domingo, 5 de março de 2006

Pedro Homem de Mello





Pedro Homem de Mello
6 Set. 1904—5 Março 1984


Últimas Vontades

Enterrem os meus ossos em Afife
No bravo jardim que me fez Homem
Pois quero ter (se os cardos também comem)
A sua fome por esquife

(Lápide que se encontra na parede do cemitério de Afife)


Em 5 de Março de 1984, há 22 anos, morreu Pedro Homem de Mello.

Escrever sobre o Poeta (que o foi desde criança), o Advogado (que não cheguei a conhecer), o Professor (que o foi na Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique, no Porto), o Investigador (que o foi na Etnografia e Folclore) é tarefa árdua e difícil.
Recordo-me de encontrar o Poeta em Afife, em amena cavaqueira à mesa do café ou dos nossos breves encontros no Porto... recordo-me, ainda, do seu porte altivo, aristocrata, testa alta, olhos tristes mas brilhantes, que davam vida ao seu rosto magro e esguio, tão bem apanhado no Retrato que lhe pintou o mestre Júlio Resende.
Foi um homem simples, sensível, cordato, um grande comunicador e animador cultural, um sonhador perdido nas vagas de um mundo que tanto o maltratou.
Encontrou a paz no sossego no “seu” cemitério de Afife, onde repousa em jazigo térreo.
Autor de várias obras e premiado em vários certames nacionais, deu-me o prazer desta entrevista. Mas não me respondeu à pergunta que lhe fiz "sobre e o porquê" da falta de dados dos dez últimos anos da sua vida...

Depois dos cumprimentos protocolares e de relembrar o passado em que nos conhecemos, atirei-lhe com a primeira pergunta:

- Diga-me, Professor, o Poeta nasceu em Setembro de 1904... – perguntei, inseguro.

- Bem! - sorriu, compreendendo a minha falta de jeito - “Nasci não sei quando, mas sei onde...” . Mas o poema “Berço” do livro “Estrela Morta” fala-te da minha pessoa:

Mansa criança brava,
Fui das mais,
Diferente.
Então, tristes, meus pais
Sentiram, certamente,
Em mim, como um castigo!

Noite e dia eu sonhava...
E era sempre comigo!

Depois, fugindo à gente
Eu procurava as flores,
Em todas encontrando
Jeito grácil e brando
De brinquedos e amores...

As violetas sombrias
Dos bosques de Cabanas
Essas, sim! Entendias
E julgava-as humanas!...

Este poema define o meu mundo - ao mesmo tempo imaginário e real - onde sempre me refugiei. Foi assim que desenvolvi o meu sentido musical, as ideias fixas, o meu gosto pela poesia, o meu desprezo e desinteresse por tudo aquilo que representasse lucro... O meu lema foi sempre «Pedi rosas, mas nunca pedi pão!». Dinheiro? Foi coisa que nunca tive!...

- Professor, antes desta entrevista procurei a sua biografia… - disse, cortando-lhe a palavra.

- Procuraste a minha biografia? Deixa-me cá pensar... no livro “Bodas Vermelhas” escrevi um poema – “Mater Dolorosa” – que traça uma grande parte do meu percurso nesta vida:

A Mãe do Poeta chora
E a sua canção inquieta

Parece pedir perdão
Aos homens sem coração
Por ter um filho Poeta...

Na praia, em pequeno, um dia
Meteu-se à onda bravia
Que, à das águas, trazia
Um peixe cor do luar...
Mas a onda fez-se mansa.
Teve dó dessa criança
Cujo crime era sonhar!

Certa noite, à sua porta,
Vieram cantar os Reis
- Ai! a de branco! a de branco!
Fulvo cabelo aos anéis...
Flor, entre os dedos, singela...
E ele, então, logo perdido,
Foi pela rua, atrás dela.
No rastro do seu vestido...

Aos vinte anos, cismador,
Esqueceu que havia as Sortes.
Magrinho, falho de cor...

Por isso, os mais, que eram fortes
(Os que tinham ido às Sortes!)
Lhe chamam desertor.

Em tardes de romaria,
Todo o mundo o viu bailar!
Quando o seu corpo bulia,
Subiam torres ao ar...
Por fim, calava-se a dança.
E ele, de novo, a criança,
Que a onda brava, depois mansa,
Recolhera no caminho...

Formou-se em Doutor de Leis.
Que pode a idade e os estudos?
Seus olhos ficaram mudos
À letra fria das leis.
Seus olhos só viam dança...
Se ainda era a mesma criança
Que ouvira cantar os Reis!

E a mãe do Poeta chora.
E a sua canção inquieta,
Perece pedir perdão
Aos homens sem coração
Por ter um filho Poeta...

- Interessante!… Mas Coimbra foi um marco na sua vida…

- Frequentei durante dois anos a Faculdade de Direito de Coimbra mas, devido ao meu porte altivo, um tanto aristocrata e por não ter qualquer apetência pela vida boémia coimbrã, fui logo apelidado de «Dom Pedro». E fui (ou melhor) criei todas as condições para ser posto à margem da maioria dos colegas do meu curso, tornando-me num verdadeiro solitário que vagueava pela noite fora...

Ó solidão! À noite, quando, estranho,
Vagueio sem destino, pelas ruas,
O mar todo é de pedra... E continuas.
A Lua, fria, pesa... e continuas.
(...)

Sabes, Zé Gomes, este é parte do poema “Solidão” que evoca esses tempos tristes... De Coimbra fui para Lisboa, onde concluí o curso. Três anos depois casei-me, aqui, no Porto. Continuei com a minha Poesia, a dar as minhas aulas a alunos interessados, a desenvolver o folclore, fui chamado para fazer um programa na televisão – e digo sem ponta de vaidade – que foi do agrado de muita gente.

- Conheceu muita gente importante nas letras, no teatro…

- Sim, conheci figuras importantes no campo das letras, do teatro, recebi prémios pelos meus escritos, conheci a diva do fado – a grande Amália - que cantou poemas meus...

- Sempre conheci a sua paixão por Afife, pelas pessoas do campo, pelo folclore…

- Isso seria um tema que dava pano para mangas! Consegui que o pessoal de Afife e lugares próximos se entusiasmassem com as suas raízes e tradições… Penso que deixei boa semente! Mas antes de te deixar vou recordar a lápide que deixei na entrada do cemitério de Afife:

Não choreis os mortos
Lembrai-vos dos enfermos, dos cativos, da multidão sem fim,
dos que são vivos, dos tristes que não podem esquecer!
E ao meditar então na Paz da morte,
vereis talvez como é grande a sorte daqueles que deixaram de sofrer.

- Deixe-nos, Professor, uma última palavra antes de regressar ao Paraíso dos Poetas….

- Deixa-me cá ver… Talvez a parte final do prefácio do livro “Desterrado”. Espero que com isto tenhas material suficiente para falares de mim à rapaziada de hoje e do amanhã:

“Com este «grito de alma» dou por terminado o prefácio presente. Serve ele de moldura ao «Desterrado», incurável adolescente que ainda não deixei de ser...
Assim, hoje como ontem, eu, pecador, me confesso (premiando-nos a saudade com a sua agradabilíssima ausência como diria Agostinho de Campos!):

- Católico, monárquico, romano,
Em todas as repúblicas do Mundo!”

Boa Noite, Zé Gomes, e até sempre!

- Boa Noite, Professor. Obrigado pelas suas palavras…

5 de Março de 2006
José Gomes


------------------------------------
Povo que lavas no rio
Poema: Pedro Homem de Mello
Interpretação: Amália Rodrigues
5’04’’
--------------------------------------------

34 comentários:

  1. Vo Miquinho5/3/06 01:26

    Eu já sabia como tu eras bom a construr textos. Interessante a ideia da entrevista ao «D.Pedro» de Miragaia.Obrigado por teres lembrado o poeta que tem sido tão esquecido, diria mesmo ostracizado.Bem hajas. Zé

    ResponderEliminar
  2. Espectacular post!:) Zé fazes falta para nos dares estes "ensinamentos" e entrevistas de cultura:-) beijos

    ResponderEliminar
  3. Não conheci pessoalmente esse grande Poeta, nem sei pormenores da sua Vida. Confesso que tomei contacto com a sua Poesia somente através das canções que ia ouvido. E pelo que ouvia presumi tratar-se de uma pessoa bastante sensível e atenta ao Povo que o rodeava.

    Muito bom este teu texto sobre o Poeta.

    Um Abraço.

    ResponderEliminar
  4. Olá Zeca!
    Amei!!!
    O nosso D.Pedro Poeta, segredou-te muitas coisas belas; umas que eu sabia e outras não, apesar de seres fértil "no enredo".
    Bom trabalho e um beijo.

    Maria Mamede

    ResponderEliminar
  5. todomundoeumpalco5/3/06 19:04

    CARO ZÉ:
    Obrigado pela tua «memória» do nosso Pedro.
    O Porto e o Norte estão em dívida para com ele e a sua obra.
    E não podias ter escolhido melhor o suporte musical.
    Um abraço. Força Amigo, é com estas atitudes que impões cada vez com mais força o teu blog.
    Fernando Peixoto

    ResponderEliminar
  6. Um dos Poetas que me marcou por todo o seu historial, pelo timbre da sua voz e pela forma como escrevia e lia Poesia...
    Ainda a "sinto" na minha cabeça e na minha memória...
    Um belo texto que me fez recordar momentos magnificos da minha infância e juventude, em que em certa casa de Lisboa o ouvi ler algumas vezes Poesia...

    "Noite. Fundura. A treva
    E mais doce talvez...
    E uma ânsia de nudez
    Sacode os filhos de Eva.

    Não a nudez apenas
    Dos corpos sofredores
    Mas a das almas plenas
    De indecisos amores.

    A voz do sangue grita
    E a das almas responde!
    Labareda infinita
    Que nas sombras se esconde.

    Mas quase sem ruído,
    Na carne ao abandono
    O hálito do sono
    Desce como um vestido..."

    Pedro Homem de Melo in "Poema"

    Um abraço ;)

    ResponderEliminar
  7. RosaTeixeiraBastos7/3/06 03:03

    Oh Zé, tu às vezes superas-te...
    Quem mais se haveria de lembrar de entrevistar almas do outro mundo?...
    Conseguidamente!

    O primeiro autógrafo que tive o atrevimento de pedir a alguém foi ao Dr Pedro Homem de Melo e diz assim:
    'Camélias... O perfume delas é, talvez, a cor...', seguido da sua assinatura, que guardo com carinho e saudade.

    Que bonito este teu trabalho, Zé!

    Um beijo,
    Ro

    ResponderEliminar
  8. k maravilhosa homenagem prestas aqui ao poeta e ao homem. Poeta de qualidade, com poemas maravilhosos mas esquecido. ostracizado como a maioria. lembro-me do comunicador etográfico na TV, sua altivez e sua inconfundível voz.
    boa semana Zé.
    bj de luz e paz

    ResponderEliminar
  9. Quero agradecer os vossos comentários e pedir desculpas por o blog, de repente, ter ficado sem som.
    São coisas que não entendo nem a Netcabo me dá explicações convincentes, sobre a minha página.
    Alice, se por acaso leres este comentário, não queres dar uma vista de olhos ao blog e veres qual é REALMENTE o problema?

    ResponderEliminar
  10. Parabéns Zé!
    O professor fez-te uma honra e tanto!!!!
    Qua gand'entrevista!!!!!!!!!!!!
    Beijos
    MM

    ResponderEliminar
  11. Zé:só agora vi os mails. Trabalho, trabalho... Estou no template e não vejo nada de mal. No entanto, vou mandar-te um mail. Já, já! :)
    Beijos

    ResponderEliminar
  12. Cada vez percebo menos disto...
    De repente ficou a tocar!
    Isto de informática tem mistérios...
    Boa semana.

    ResponderEliminar
  13. ola ze. haja quem se lembre das figuras que fizeram portugal. perabéns pelo post.
    abraço da leonoreta

    ResponderEliminar
  14. Interessantíssimo. Parabéns por teres conhecido tão ilustre poeta.

    Um @bração do
    Zecatelhado

    ResponderEliminar
  15. Encantada por conhecer este espaço, uma sugestão da amita. Abraço

    ResponderEliminar
  16. Quero agradecer em meu nome e em nome do Poeta a visita que fiseram a este blog. Homenagem simples a um Homem que teimam deixá-lo cair no esquecimento.
    Um agradecimento especial a Leonor, à Carla e ao Zeca.

    ResponderEliminar
  17. Curiosas coincidências: partindo da Maia, passando pelo saudoso Homem de Mello (que recordo na velha 'tasca' do Infante nas aulas que sempre se regiam ao ritmo de qualquer vira ou fandango), Rosália ali mesmo ao lado, não da Galiza Espanha, mas na praça que é da Galiza, Afife ou até mesmo os poemas escolhidoa do Gedeão...
    Sobram-me ainda as últimas palavras que ouvi do Poeta (Pedro é o meu nome / daí o rumo da minha sorte / Meu nome é Pedro /tem tantas letras aquele nome / como a palavra triste da Morte) na Boavista aquando ceiferam as últimas àrvores da avenida: 'morrem de pé, de olhos abertos, sem lhes valer a tempo algum poema.'
    A Primavera traz-lhes flores.
    Parabéns, meu caro; gostei de passar aqui. Volto.
    jorgesteves
    http://www.contextualidades.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  18. lembro, lembro-me perfeitamente dele.
    Obrigada a ti, também!

    Beijitos
    BShell

    ResponderEliminar
  19. Até que enfim eu encontro algo sobre Homem de Mello. Para mim, que sou do Minho mas sempre vivi no estrangeiro, seus poemas me trazem o som, o ritmo e as cores da minha terra. Ele cantou o verde dos pinheiros, a magica e volupia da dança, do vira, malhao e cana verde, que são a verdadeira musica Portuguesa, (não o fado).
    Injustiça tem sido feita, sem duvida. Se eu morrer aos cem anos quererei mesmo então ainda poder dizer:
    "Havemos de ir a Viana
    Ó meu amor de algum dia"

    Obrigado
    Tefilo Manuel Pimentel Cerqueira
    tcerqu@hotmail.com

    ResponderEliminar
  20. I have been looking for sites like this for a long time. Thank you!
    » » »

    ResponderEliminar
  21. Escrevo desde o Brasil e celebro a riqueza que significa poder compartilhar no mesmo idioma que o meu um olhar sobre o mundo por uma perspectiva de um lugar diferente, distante... Saudações

    ResponderEliminar
  22. rita homem de mello12/10/06 01:21

    José Gomes, acabei agora mesmo de ler a entrevista que fez o meu avô Pedro.qd comecei a passar os olhos nas respostas graciosas proferidas por ele imediatamente em mim vei-o ao de cima a saudade...feliz por ver que há quem não se esqueça do poeta que foi, do professor e do Homem, aqui fica o meu agradecimento por não deixar que vozes como dele sejam ainda mais esquecidas...Rita Homem de Mello

    ResponderEliminar
  23. Rita Homem de Mello12/10/06 01:45

    José Gomes, acabei de ler a entrevista que fez ao meu avô Pedro,há muitos anos atrás. Senti de imediato, ao passar os olhos pelas graciosas respostas proferidas por ele,imensa saudade...fico feliz ao ver que há quem recorde e não deixe esvanecer a Voz,o Professor, o Bailador,o Poeta e o Homem que ele foi!Aqui fica o meu agradecimento pelo seu nobre gesto ao sublinhar esta figura incontornável da história e dos costumes do Porto, Afife e tantas outras terras de Portugal.
    Rita Homem de Mello
    Rita Homem de Mello

    ResponderEliminar
  24. Rita Homem de Mello12/10/06 01:53

    José Gomes, acabei de ler a entrevista que fez ao meu avô Pedro há muitos anos atrás.Senti de imediato, ao passar os olhos pelas graciosas respostas proferidas por ele imensa saudade...Fico feliz ao ver que há qum recorde e não deixe esquecer a Voz, o Professor, o Bailador , o Poeta e o Homem que ele foi.Aqui fica o meu agradecimento pelo seu nobre gesto ao sublinhar esta figura incontornável da história e costumes do Porto, Afife e tantas outras terras de Portugal.

    ResponderEliminar
  25. Tive-o como professor de português no Infante, e não só, pois no ginásio também nos ensinou os primeiros passos do malhão.
    Tem que ser mais lembrado um homem que tanto fez pela língua pátria, pela poesia e pelo povo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Duarte, eu também estudei na Gomes Teixeira e no Infante D. Henrique entre 1959/62 e tenho a impressão que ele foi meu professor ou talvez o nome dele me esteja gravado na memória por apresentação de algum poeta com quem convivi na minha adolescência. Também eu já era poeta debutante e maquetista da Neolux, que ficava na rua da Torrinha e portanto, mesmo depois que saí do Infante não deixei de ter contato com as redondezas e o pessoal até emigrar para o Brasil com 18 anos. Agradeço se possível que me informe em que época o imortal Pedro Homem de Mello lecionou no Infante. eduardo.santos.martins@hotmail.com
      Abraços do Brasil, Eduardo Martins

      Eliminar
  26. A poesia de Pedro Homem de Mello tem de ser mais divulgada ao povo que ele como ninguém amou !
    Tenho a sorte de guardar num pequeno livro de poesias que em jóvem escrevi e lhe enviei por um seu aluno do Infante , para ele ver, uma honrosa anotação :"Li verdadeiramente impressionado este livro de um poeta puro"Ass.
    Pedro Homem de Mello.
    Saí de seguida do país, mas antes enviei para
    um concurso "Cantai as vossas terras " de um Jornal do Porto , duas quadras e tamb´também por sorte uma das minhas quadras ficou próxima de uma outra de Poeta que eu ouvia em programas de rádio . Nunga esqueci a quadra de Pedro Homem de Mello e que era assim :

    Afife tem cinco letras
    Pedro cinco letras tem
    Até o meu pobre nome
    Com Afife rima bém

    Por ironia do destino eu que tanto admirei o poeta não privei com o ele , vindo a saber que mais tarde,ele chegou a cantar ao desafio com o meu saudoso irmão Rogério na casa onde eu nasci. Convindo dizer que este meu irmão pertencia ao Rancho Folclórico de Zebreiros , em Gondomar .

    Modesto Melo Martins

    ResponderEliminar
  27. Sou um mero e comum membro do povo,logo me inclu-o na obra deste grnde poeta, que me transmitiu o sentido de prtença, através das suas narrativas e poemas na televisão de então.
    Vajei muita vez nas suas palavras, pelo País do interior, aprendendo muito sobre a nossa gente, nos seus hábitos e costumes, divulgando com a clareza que se impunha, não faltando a gravidade no tom da sua voz, no folclore e nos seus poemas
    O meu tributo ao Homem,ao poeta e a "Portugal" que tão mal trata o seu património.
    Bem hajam! Jrom

    ResponderEliminar
  28. Sou Vianense, sou de Afife e reconheço esse Poeta com homem de letra grande , esse poeta do Povo , de Afife que nasceu no Porto ! Lamento imenso que tivesse tido um final bastante infeliz depois de viuvo ... Hoje deveria ser mais recordado , merece mesmo!!!

    ResponderEliminar
  29. Olá a todos, o meu nome é Helena,o meu nome foi escolhido pela esposa do Poeta Pedro Homem de Mello. O filho Salvador, foi meu padrinho do baptismo em 1967. Sou filha do Jose Correia de Afife, enquanto pequena privei com eles.

    ResponderEliminar
  30. "Afife tem cinco letras,
    Pedro cinco letras tem",são os dois primeiros
    versos da quadra que me lembro de ver publicada num jornal do Porto para um concurso denominado "Cantai as vossas terras!"Como nunca esqueci esta quadra , durante muito tempo pensei que o puro e quase que diria injustiçado Poeta que foi Pedro Homem de Mello , era natural de Afife , terra que em verdade adoptou sem esque-
    cer a magia da cidade em que nasceu.
    E pensei sempre que o Poeta teria nascido no Minho! Sou de Gondomar e nasci, muito perto do Porto e invejo Afife porque conquistou a alma do Poeta português cuja pureza da poesia mais aromas tem do Minho !
    Sei, desde muito novo que houve Homens em Atães, um Lugar à beira do Rio Douro, pertencente à Freguesia de Jovim, Gondomar, e
    era uma família nobre e tão antiga que se dizia que
    "antes de no Porto haver cães já havia Homens em
    Atães". Julgo que Pedro Homem de Melo é descendente desss família.

    Não tenho dúvidas de que será recordado e lhe há-de ser feita a justiça devida.

    E já agora , quero dizer que qundo soube do seu falecimento senti profundamente e verti num amarelado bloco que para aqui encontei esta pobre quadra:

    Pedro amigo:não me ocorre
    Dizer-te nada de novo!
    Mas,um poeta só morre
    Se não cantou o seu povo!

    E ele cantou sentimentalmente como ninguem o povo que somos.

    Modesto Melo Martins

    ResponderEliminar
  31. cantar estes poemas e como entrar no universo deste nobre poeta ,sabedor de transmitir conhecimento com singeleza no coraçao.......Leo gon

    ResponderEliminar
  32. José Augusto Pereira Teixeira27/9/14 17:16

    Parabéns ao autor deste Blog ! É uma forma de homenagear e fazer justiça a este grande Homem que conhecia de forma única o Povo Português. E tão bem divulgou as suas Danças e Cantares, nesse magnifico programa de televisão que tantas vezes vi com o maior entusiasmo.
    Muito mais há para dizer, mas por agora vou ficar por aqui. Até breve.

    ResponderEliminar