segunda-feira, 13 de junho de 2005

A ÁLVARO CUNHAL



Poema escrito quando o Centro de Trabalho de Braga do PCP foi incendiado e destruído pelos forças contra-revolucionários encabeçadas pelo ELP.
É com este poema que vou homenagear Álvaro Cunhal, o Revolucionário de corpo inteiro, que dedicou a sua vida a um projecto de Paz, Prosperidade, Justiça Social e Igualdade para todos os portugueses.
A melhor homenagem que poderíamos fazer a este Homem íntegro e solidário será continuar a luta sem qualquer desfalecimento e com esperança no Futuro.


A Bandeira Comunista

Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.
Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas

À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.
E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.
Por isso quando os burgueses
nos quiseram destruir
encontraram os portugueses
que souberam resistir.

E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista.

(Ary dos Santos)

7 comentários:

  1. Morreu um ex líder carismático. bjs

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  2. A morte nunca deixa de nos surpreender. Foi um choque.E mais não há para dizer.
    abraço da leonor

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  3. Subscrevo as palavras da Leonor, Zé! E.. foram logo três de uma assentada! Desculpa-me a ausência involuntária .. mas passada esta revoada de afazeres cá voltarei com a frequência do costume.**

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  4. Hoje só deixo um abraço. :(

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  5. E em silêncio me quedo em respeito aos três. Bjos

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  6. Ouvi-te emocionada a leres também emocionado esse Poema do Ary dos Santos.

    A Amizade não tem credos, cores ou política.

    Crê-me uma Amiga

    Deixo-te um abraço

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