terça-feira, 2 de maio de 2006

Vasco Gonçalves - o general do povo

Vasco Gonçalves


O General Vasco Gonçalves nasceu a 3 de Maio de 1921, em Lisboa, e faleceu no Algarve, a 11 de Junho de 2005.
Foi um dos elementos do Movimento dos Capitães desde a reunião da Comissão Coordenadora que se efectuou na Costa da Caparica. Integrou a Comissão de Redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas e foi o elemento de ligação com o General Costa Gomes.
Foi membro da Comissão Coordenadora do MFA e mais tarde primeiro-ministro dos II, III, IV e V governos provisórios.
Durante o seu governo iniciou-se a reforma agrária, criaram-se as condições para as nacionalizações dos principais meios de produção privados (bancos, seguros, transportes públicos…), foi estabelecido o salário mínimo, o subsídio de férias e o subsídio de Natal.

Vasco Gonçalves tinha 52 anos quando a Revolução aconteceu. Por ela havia esperado e para ela se havia preparado. Foi a maior alegria da sua vida «participar no 25 de Abril e viver aqueles momentos como primeiro-ministro» - disse.

(…)

Mas a História não se desenvolve às avessas, como se o passado pudesse ser determinado a partir do futuro. A inviabilidade da Revolução Portuguesa numa Europa da qual a URSS desapareceu não pode servir de justificação política à contra-revolução.

Para quantos se situam na perspectiva de Vasco Gonçalves — entre eles me incluo — a Revolução Portuguesa foi uma revolução assassinada. Assim a devemos tentar compreender, contemplada deste início do século XXI, quando alguns dos principais responsáveis civis pela contra-revolução, pequenos políticos caricaturais, se pavoneiam pelo mundo mascarados de campeões da democracia.

No inverno da vida, Vasco Gonçalves está consciente de que «as maiores conquistas que o povo português alcançou ao longo dos seus oito séculos de história, se verificaram em 74-75 e nelas desempenharam um papel fundamental os militares do MFA».

O projecto revolucionário, como o concebera, não se concretizou. Mas não há calúnia nem agressão à história que possa apagar o significado da participação decisiva na Revolução de Vasco Gonçalves, cidadão, soldado e patriota. Ele foi com Álvaro Cunhal um dos grandes portugueses do século XX.”

(última parte do artigo “Vasco Gonçalves – O general do povo que fez história”, autoria de Miguel Urbano Rodrigues, sobre o livro “Vasco Gonçalves – Um General na revolução”, entrevista de Maria Manuela Cruzeiro).

Deste modo saudo esse grande Homem que um dia acreditou na aliança POVO-MFA e na construção de um País onde não houvesse opressores nem oprimidos, nem exploradores nem explorados, onde houvesse para todos Saúde, Paz, Habitação, Pão e Emprego...


Eu te saudo, Companheiro Vasco.



José Gomes


---------------------------------
"Companheiro Vasco"
Cantam: - Carlos A. Monis e Maria do Amparo
-----------------------------------

9 comentários:

  1. Obrigada meu amigo por me dares a ouvir de novo esta canção histórica, que me lembra os dias em que era proibido dormir... porque o sono andava ausente.
    Era a Revolução !
    Quem pode esquecer ?
    Honra aos homens do 25 de Abril e a este HOMEM que personificou todos os nossos sonhos de Homens Livres !

    ResponderEliminar
  2. Subscrevo integralmente este texto.

    Um abraço estimado Companheiro Zé.

    ResponderEliminar
  3. Olá Zé!
    Gostei muito do que li aqui.
    O tempo de Vasco Gonçalves, foi breve como homem de estado, mas deu ao Povo Português o poder de compra que não tinha tido nem nunca mais teve.
    E realmente devemos-lhe muito do que foi conseguido e ainda não acabou de todo. E é bom que se não esqueça!

    Um beijo
    e obrigada
    Maria Mamede

    ResponderEliminar
  4. Zé, foi o mmelhor que consegui. Por mais voltas que dê, a imagem não fica bem à direita. Ainda vou estudar o assunto. ;)
    Vê se preferes assim ou como estava.
    Beijos

    ResponderEliminar
  5. ola, ze. vejo que andas numa campanha acirrada, rsss
    (nao leves a mal, estou a brincar)

    abraço da leonoreta

    ResponderEliminar
  6. Um patriota e um excelente homem e político.

    Um @bração do
    Zeca da Nau

    ResponderEliminar
  7. Quero agradecer os comentários deixados.
    Para a Leonoretta quero dizer que tentei neste mês recordar pessoas que fizeram ou sonharam Abril e que teimosamente querem fazer com que a memória se dilua no nevoeiro do tempo... até podes fazer uma experiência gira: pergunta aos teus alunos o que foi Abril...
    Para a Lique um muito obrigado por estares sempre disposta a acudir aos meus "incêndios".
    Para a Júlia, o Fernando e o Zeca foi bom ler os vossos comentários. Recordar é viver e continuar um sonho.

    Para todos aqueles que simplesmente me visitaram obrigado por terem entrado nesta "casa"...(aos que por email me disseram que este blog era mais interessante enquanto não o politizei - quero dizer que o próprio ar que respiro é uma forma de fazer política... e lembrar que "Chuviscos..." pretende ser um blog que espelhará o sentido, o estado de alma e as confusões do seu autor....

    ResponderEliminar
  8. ola ze.
    é sempre bonito recebermos um poema pelo aniversario. é lindo mas no entanto um pouco triste. mas gostei muito.
    abraço da leonoreta

    ResponderEliminar