segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Uma noite recordando... Adriano Correia Oliveira

Dia 24 de Novembro, a "reportagem" possível...

Foi um sábado muito frio, dentro e fora da Cripta da Igreja de Gueifães. Uma noite fria no que ainda resta de um Outono de mil caras que tirita um Inverno já anunciado. Talvez por isso, ou pelo futebol na TV, ou porque não soubemos passar a mensagem, a Cripta da Igreja ficou com bastantes lugares vagos.

Cantores, poetas, a organização e até os espectadores tudo fizeram para que esta Sessão, que se adivinhava fria, fosse digna do homem digno que se homenageava.

Um retrato de Adriano dependurado nas cortinas do palco, uma viola, uma capa negra e uma boa dúzia de cravos vermelhos espalhados e três cadeiras onde iriam intervir os cantores convidados, constituíam o cenário deste evento.

Uma noite recordando… Adriano Correia de Oliveira” começou com a declamação de poemas a Adriano, na voz e autoria de Maria Mamede, intercalados por poemas de Manuel da Fonseca, Manuel Alegre e Ary dos Santos na voz de José Gomes.

Um texto da autoria de José Silva, preparado e dedicado a Adriano, foi lido pela Maria Mamede.

Carlos Andrade, João Teixeira e José Silva “encheram”, por mais de hora e meia, a Cripta da Igreja de Gueifães com as suas interpretações de Adriano e algumas das mais emblemáticas canções de Zeca Afonso.

Mesmo sem microfones Carlos Andrade, João Teixeira e José Silva conseguiram, na sua maneira muito peculiar, cativar e fazer com que a assistência colaborasse desde o primeiro minuto e se tornasse interveniente, transmitindo um calor humano que envolveu todos.

Antes de terminar esta noite evocativa e depois dos “Vampiros” de Zeca Afonso ter sido cantado pela plateia e pelos cantores em palco, ouvimos as palavras sentidas de Paivas Canhão e um agradecimento muito especial do Presidente da Junta de Freguesia de Gueifães.

A Homenagem a Adriano Correia de Oliveira terminou com a “Trova do Vento que Passa” cantada a viva voz pela plateia e por todos intervenientes nesta Sessão.

Apesar do frio, apesar da Cripta não ter esgotado a sua capacidade, os presentes – cantores e público – conseguiram dar um espírito combativo bem digno do Adriano.

É tempo de Adriano voltar a cantar… sempre!


José Gomes


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Um sábado em grande!!!

Vai ser um sábado em que terei de me desdobrar... são duas actividades diferentes mas de qualidade:

- uma, às 21,30 horas, desenvolvida por Movimentum - Arte e Cultura (vide Blogando http://movimentum-blogando.blogspot.com/), uma homenagem a Adriano Correia de Oliveira, na Cripta da Igreja de Gueifães, em Gueifães - Maia);

- outra, às 18 horas, a cargo do Núcleo de Fotografia do Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, a III Exposição Colectiva de Fotografia, subordinada ao tema "41º N ~ 8º W ", com fotografias de Alberto Martins, Carla Carvalheira, Fernando Martins, Irene Leite, José Gomes, Luciana Santos, Milú Gomes, Manuel Correia e Zia Papacamayo.

Este é o convite para esta III Exposição:

(Clicar na imagem para a ampliar)

Ajudem-nos a divulgar estas duas actividades.

José Gomes

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

…Mas o que é preciso é criar desassossego.












"…Mas o que é preciso é criar desassossego.

Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado! E, quando isso acontecer comigo, eu até agradeço que os meus amigos me chamem à atenção e me critiquem. Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política.
E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de 'homenzinhos' e 'mulherzinhas'. Temos é que ser gente, pá!"

Zeca Afonso

Roubado - com toda a amizade - a Momentos e Documentos (http://momentosydocumentos.wordpress.com/)


Cantar Alentejano
(José Afonso)

Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizão a viu morrer

Ceifeiras na manhã fria
Flores na campa lhe vão pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que então brotou

Acalma o furor campina
Que o teu pranto não findou
Quem viu morrer Catarina
Não perdoa a quem matou

Aquela pomba tão branca
Todos a querem p'ra si
Ó Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti

Aquela andorinha negra
Bate as asas p'ra voar
Ó Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar




Para não esquecer:

"OS CANTOS DO ZECA"


Domingo, 18 de Novembro, 16 horas, no Fórum da Maia

Espectáculo, Exposição, Bancas, etc.

(participa e e ajuda a divulgar este evento)


José Gomes


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Os cantos do Zeca

Cliquem na imagem para a verem em tamanho real



"OS CANTOS DO ZECA"


18 de Novembro, Domingo, 16 horas, Fórum da Maia

Espectáculo, Exposição, Bancas, etc.

(participa e divulga o melhor possível)

Informações: ajanorte@gmail.com