terça-feira, 6 de setembro de 2005

A Filosofia dos Índios Americanos

(Encontro de Saturno, Vénus e Mercúrio - Foto da Nasa)


A Filosofia dos Índios americanos

“No Passado, as vastas solidões foram muitas vezes povoadas por cidades poderosas.
Hoje delas só restam ruínas e essas ruínas acabam mesmo por se confundir com a terra eternamente virgem.
Não importa os homens que passam. Basta o Espírito soprar sobre eles para deixarem de existir!
Então os filhos da Terra tomarão novamente a posse da Terra e os tempos passados tornar-se-ão novos”

In “Sabedoria Ameríndia”

(Toda a filosofia dos Índios da América do Norte baseava-se na sua íntima ligação à Natureza e ao Cosmos)


Carta do Chefe Seattle

"O que ocorrer com a terra,
recairá sobre os filhos da terra.
Há uma ligação em tudo."

Este documento - dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente - foi intensamente divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e distribuído pelas escolas de muitos países.
É uma carta escrita, em 1854, pelo chefe Seatle ao presidente dos EUA, Franklin Pierce, quando este propôs comprar grande parte das terras de sua tribo, oferecendo-lhe, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva".

(...) O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra.
O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.Nem mesmo o homem branco, cujo Deus passeia e fala com ele de amigo para amigo, fica isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos isso.
De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco.
A terra é-lhe preciosa, e feri-la é desprezar o seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as tribos. Contaminem as suas camas e uma noite morrerão afogados nos vossos próprios detritos.
Mas quando da sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e que por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos porque todos os búfalos tenham de ser exterminados, os cavalos selvagens tenham de ser todos domados, os recantos secretos da floresta densa tenham de ser impregnados com o cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídos por fios que falam.
Onde está o arvoredo?
Destruído!
Onde está a águia?
Desapareceu!

É o final da vida e o início da sobrevivência.

José Gomes
Nota:
Esqueci-me...........
Tema: "Fascinação"
Voz: A da inesquecível Elis Regina
Tempo: 3:02

20 comentários:

  1. Li em adolescente essa carta e ficou-me na memória até hoje. Os indios eram gente que amava a Mãe Natureza. beijos

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  2. E os tempos passados tornar-se-ão novos...sem dúvida!! Beijos

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  3. Está a chuviscar...e lembrei-me dos chuviscos! Ah, também te queria agradecer os votos de parabéns! Obrigada :-)

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  4. Tanta Sabedoria nessa carta! O Homem virou as costas à Natureza, considerou-se o senhor do mundo, agora, todos pagam tanto facilitar, tanta arrogância, tanta cegueira. Bjokas grandes

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  5. zé! apenas uma palavra: lindissimo. tudo.
    abraço da leonor

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  6. Wind, esta fixação nos Índios Americanos vem desde que nos filmes de "cowboys" da minha meninice eles eram sempre os "maus".
    Deu-me para começar a ler coisas sobre eles... e vi que povo admirável foram!
    Paula, eu também acredito (ou acreditava?!!!)que haveria de contribuir para a construção de Tempos Novos... (cada dia que passa me sinto mais frustrado!).
    Obrigado pela visita.
    Saltapocinhas, não sabes a felicidade em sentir esta água a cair-me careca abaixo, molhar-me a cara sedenta... coisa de doidos!
    Obrigado pelo comentário.
    Amita, o Homem tem pago, ao longo da história, pela sua arrogância...
    Um abraço e até sábado.
    Leonor, há muito que não me visitavas. Tento fazer o melhor que sei... muitas vezes com o vosso apoio!
    Um abraço.
    M. Mamede
    Obrigado pelo teu comentário invisível.
    Deves escrever e não ditar pelo telefone, eheheheh!!
    Faz assim:
    1 - Escreve qualquer coisa neste "Faça um comentário";
    2 - Clica em Anónimo, abaixo;
    3 - Depois é só clicares em Publicar seu comentário.
    4 - Esperas uns segundos e... já está!

    Vá, tenta fazer isso!
    Um abraço.

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  7. zé, agora para responder-te no meu blog tenho de colocar chuviscos entre parentesis. é que apareceu outro zé, da travessa larga. e eu nao quero que haja confusoes.
    abraço da leonor

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  8. Nós os convencido-civilizados, não passamos de predadores estúpidos.

    Obrigada pela visita.

    (também apanhei chuva e estou meio constipada, mas valeu a pena!)

    Bom dia!

    :D

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  9. Anónimo7/9/05 12:35

    olá Zé, outra vez!
    Ontem, dizia eu (e espero que desta vez fique)estavas muito romântico. Dizia ainda à Milu para ter cuidado, porque tínhamos por aí um piga-amor.
    Mas gostei muito, mesmo muito do que fizes-te (texto e música)
    Parabés, beijos
    Maria Mamede

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  10. Leonor,
    já tinha reparado nisso. Mas Zé só há um, sou eu a mais nenhum!
    Sabes, a Elis Regina faz-me lembrar momentos de sonho, especialmente com esta versão de Fascinação.
    Outra música que me faz sonhar e caminhar nas núvens é What A Wonderful World.

    Rain.maker,
    tu és uma fazedora de chuva. Porque é que o país anda tão preocupado? Um dia destes ensino-te a dança da chuva e teremos a solução para Portugal.
    Obrigado pela visita.

    Maria Mamede,
    não acredito!
    Conseguiste!!!!!
    Só não percebi essa do pinga amor...
    Olha, porque me mandas sempre as coisas para o hotmail? Manda para a netcabo.
    Vou ler o poema que enviaste.
    Não esqueças a Noite em S. Mamede Infesta.
    É já no dia 16 e o tema é o Mar.
    Vou pôr o anúncio no Movimentum...
    Um abraço.

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  11. Pareceu-me bem interessantes este blog.

    Abraço e bom trabalho :)

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  12. "BIBA"! Sempre gostei deste tema,Zé! Não só de o ter estudado como também de ainda ler tudo o que me aprece sobre ele o que faço com curiosidade e agrado! Muito bem estruturado este "post" que li com muito prazer! Abraço

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  13. Nada como o tempo para depurar as coisas...
    A música de boa qualidade permanecerá, sobreviverá aos modismos.
    Existem conceitos e conceitos. A maioria, quando apresentados, se trouxessem data de validade - sequer iriam para as prateleiras!... outros, como este com que nos presenteias, prenhe de sabedoria resistirá sempre.
    Muito bom o teu trabalho. Não é a primeira vez que aqui venho. Certamente não será a última. Um abraço fraterno.

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  14. Anónimo9/9/05 22:32

    Criaste aqui um momento de uma beleza que me tocou!
    Tinha saudades de ouvir Elis Regina,este tema está logo a seguir ao meu preferido dela!mas gosto,muitoooo!
    Soube-me bem!
    beijo
    ana

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  15. A saudade que senti ao ouvir Elis Regina... e ler esta carta!

    Sabes, a primeira vez que a "ouvi", foi pela voz do meu Pai, num dia de férias, e em que ele me tentava distrair, porque estava doente.

    Ainda hoje, recordo o sentimento dele a ler-me esse texto...

    Grata por esta partilha e pelos momentos que me fizeste recordar!

    Um abraço terno e até logo ;) (beijinhos à Milu)

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  16. Olha, gente que se interessa!

    :)

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  17. EM primeiro lugar deixa-me dizer-te que estou a gostar imenso do teu blog
    Não conhecia esta carta mas já conhecia a filosofia dos indios. Ía pôr aqui uma oração Sioux que o meu filho me mandou mas não a encontro. Paciência, peço-lha outra vez porque a achei linda. Assim como este texto.
    Passa pelo meu blog
    http://palavrasmaiscoisas.blogspot.com
    e verás que o que escrevi tem muito a haver com esta filosofia que tb é a minha
    beijinhos
    Zica

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  18. Por alguma coisa são considerados os 1ºs povos com consciência ecológica!

    ;)

    Sinto-me vermelho, negro, branco!

    Sinto-me um fio nesse vasto tecido.

    fiquem na paz!!

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  19. Anónimo8/9/11 15:46

    sem comentário.seria um indio se comentar, porém, não comentarei, bem que gostaria de cometar, se fosse índio.
    eu te fariauma carta, pelo pouco que restou na minha biblioteca ao ar livre, entre a natureza e a beleza da minha aldeia, mas serei forte para te dizaer, que minhas veis, correm sangue de uma cara de cabelos lisos, olhos escuros e andando nu, em uma floresta de coquerais,...

    F.Neves

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  20. Anónimo8/9/11 15:52

    para te dizer que minhas veias correm sangue

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