quinta-feira, 26 de abril de 2007

1º de Maio em Liberdade (1 Maio 1974)


(…)

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meu amigos isto vai.

José Carlos Ary dos Santos


O primeiro 1º de Maio celebrado em Portugal depois do 25 de Abril foi a maior manifestação alguma vez organizada no país. Para muitos, foi a forma dos portugueses demonstrarem a sua adesão ao 25 de Abril, que uma semana antes restituira ao país a democracia.

33 anos depois desta data, façamos do 1º de Maio uma grandiosa demonstração de força e de unidade.

José Gomes

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"Cantar Alentejano" - José Afonso
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14 comentários:

  1. Um @braço fraterno amigão e companheiro.

    Zecatelhado

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  2. E eu estava lá...serei um pontinho preto nessa foto. Que dia!!!!
    E estarei lá, de novo, passados que são os 33 anos.
    Beijo

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  3. Eu estive lá também às cavalitas do meu pai:)
    Depois os partidos tomaram conta do que devia ser apartidário.
    Beijos

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  4. Maio terá de ser sempre uma arma. A arma da LIBERDADE que Abril fez renascer 48 anos depois.Lutemos, divulguemos...hoje...sempre.
    Beijos

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  5. José Gomes

    gostava de dizer que estive aí também, mas não foi no Porto o meu 1º de Maio, ainda muni adolescente teimosa, com a mania que a revolução era a palavra de ordem, passeia com os meus país em Lisboa, conjuntamente com um mar de gente

    em casa sempre vivi com meias palavras, o meu pai era perseguído, era do Entroncamento e penso que isto diz muito, apesar da revolução ser pelo País todo, assim como o mau estar que se fazia sentir. foi depois que vi as estantes do meu pai se rechearem de livros, e os discos de vinil até então escondidos, estarem à nossa disposição, lembro-me que muitos os escutava ás escondidas, assim como li muitos dos livros ainda hoje no mesmo lugar que o meu pai os colocou.

    mas o post é sobre o 1º de maio, o 1ºo de maio que se festejou depois da revolução dos cravos

    o que nos deixas é tocante, é sentido, é lembrar o que não deve ser esquecido, o renascer de um novo Portugal. como Ary "diz" é fazer de Maio a nossa lança

    assim como foi a forma dos portugueses demonstrarem a sua adesão ao 25 de Abril, que uma semana antes restituía ao país a democracia.

    a poesia que canta a liberdade, já a conhece bem e não resisti em colocar o poema todo de Ary que referencias:

    O Futuro

    Isto vai meus amigos isto vai
    um passo atrás são sempre dois em frente
    e um povo verdadeiro não se trai
    não quer gente mais gente que outra gente

    Isto vai meus amigos isto vai
    o que é preciso é ter sempre presente
    que o presente é um tempo que se vai
    e o futuro é o tempo resistente

    Depois da tempestade há a bonança
    que é verde como a cor que tem a esperança
    quando a água de Abril sobre nós cai.

    O que é preciso é termos confiança
    se fizermos de maio a nossa lança
    isto vai meus amigos isto vai.

    José Carlos Ary dos Santos

    um abraço e um cravo vermelho

    lena

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  6. O povo é quem mais ordena...
    Um abraço

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  7. de cor, de palavras e de sonhos se faz a vida. Colhe lírios, abraça borboletas, respira Maio e degusta a liberdade.


    S._________________________







    Beijinhos embrulhados em abraços

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  8. "O que é preciso é termos confiança
    se fizermos de Maio a nossa lança
    isto vai meu amigos isto vai."

    De Maio e de todos os dias!

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  9. João Galamba2/5/07 00:04

    Viva Maio dos trabalhadores, da luta, da amizade! Viva Maio, "a nossa lança" de um futuro melhor.

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  10. Quero agradecer a todos aqueles que, comentando ou simplesmente visitando o blogue, quiseram comungar comigo mais este Maio de Liberdade e de Luta.
    --Para ti, amigo "Zecatelhado" aquele abraço de sempre, irmanado no Maio que se reflectiu Abril (a propósito, o link que enviaste para a "La vem a Nau Catrineta" não abre...
    --"Lua dos Açores" como sabe bem recordar aquele Maio que foi uma maré de gente alegre, solidária e presente. Pena é que 33 anos depois essa avalanche não se volte a repetir... mas mesmo aqueles que ontem sairam às ruas, apesar da chuva e do frio, vieram lembrar que
    "que o presente é um tempo que se vai e o futuro é o tempo resistente".

    --"Wind" ainda bem que recordas esse Maio que tu viveste às cavalitas do teu pai. Mas o Maio, amiga, é tempo de luta e de resistência. É tempo de unidade e perseverança. É tempo de olhar que é que está com os trabalhadores e que os defende e comanda nas suas lutas...

    --"Bom dia Isabel", claro que Maio é uma arma que temos que conservar sempre nas nossas mãos e nos nossos corações. Lembrar que Abril nos trouxe Maio, tempo resistente, tempo de luta, é tempo de termos confiança e se fizermos de Maio a nossa lança, ai isto vai, minha amiga, isto vai!

    --"Lena", o teu comentário mexeu comigo, não só pelas tuas palavras mas, também, pelo poema do Ary. Todos nós fomos um pouco os idealistas do nosso tempo, transportando connosco os estereótipos da altura, com barbas, cabelos à boina Che, de peito aberto nas lutas e punho bem erguido. Tu tiveste sorte o teu pai como exemplo de luta e de resistência. E Maio, é honrar a memória de todos aqueles que lutaram para que este dia fosse nosso e que, em conjunto, podermos lutar contra o desemprego e a exploração, reclamar por melhores salários, melhor condições de Saúde e de Ensino, por um governo que olhe, uma vez por todas, pelos mais desprotegidos, pelos idosos e pela precariedade de emprego.

    --"Ludovicus Rex" tu estás sempre presente, sempre na primeira fila das nossas lutas.

    --"Sonhadora" a VIDA é feita das cores dos nossos ideais, das palavras com que tentamos transmitir os nossos sonhos, de sonhar Abril num Maio vermelho! E damos largas ao mundo que nos rodeia, às orquídeas, aos lírios, aos cravos vermelhos e cheirosos, ao céu muito azul, às borboletas com a alegria das suas cores, à passarada que no seu chilrear nos transporta a um mundo novo... é o Maio, num Tempo Novo!

    --"Foryou", o que é preciso é ACREDITAR que ainda poderemos construir aquele mundo que idealizamos ONTEM!

    --"João G." procuremos não esquecer durante os outros meses do ano, que Abril nos libertou e Maio é um tempo de Luta e de esperança.


    José Gomes

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  11. Anónimo2/5/07 20:16

    Quando entrei no seu blog e ouvi esta canção fiquei emocionada, pela voz deste cantor imortal e pela letra desta canção, eu tinha 10 anos quando se deu o 25 de abril, mas posso dizer que vivi na pele a ditadura, poderei partilhar consigo e com os seus amigos se assim o desejarem, é só pedirem...é uma história simples mas tristemente vivida...

    Fátima - Santarém

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  12. Anónimo4/5/07 20:58

    Então vou contar um pouco da minha história:uma menina oriunda de uma familia pobre, que vivia da agricultura andava na escola primária. Levantava cedo e lá ía ela com a pasta às costas e o saquinho do almoço na mão percorrer 3 km a pé.Na escola só brincava com os da sua classe social, porque as outras meninas não gostavam de pobres.Essa menina não tinha bonecas para levar para a escola, não tinha roupas bonitas,e também não era muito bonita e ainda por cima gorduxa.
    Tinha tudo contra ela, mas o pior era a professora também não gostar de pobres.Então todos os dias a professora lhe ía ver os trabalhos de casa para ver se estava bem. A menina só fazia o que sabia, que era as cópias e as redacções, as contas não lhe tocava porque não sabia, e os pais também não, para lhe ensinar.Então o seu inicio de aula era as reguadas por não ter feito as contas e depois ía para o quadro fazê-las. Se a menina não as fez porque não sabia, ía para o quadro fazê-las no fim de 20 reguadas???? A menia tremia, chorava, e soluçava, e a professora a gritar" 3 + 2 quanto é sua ranhosa?" e a menina olhava para o quadro e chorava, e as meninas kekes tinham um sorriso estampado no rosto porque sabiam e eram muito manientas.
    Depois era reguada, era cana da índia na cabeça e puxões de cabelo.
    Até que me recusava a falar e no fim de tanto apanhar lá ía para o meu lugar. Isto antes de se dar o 25 de Abril.
    Deu-se o 25 de Abril e saíu logo a lei, ou dec-lei, ou sei lá o que foi, que as professoras não podiam bater nos alunos.
    Fiquei muito feliz, fiquei com a mesma professora, mas perdi o medo dela, e então deu-se um milagre, que foi a Fátima ir para o quadro de honra da escola como a melhor aluna da sala.

    Por isso conto sempre isto, acho que o 25 de Abril foi a revolução dos cravos, mas também foi o despertar para a igualdade em determinadas circnstâncias.

    Hoje sou licenciada em Gestão de Empresas com especialização em Gestão Financeira. Quem diria????

    Para quem não sabia fazer contas...


    Fátima - Santarém

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