segunda-feira, 24 de outubro de 2005

América... país de contrastes - Parte 4

VI – À descoberta das Cataratas de Niagara

Acordamos por volta das 10,30 horas e, depois de um ligeiro pequeno-almoço, fomos para as cataratas.




Estava um dia de sol, quente, com um céu bonito e pouco vento. Um tempo muito diferente do dia anterior.

Fizemos um passeio pelo rio que separa os Estados Unidos do Canadá e, vestidos com uma capa de plástico azul, embarcamos num barco (Maid of the Mist) que nos levou a ver as quedas de água, mesmo onde elas caem no Rio Niagara.

Apanhámos com a água fustigada pelo vento provocado pelas quedas. O espectáculo era ao mesmo tempo aterrador e belo, com o rugido das quedas de água a troar à nossa volta.



As máquinas fotográficas não cessaram de captar aqueles momentos mágicos da força da natureza... e não só!


Mais tarde e depois de almoçar num lugar muito simpático (já não comia cachorro quente há muitos anos!), tivemos por companhia um simpático par de pássaros (não sei se americanos ou canadianos) mas só este teve a coragem de posar para a fotografia.

Voltamos às Cataratas, desta vez para fazer o percurso a pé, nas escarpas onde caía a água (Cave of the Winds). Protegidos com um impermeável amarelo e umas sandálias fornecidas pela entidade exploradora, integramos um dos grupos “exploradores”.


Os mais atrevidos (entre eles a Sónia!) estiveram a poucos metros das quedas de água e, encharcados até aos ossos, não deixaram de registar aqueles momentos em que a água que caía, soprada pelo vento, os molhava. A Sónia apresentou este ar irreal...

Ah! Descobri os mais lindos arco-íris e registei-os. Deixo-vos com alguns deles...

Até descobri onde eles começam e acabam...

Regressámos ao hotel relativamente cedo. A “aventura” derrotou-me fisicamente.
No dia seguinte tínhamos mais de 6 horas de condução até à agência que nos alugara o carro, ir depois a Camp Anne buscar as malas, viajar e fixar arraiais em Nova Iorque. Era necessário deitar cedo para nos levantarmos de “madrugada”!

Levantámo-nos noite ainda e fizemo-nos à estrada… a tempo de ver o Sol nascer com os seus efeitos de luz e cor.


A viagem foi menos cansativa, para isso bastou que o dia estivesse sem chuva e sem nuvens.
Chegamos a horas de entregar o carro e ainda nos levarem a Camp Anne. Aí pegamos as malas e despedirmo-nos da meia dúzia de pessoas que ficaram.
Enquanto a Sónia falava com os amigos repararei no silêncio que começava a cair nesta época, com a natureza a acalmar, enquanto uma leve brisa abanava as árvores, as folhas caídas rolavam pelo chão perfumando o ar com um aroma de verde arrancado à relva que mal se mexia… Parecia que tudo à minha volta começava a adormecer!...
Já não ouvia o grasnar das rãs, dos patos, nem o chilrear das aves!
A Sónia arranjou uma boleia até ao comboio. Este não era tão confortável como o primeiro, e sem ar condicionado que nos refrescasse.
Fomos informados que o ar condicionado estava avariado naquela carruagem...

Chegamos à Estação Central (Grand Central) e tivemos que descer até ao Metro: estava um calor que sufocava!
Embarcamos nele e saímos próximo do hotel.



(continua)



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Com canções como esta mitiguei saudades que tinha do meu País de sonho...

Zéca Afonso
Maio Maduro Maio
Álbum: “Cantigas do Maio”
4:07 '
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13 comentários:

  1. Vou ser a PRIMEIRINHA, Zé!!! Acho que... pois... BELO!!!!! (Digo isto com uma pontinha de inveja...:/) ADOREI!! :) Abraço e beijos para aí!!!

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  2. Que maravilha de fotos:) E a forma poética como descreves tudo é tão bonito;) beijos

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  3. Zé, lindo. A natureza na sua foma + intocada é duma beleza k nos tira o ar e ns fascina. encantamento foi o ks senti. Obrigada pela partilha. Bjs voando no arco-íris. ( a tua filha está linda de tanta felicidade :))

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  4. Todos os dias entro no blog esperançada que exista mais um pouquinho da "aventura". Hoje tive sorte, mas estou curiosa... tu que já descobriste onde começa e termina o arco-íris... é verdade que existe mesmo um pote de ouro lá onde eles começam?
    Não fazia a menor ideia que pudesse existir tanta beleza nos Estados Unidos...! Tenho uma imagem muito negativa desse país. estás a conseguir mudar esta imagem no que respeita à beleza da natureza.
    Abraço,
    AAS

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  5. Maria Mamede25/10/05 08:43

    Olá Zeca!
    Há já muito tempo que não posso dizer nada por esta via e mesmo agora a lentidão é tanta que me enerva.
    Vou ter que mudar isto.
    Estás de parabéns. Ficou muito, mesmo muito lindo (fotog., texto)
    poético como sempre.
    Beijos aos 2.

    Maria Mamede

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  6. Gosto bem da segunda fotografia ;)

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  7. Viva! Há uma resposta ao último comentário no meu Mar. Beijinho

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  8. que fotos maravilhoras, acompanhadas de uma excelente aventura com uma forma poética muito boa

    gostei muito de tudo o que li

    parabéns

    beijos

    lena

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  9. Imagens bonitas, momentos unicos. Cumprimentos.

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  10. Pronto. Já li tudo até aqui. Grande reportagem Amigo Zé e que belas imagens que vocês captaram.

    Um Abração,

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  11. Obrigado!
    Quero agradecer os comentários feitos até aqui e dar uma resposta à Sonhadora:
    Descobri, sim, muitos e belos arco~´iris, estive no meio deles, mas além da sua beleza e do que representam para mim nada mais havia - nem pote com moedas de ouro, nem o elixir da boa vida e muito menos a chave do euromilhões.
    Mas havia a serenidade e a beleza, que, normalmente, a natureza é pródiga a dar!
    Sobre a América espera pelo último capítulo. Aí dou a resposta à tua (...) imagem muito negativa desse país.
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    À Cláudia, ainda bem que deste mais um passo em frente... fico contente!
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    Aos outros (as) aquele abraço e obrigado pela visita.

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  12. Zé, venho agradecer-te pelo que trouxeste dos States... está lá onde eu "moro"... vi hoje de manhã!! Olha.. até está perdoado este espicaçar da inveja que me fizeste..LOL.. Abraço!

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  13. Bem, é altura de pôr um ponto final nesta crónica.
    Hoje vou postar a penúltima aventura.
    Segunda ou terça posto a ÚLTIMA!!! Haja deus!!!
    Já está a ser uma seca,,, e logo agora que esta a chover!

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