sábado, 16 de dezembro de 2006

BOM NATAL...




Natal Branco
White Christmas
(música de Irving Berlin)

Lá, onde a neve cai
Sinos festejam a noite de Natal
Os pinheiros brancos de neve
São como torres de uma catedral

Lá, onde a neve cai sempre
Por sobre a lua tropical
O Natal é sempre oração
Oração de paz universal


DEJO A TODOS VÓS
(e também à vossa família)
UM FELIZ NATAL
E UM ANO NOVO
REPLETO DE PAZ E AMOR!

José Gomes
16 Dez. 06

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Aqui planeta Terra...


E agora?!!! Que é que eu faço?



É um facto que o planeta Terra está em mau estado.
É um facto que o ser humano, predador por instinto e mameira de ser, adquiriu poderes tecnológicos que não consegue controlar (e nem está interessado, pois isso tirar-lhe-ia a sua força e a sua superioridade diante de uma Natureza, que mesmo doente, ainda o domina) e que faz correr o sério risco de se destruir não só a si, como espécie, mas também destruir o próprio planeta.

(
Reflexão à volta de um arrastão afundado nas águas sujas do Tejo...)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Grito de dor pelo Rio Leça...


O Rio Leça


O Rio Leça nasce no lugar de Redundo, freguesia de S. Salvador do Monte Córdova, em Santo Tirso, a uma altitude de 463 metros.


Lugar de Redundo

Próximo da nascente ficam as "Quedas de Fervença". Um lugar que eu conheci já com os meus 12/13 anos, um acidente natural e que na altura era de uma beleza deslumbrante, bucólica, com uma paisagem e uma mancha rara de florestação.



Quedas de Fervença


O Rio Leça passa pela Maia no seu curso inferior e pelo concelho de Matosinhos e vai desaguar no mar, no Porto Artificial de Leixões, depois de um percurso de 47 km.

Apesar de ser um rio pequeno, marcou todas estas terras, pela fertilidade agrícola que lhes proporcionou. Ao longo das suas margens estende-se um património rural, com predominância para os seus moinhos (construídos a maior parte deles durante os séculos XVIII e XIX), as suas pontes, e as suas noras.

As águas dos ribeiros e das chuvas escorrem para o Leça, levando consigo (ou despejando directamente neste) os resíduos de toda a actividade industrial desde a nascente até à foz, que polui as suas margens e as suas águas.

O Rio Leça desagua no Oceano Atlântico, em Matosinhos.

O seu estuário foi substituído pelo Porto de Leixões tendo-se sacrificado, em nome da civilização e do comércio, os dois braços do rio: o Rio Salgado, do lado de Matosinhos e o Rio Doce, do lado de Leça da Palmeira.


A sua praia fluvial foi um lugar bucólico de outros tempos, cantado por poetas:

“Ó Rio Doce! Túnel de água e arvoredo!”.
Por onde Anto vogava em vagão dum bote...
E, ao Sol do meio dia, os banhos em pelote
Quando íamos nadar, à Ponte de Tavares.“
[1]


Grito de dor...

Que saudades e que raiva sinto deste Rio que já foi Vida e que teve os seus sonhos; que teve peixes variados e gostosos e que apesar dos projectos elaborados, das promessas feitas já não sei bem há quantos anos, continua morto, transformado num esgoto...

Por isso sinto que é meu dever e minha obrigação dar voz ao Rio Leça...

Hoje — porque negro, sujo, triste e sem Vida!

Hoje e sempre — porque pede, assim como milhares de peixes que morreram envenenados nas suas águas, uma nova oportunidade de Vida!

Hoje e sempre — escrever sobre o Rio Leça é dar voz a um Rio de Vida que já deu pão a gerações inteiras!


Até quando?...

Já não há eleições que lhe valha, nem força política que tenha FORÇA suficiente para lhe dar o lugar que já foi seu, meio século atrás.

É preciso, é urgente passar-se do papel e criar as condições necessária para que sejam cumpridas as leis deste país, tornando-o de novo, num verdadeiro Rio de Vida, de margens verdes, de águas límpidas, verdadeira fonte de Saúde e de bem estar, senão para nós, para os nossos filhos!...


Imagens do Rio Leça, por trás da Escola E B 2,3 de Gueifães, Maia, colhidas em finais de Novembro de 2006.

Imagens sem comentários... dirigidas à consciência de quem de direito!










4 Dezembro 2006
José Gomes



[1] “Só” – António Nobre

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"Povo que lavas no rio"

Canta Dulce Pontes
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