - "Só" (Paris, 1892).
Dois anos depois da sua morte foi publicado "Despedidas" (1902) e, mais tarde, em 1921, "Primeiros Versos".
Do livro de poemas intitulado “Despedidas”, deixo-vos com:
AO MAR
Ó meu amigo Mar, meu companheiro
De infância! dos meus tempos de colégio,
Quando para vir nadar como um poveiro
Eu gazeava à lição do mestre-régio!
Recordas-te de mim, do António trigueiro?
(O contrario seria sacrilégio)
Lembras-te ainda desse marinheiro
De boina e de cachimbo? Ó mar, protege-o!
Que tua mão oceânica me ajude,
Leva-me sempre pelo bom caminho,
Não me faltes nas horas de aflição.
Dá-me talento e paz, dá-me saúde,
Que um dia eu possa enfim, poeta velhinho!
Trazer meus netos a beijar-te a mão...
António Nobre
José Gomes
Калинка, калинка, калинка...
ResponderEliminarOбнять
Um soneto dos meus preferidos de António Nobre que, infelizmente, tão cedo partiu deste mundo.
ResponderEliminarBeijinhosssss
O seu pedido não foi atendido...
ResponderEliminarLembrar António Nobre.
ResponderEliminarObrigada pela patilha.
Quero agradecer a todos aqueles que me deixaram um cometário e, igualmente, aos amigos que por aqui passaram simplesmente....
ResponderEliminarUm abraço
José Gomes