segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

António Nobre - 2

António Nobre
(1867 - 1900)

Matriculou-se em 1888 no curso de Direito na Universidade de Coimbra. Desistiu de Coimbra e partiu para Paris, onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas. Licenciou-se em Ciências Jurídicas. De regresso a Portugal, a tuberculose impediu-o de iniciar qualquer carreira.

Ocupou o resto dos seus dias em viagens, da Suíça à Madeira, em busca de um clima onde pudesse recuperar a sua frágil saúde.

Em vida publicou a sua obra poética mais conhecida - "" (Paris, 1892).

Dois anos depois da sua morte foi publicado "Despedidas" (1902) e, mais tarde, em 1921, "Primeiros Versos".

Do livro de poemas intitulado “Despedidas”, deixo-vos com:

AO MAR


Ó meu amigo Mar, meu companheiro

De infância! dos meus tempos de colégio,

Quando para vir nadar como um poveiro

Eu gazeava à lição do mestre-régio!

Recordas-te de mim, do António trigueiro?

(O contrario seria sacrilégio)

Lembras-te ainda desse marinheiro

De boina e de cachimbo? Ó mar, protege-o!

Que tua mão oceânica me ajude,

Leva-me sempre pelo bom caminho,

Não me faltes nas horas de aflição.

Dá-me talento e paz, dá-me saúde,

Que um dia eu possa enfim, poeta velhinho!

Trazer meus netos a beijar-te a mão...

António Nobre



José Gomes


5 comentários:

  1. Калинка, калинка, калинка...
    Oбнять

    ResponderEliminar
  2. Um soneto dos meus preferidos de António Nobre que, infelizmente, tão cedo partiu deste mundo.

    Beijinhosssss

    ResponderEliminar
  3. O seu pedido não foi atendido...

    ResponderEliminar
  4. Lembrar António Nobre.

    Obrigada pela patilha.

    ResponderEliminar