quinta-feira, 16 de junho de 2005

Acordes de um final de primavera


Quando ontem deixei Lisboa, depois de arrepiado por aquele banho de multidão no funeral de Álvaro, ainda mergulhado no sentimento derramado pela Internacional entoada com o coração por milhares e milhares de vozes, refugiei-me nos Preceitos de Vida dos Índios e dei por mim a ler estas palavras:

"Tudo passa. Os bisontes não tornarão a vir, as cidades dos homens ocupam agora os prados e as montanhas. O que resta agora ao homem livre? O território do seu espírito, imenso, que nunca ninguém poderá invandir."

Não sei bem porquê regressei a casa trotear esta canção...
(Espero que a "madrinha" possa pôr esta música de fundo pois eu ainda não sei como se faz... esta velhice está a atrofiar o meu cérebero!!!)


Índia

Índia teu cabelo nos ombros caindo
Negros como as noites que não tem luar
Seus lábios de rosas para mim sorrindo
E a doce meiguice deste teu olhar

Índia da pele morena
Sua boca pequena eu quero beijar
Índia sangue Tupi
Tens o cheiro da flor
Vem que eu quero lhe dar
Todo meu grande amor

Quando eu for embora para bem distante
E chegar a hora de dizer-te Adeus
Fica em meus braços só mais uns instantes
Deixa os meus lábios se unirem aos teus

Índia levarei saudades
Da felicidade que você me deu
Índia a sua imagem
Sempre comigo vai
Dentro do meu coração
Flor do meu Paraguai


"Os funerais não são uma festa fúnebre, desesperada. Servem para acompanhar a viagem do defunto e para preparar o seu regresso."


José Gomes

9 comentários:

  1. Madrinha, a sua benção!
    Era isso mesmo que pretendia.
    Agora reparo que meti água no poema.
    Como posso corrigi-lo... e não te esqueças de me ensinar como se põe esta música bonita (pelo menos para mim) no blog.
    Continuo a ser nabo.
    Obrigado pela a ajuda.
    A nabiça aqui ao lado manda um beijo.

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  2. devo conhecer este poema há uns 30 anos. confesso que nunca lhe dei muita atenção mas agora reparo, lendo cada linha devagar, que é lindo.

    abraço da leonor

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  3. Bela esta música. Sempre gostei dela:) beijos

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  4. Zé, Carrego, carrego, carrego e nada. nao ouço musica nenhuma.ou sou eu, ou é do rato ou do blog...eu sei lá.nao ouço e prontos.

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  5. Lindíssima a música Zé. E assim se minoram saudades. Parabéns pela escolha. Bjokas

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  6. Uma música maravilhosa, num poema lindíssimo.

    O Homem vai... a saudade fica!

    Uma linda homenagem a tua.

    Um abraço carinhoso

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  7. Leonoreta, já consegues ouvir a música?
    Um abraço.

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  8. nao Zé, nao consigo.mas também verifiquei que nao consigo ouvir nos outros blogs.

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