quinta-feira, 31 de maio de 2007

Novo dia...


Um acordar sombrio...

Será prenúncio de tempestade?

Foi um acordar diferente, com qualquer coisa de estranho a pairar no ar. Um silêncio rasgado pelos sopros do vento, fustigado pela água da chuva... as árvores agitam as suas folhas verdes e as pessoas que passam por mim aconchegam mais a roupa...

"Agita-se a natureza, agita-se o meu coração"...

José Gomes

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Portugal, depois de Mário Lino




[Portugal_versao_lino_o.gif]

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"O que importa é transformar o mundo - A Blogosfera é o nosso meio!"
Momentos & Documentos [http://momentosydocumentos.wordpress.com/]


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Acabo de roubar esta imagem e o seu simbolismo ao amigo Ludovicus Rex (Momentos & Documentos).

Porque uma imagem vale mais que mil palavras deixo-vos com a tradução gráfica das palavras do sr. Mário Lino…

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Zeca Afonso em "O que faz falta"...
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José Gomes

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Vamos limpar o Rio Almorode





Limpar o Rio Almorode / Participação - Divulgação



A Junta de Freguesia de Vermoim (Maia), com o intuito de sensibilizar a população para a necessidade de preservar os cursos de água, vai realizar no próximo dia 7 de Junho (feriado), pelas 9h30 uma acção de limpeza das margens e do leito do Rio Almorode, apelando à participação popular e institucional de todos os que queiram empenhar-se activamente na defesa dos rios e ribeiros e dos eco-sistemas que lhe estão associados.


Tem-se verificado que a qualidade da água do Almorode tem vindo a recuperar paulatinamente, com o alargamento da cobertura da rede de saneamento básico. Porém, o seu leito e margens continuam sendo vítimas de agressões ambientais, uma boa parte delas originada pela falta de civismo e de educação de alguns, que continuam a encarar estes espaços públicos como se vazadouro privado de toda a sorte de lixos e entulhos. E isso tem que acabar.

Os rios e todos os cursos de água são essenciais à qualidade e sustentabilidade da vida.

Divulga e Participa! O Rio Almorode e a esta iniciativa podem ser melhor conhecidos e acompanhados em http://almorode.tumblr.com.

Caso possas e queiras divulgar esta iniciativa podes, também, fazer download e imprimir o cartaz A4 [PDF] aqui, caso em que ficar-te-íamos gratos.


Tudo sobre Vermoim (Maia) em www.jfvermoim.org


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O rio Almorode é um rio do concelho da Maia, um afluente do Rio Leça. Nasce na freguesia de S. Pedro de Avioso e no seu percurso, antes de desaguar no Rio Leça, na freguesia de Milheirós, passa por Santa Maria de Avioso, Gondim, Vermoim e Nogueira.

(in Wikipédia)

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Façamos dos rios deste país verdadeiros Rios de Vida, de margens verdes, de águas límpidas, verdadeira fonte de Saúde e de bem estar, senão para nós, para os nossos filhos!...

Ajudem a divulgar estas iniciativas.

José Gomes

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Momento, na voz de Pedro Abrunhosa, foi o tema que escolhi para ilustrar este blog.
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domingo, 13 de maio de 2007

Hipermercados abertos...

"Espelho meu, espelho meu..." - Milú Gomes 2007


Hipermercados abertos nas tardes de domingo e feriados
(Campanha para pedir ao Governo liberalização do horário de funcionamento)


A APED (Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição) voltou a pedir ao Governo que liberalize o horário de funcionamento dos hipermercados. (… a APED vai voltar a pressionar para que os hipermercados possam estar abertos aos domingos e aos feriados durante a tarde. (…) Além disso, será feito um abaixo assinado nas grandes superfícies e na Internet. Um apelo à mobilização dos consumidores nas próximas duas semanas. (…).


Fui duas vezes a dois hipermercados desta cidade e fui confrontado por uma funcionária que me pediu a minha opinião sobre a abertura dos hipermercados aos domingos e feriados à tarde. E pegou numa folha sarrabiscada com meia dúzia de assinaturas… face à minha pergunta "qual era a sua opinião sobre este horário e se isto iria melhorar a sua situação laboral", rapidamente recolheu o papel das assinaturas enquanto a sua cara ruborescia.

Hoje visitei outro hipermercados e quando pagava as compras, a funcionária perguntou-me a minha opinião sobre a abertura dos hipermercados aos domingos e feriados à tarde e estendeu-me a folha de papel com pouco mais de uma dúzia de assinaturas. Respondi da mesma forma da vez anterior... rapidamente recolheu a folha, agradecendo-me com um sorriso.

Desta vez pedi-lhe a folha dos clientes que estão contra esta iniciativa das empresas que gerem estas mercearias em tamanho ultra. Espanto dos espantos… só havia uma folha! Precisamente aquela com os clientes que querem os hipermercados abertos ao domingo e feriados!!!

Já sei, amanhã o Zé povinho vai ser bombardeado com a seguinte notícia: "no inquérito que decorreu nestas últimas semanas, os clientes mostraram a sua satisfação ao aderirem esmagadoramente à campanha para a abertura dos hiper aos domingos e feriados à tarde".

Senhores da APED, deixem os clientes expressarem, realmente, a sua vontade! Mostrem, também, quem não compactua com esta nova forma de escravidão! Deixem que os clientes que não concordam com a vossa intenção expressar o seu voto NÃO.

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"O que faz falta" - Zeca Afonso
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domingo, 6 de maio de 2007

Castro Alves - O laço de fita

"Espelhados" - Ribeira - Porto (José Gomes, 5 Maio 07)



O Laço de Fita

Não sabes, criança? ´stou louco de amores...

Prendi meus afectos, formosa Pepita.

Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!

Não rias, prendi-me

Num laço de fita.

Na selva sombria de tuas madeixas,

Nos negros cabelos da moça bonita,

Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,

Formoso enroscava-se

O laço de fita.

Meu ser, que voava nas luzes da festa,

Qual pássaro bravo, que os ares agita,

Eu vi de repente cativo, submisso

Rolar prisioneiro

Num laço de fita.

E agora enleada na ténue cadeia

Debalde minh'alma se embate, se irrita...

O braço, que rompe cadeias de ferro,

Não quebra teus elos,

Ó laço de fita!

Meu Deus! As falenas têm asas de opala,

Os astros se libram na plaga infinita.

Os anjos repousam nas penas brilhantes...

Mas tu... tens por asas

Um laço de fita.

Há pouco voavas na célere valsa,

Na valsa que anseia, que estua e palpita.

Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...

Beijava-te apenas...

Teu laço de fita.

Mas ai! findo o baile, despindo os adornos

N'alcova onde a vela ciosa... crepita,

Talvez da cadeia libertes as tranças

Mas eu... fico preso

No laço de fita.

Pois bem!... Quando um dia na sombra do vale

Abrirem-me a cova... formosa Pepital

Ao menos arranca meus louros da fronte,

E dá-me por c'roa...

Teu laço de fita.

Castro Alves

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Castro Alves nasceu em 14 de Março de 1847, na vila de Curralinho, no Brasil.

Começou a estudar Direito em 1864 na cidade do Recife acabando por concluir o curso, em S. Paulo, em 1868. Foi considerado um mau estudante mas muito bom poeta.

Em 1862 escreveu o poema "A Destruição de Jerusalém", em 1863 "Pesadelo", "Meu Segredo", já inspirado pela actriz Eugénia Câmara, "Cansaço", "Noite de Amor", "A Canção do Africano" e outros.

"A poesia", dizia, "é um sacerdócioseu Deus, o belo — seu tributário, o Poeta." O Poeta derramando sempre uma lágrima sobre as dores do mundo. "É que", acrescentava, "para chorar as dores pequenas, Deus criou a afeição, para chorar a humanidade — a poesia."

A partir de 1864 apaixonou-se pelas grandes causas da liberdade e da justiça — as lutas da Independência na Baia, a insurreição dos negros de Palmares, o papel civilizador da imprensa e a campanha contra a escravidão. Começou a escrever sobre o sofrimento dos negros escravos (O Navio Negreiro) e o martírio de todo um continente (Vozes d'África).

Em S. Paulo, nos fins de 1868, feriu-se num pé com um tiro acidental numa caçada, do que resultou uma longa enfermidade, que levou o poeta a ter que se submeter a várias intervenções cirúrgicas, acabando por ter que amputar o pé.

A sua saúde foi-se degradando, conduzindo-o a uma tuberculose pulmonar que o viria a vitimar em 1871.

(Era este o trabalho que tinha preparado para a Noite de Poesia de Vermoim. Mas – será da idade?!!! – por qualquer carga de água deixei-o em casa. As minhas desculpas a Castro Alves e a todos aqueles que poderiam ter descoberto mais cedo este poeta brasileiro do século XIX).

José Gomes


quarta-feira, 2 de maio de 2007

Homenagem a Adriano Correia de Oliveira, no 65º aniversário do seu nascimento




Programa Comemorativo do 65º Aniversário
do Nascimento de Adriano Correia de Oliveira



5 de Maio 2007

15,30 horas

Auditório Municipal de Gaia




Actuação
:
    • Uxia
    • Zeca Medeiros
    • Brigada Vítor Jara
    • Balada de Outono
    • Grupo Coral dos Professores
      e Educadores de V. N. Gaia
    • Coro da Justiça
    • Orfeão de Oliveira do Douro

Comissão Organizadora:
  • Centro Artístico, Cultural e Desportivo Adriano Correia de Oliveira
  • ACMA
  • A.R. Restauradores Avintenses
  • Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
  • C. Concelhia do PCP de V. N. Gaia
  • Onda Verde
  • União Académica de Avintes
  • UPP - Universidade Popular do Porto
Apoios:
  • Plebus Avintenses
  • Câmara Municipal de V. N. Gaia

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Agradeço a divulgação deste evento e, se possível, a vossa presença no próximo sábado, pelas 15,30 horas, no Auditório Municipal de Gaia.

Para qualquer informação:

centroadrianocorreiaoliveira@gmail.com


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Como fundo musical "Trova do Vento que Passa" - Adriano Correia de Oliveira Quem quiser acompanhar é só seguir a letra...


Trova do Vento Que Passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
Há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.



Poema (excerto): Manuel Alegre
Música: António Portugal

Intérprete: Adriano Correia de Oliveira – 1994