segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Memórias de um dia em Nottingham...

Coricopat (Philip Comley), Milú, Mistoffellees de Lisboa (Jean-Claude Pelletier), Grizabella (Dianne Pilkington), eu... no bar do Crown Plaza Hotel em Nottingham onde Philip nos levou.

Foi um fim de semana de sonho que nos foi oferecido com todo o carinho pala Zia, no meu aniversário e da Milú que, por acaso, quase coincide com o meu. Foi giro senti-la tão feliz, mesmo sabendo que iria ter que assistir ao mesmo espectáculo duas vezes de tarde e à noite... foi um fim de semana que nos levou, mais uma vez, ao musical Cats... com todo o encanto deste espectáculo.

As fotografias que se fizeram, a descoberta do centro da cidade durante vários espaços de tempo distintos, as pessoas vestidas (ou despidas?!!!!) principalmente à noite com minis, mas muito minis!!!, blusas que mais destapavam que tapavam as formas generosas das jovens e menos jovens mulheres de Nottingham, enquanto nós nos enrolávamos nos nossos agasalhos, luvas e gorro incluídos, para fazer frente ao gélido ar desta cidade! Qual seria o segredo daquela gente que enfrentava o rigor invernoso quase sem roupa?!!! Cerveja, o gritar, a música alta dos bares?...

Mas o ponto alto do sábado passado foi o espectáculo Cats! Nas duas sessões que assistimos a grande sala de espectáculos estava cheia... De tarde, as crianças passeavam-se, embebecidas, com as suas caras pintadas com as caracterizações dos vários felinos que fazem parte do elenco.

Por minha parte procurei "ver" o musical por outros prismas: não tanto o seu todo, mas mais as expressões faciais dos vários actores, os pormenores do suor que caía para o chão, os saltos acrobáticos deles; "joguei" com eles em palco as várias posições faciais dos gatos, desde o franzir do nariz, o abanar a cabeça ora de um lado, ora de outro, a língua de fora e o arfar característico deles; até o miar, algumas vezes mais alto que os próprios actores!!!...

Seguir e viver o drama interpretado pela gata Grizabella que foi abandonada pela tribo Jelical devido à sua conduta "social" até esta ser aceite, de novo, pelos seus irmãos e ascender ao céu Jelical, numa manifesta relação com a história sagrada dos egípcios... aiiii!!!! e deixar-me levar pelo Memory interpretado - e de que maneira! - pela velha gata!


A interacção dos gatos com o público foi diferente da que assisti em Lisboa. Aqui o teatro não tinha as condições do Coliseu de Lisboa nem o público foi tão caloroso e esfuziante como o português.

A Zia essa adorou não só os espectáculos como, graças ao trabalho desenvolvido, posou com alguns intérpretes do musical (a propósito, aconselho a ler a reportagem "Cats, o musical - Coliseu dos Recreios" que desenvolveu no seu blog
http://aishitenight.blogs.sapo.pt/ desde o dia 7 de Outubro 06 até 11 Fevereiro 07 e o seu sítio http://www.kiquezas.net/).

Depois do último espectáculo fomos até um bar próximo, na companhia do actor que interpretou Coricopat, Philip Comley: sorridente, bom conversador, sempre pronto a responder às mais variadas perguntas que lhe fizemos. Soube bem ouvi-lo falar da cidade do Porto, do carinho que recebeu destas boas gentes e da hospitalidade que só o povo do norte sabe dar... e que pensava muito em breve voltar ao Porto, não como actor, mas para gozar um período de férias.


Ao aperceber-se da minha admiração pelo trabalho de Grizabella, ei-lo a chamar a actriz (Dianne Pilkington) que desempenhou este papel e que nos felicitou (a mim e à Milú) pelo nosso aniversário e se prontificou a fazer umas fotos connosco... A ela se juntou o namorado, Jean-Claude Pelletier que por acaso foi o Mr. Mistoffelees do último espectáculo do Cats em Lisboa.



JC, Dianne, Milú e eu...no bar do Crown Plaza Hotel.


No dia anterior, a convite do actor Philip Comley, entre os dois espectáculos do dia de Sábado, a Zia foi encontrar-se com Coricopat que se mostrou, como sempre, deveras atencioso, simpático e conversador. Zia encontrou-o ainda com a maquilhagem do espectáculo da tarde, a qual ia retocar para a noite. No meio da conversa toda ainda arranjaram uns minutos para tratarem de pormenores do trabalho que estão a desenvolver juntos...

O actor Philip Comley que dá "vida" a Coricopat, caracterizando a sua personagem


Foi um fim de semana diferente... conhecer a terra do lendário Robin Hood, o castelo de Nottingham, uma cidade curiosa, casas com uma arquitectura muito peculiar e um frio que só incomodava os estrangeiros... bebi cerveja! Será este o segredo dos acalorados cidadãos que por nós passavam em magotes bem alegres?!!!!

José Gomes

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Até sempre, Castro Reis!

Castro Reis lendo um poema do seu livro “Etéreas Sinfonias de Natal”
(Noites de Poesia em Vermoim – 5 Julho 2003)



Castro Reis (José de Castro Reis) nasceu na freguesia de Miragaia, cidade do Porto, em 28 de Março de 1918.

Foi poeta, escritor, jornalista, ensaísta, galardoado em vários certames literários nacionais e internacionais, entre outros com o Prémio de Poesia “Laurel de Ouro”, o Prémio de Poesia “Coroa de Ouro” e a Medalha de Prata e Diploma Honorífico de Homem de Valor e Mérito este último atribuído pela Academia Francesa de Artes, Ciências e Letras.

Foi membro da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, da Associação de Escritores de Gaia, da Academia Internacional de Letras, Ciências e Artes de Nápoles (Itália) e a Academia Francesa de Artes, Ciências e Letras.

Foi director do Grupo de Estudos Brasileiros do Porto onde contribuiu para o relacionamento e intercâmbio da cultura Luso-Brasileira.

Nestes últimos anos dedicou-se, como escritor e animador cultural, à promoção e divulgação da cidade do Porto e ao culto da poesia junto das Escolas e associações recreativas e culturais.

Dentro das suas obras publicadas destaco: “Amor e Cruz” (poemas – 1960); “Cântico Liberto” (poemas – 1978); “O Grito das Fragas (Poemas – 1983); “Esta Cidade que Eu Amo” (Poemas – 1985); “Bodas da Primavera par a Paz” (Poemas – 1989) e “Etéreas Sinfonias de Natal” (Poemas – 1997).

Castro Reis partiu no fim da tarde do dia 9 de Fevereiro, deixando um vazio no coração dos Amantes da Poesia.

A Castro Reis, do seu livro “Etéreas Sinfonias de Natal”, deixo – numa forma de homenagem – o soneto



O Inverno da Vida

É por dentro de mim que peregrino,
Nesta hora de angústia e de amargor!...
Pois já venho sofrendo. De menino,
Maus Invernos, de morte e de rigor!

Deus quer que eu cumpra assim o meu destino
De Poeta e Mendigo do Amor!...
Quem nasceu para os rumos do Divino,
Terá que ser eterno sofredor!

Depois de tanto Inverno e tempestade,
Do que fui, vejo assim tombar a árvore,
Só me restando a compaixão de Deus!

Quando chegr a hora do meu fim,
Não importa se lembrem mais de mim,

- Mas não deixem morrer os versos meus!


Castro Reis




Não deixem morrer os versos de José de Castro Reis!


José Gomes

12 Fev. 07




quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Natália Correia e os fundamentalismos

(Cartoon de António)


Quero agradecer ao G.M. o email que me enviou. A partir dele fiz esta "coisa"... Um abraço.


Para reflectir…

Nunca um coxo treinou atletas para a maratona nem um mudo deu aulas de dicção.

Só os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e a sexualidade!

Dá que pensar...

(Natália Correia - 3 de Abril de 1982)

«O acto sexual é para ter filhos» - disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado num debate sobre a legalização do aborto.

A resposta de Natália Correia, em poema - publicado depois pelo Diário de Lisboa em 5 de Abril desse ano - fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção, tendo os trabalhos parlamentares sido interrompidos por isso:

Já que o coito - diz Morgado –

tem como fim cristalino,

preciso e imaculado

fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão

sexual petisco manduca,

temos na procriação

prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,

lógica é a conclusão

de que o viril instrumento

só usou - parca ração! –

uma vez. E se a função

faz o órgão - diz o ditado –

consumada essa excepção,

ficou capado o Morgado.



(Natália Correia - Abril /1982)


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Nem a propósito! Deixo-vos com a "Valsa da Burguesia" na voz de José Barato Moura, recordando aquele tempo que lutavamos para construir um Futuro melhor... e deu no que deu!
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JG



sábado, 3 de fevereiro de 2007

2º FESTIVAL GASTRONÓMICO DE VERMOIM


Fomos ontem jantar ao espaço onde decorre o Festival Gastronómico de Vermoim.

Petiscámos de várias barraquinhas e comemos em mesas corridas, convivendo com outros comensais que tal como nós, tinham sido atraídos pelas iguarias.


Neste dia esquecemos o colesterol, os triglicerídeos e outras doenças que tais...


Não resistimos às doçarias que por lá apareceram... o que vale é que este Festival é anual!


A Oficina de Teatro de Vermoim representou uma peça de teatro intitulada "O Porco". Inseri a peça na categoria do "Non Sense", com gags interessantes e música que me fez recuar à minha juventude.

Melhor que as palavras vejam o vídeo acima.

E o Festival continua até ao dia 4. Apareçam e petisquem por lá.


JG